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sábado, 16 de abril de 2016

Sr. Governador de Mato Grosso: para acabar com a violência no campo é preciso mais que promessas!

   Sr. Governador de Mato Grosso:
para acabar com a violência no campo
é preciso mais que promessas!

Fazer as coisas pela metade é não fazer! Mas esta parece ser a estratégia do Governo de Mato Grosso. Sob pressão, promete. Mas não cumpre. Sinaliza com palavras e procedimentos que não se concretizam. Isso é uma constante ao longo dos anos, mas fica mais evidente e escandaloso nos últimos 6 meses, se considerarmos os acontecimentos e violências no campo, a exemplo do ocorrido em Novo Mundo: queima de casas, ameaças de morte, despejos por “jagunços”.
No começo de setembro de 2015, no âmbito da realização da 1ª. Romaria do Cerrado e Grito dos Excluídos/as de MT, os movimentos sociais do campo e as entidades que compõem o Fórum de Direitos Humanos e da Terra – FDHT após protesto em frente à sede do Governo, conseguiram ser recebidos pelas autoridades do Estado, em especial o Governador.
As dificuldades, reivindicações e a violência sofrida pelos camponeses e camponesas, que foram levadas nesse encontro tiveram como resultado a organização de uma agenda a ser concretizada imediatamente pelo Governo: 1- a criação de uma Comissão Intergovernamental de Resolução de Conflitos Agrários, com participação da sociedade civil cujo objetivo é agilizar a solução dos conflitos e evitar a escalada da violência no campo; 2- foi acertada também a mudança na configuração do Comitê de Conflitos Agrários a partir das regras da Ouvidoria Agrária Nacional que tem como indicativo a implementação do Manual de Diretrizes Nacionais para Execução de Mandados Judiciais; 3- a imediata implantação dos programas de proteção aos defensores de Direitos Humanos.
Um mês depois, em outubro de 2015, sem resposta efetiva do Governo do Estado, estoura o conflito no Acampamento Boa Esperança, Novo Mundo, aumentando de modo dramático a violência na região, com a queima de 80 casas dos pré-assentados.
A indiferença e o descumprimento dos acordos assumidos pelo Governo do Estado com os movimentos sociais do campo e o FDHT permitiu que a violência se ampliasse, autorizando o grileiro de terras públicas, Marcelo Bassan, no dia 21 de fevereiro de 2016, a agir com as próprias mãos, levando terror e tortura para a comunidade do acampamento de Boa Esperança, na Fazenda Araúna, município de Novo Mundo. Estes fatos já foram suficientemente denunciados ao governo do Estado de Mato Grosso, no Brasil e internacionalmente, e de novo, sob pressão, desencadeou uma série de promessas por parte do Governo do Estado, iniciando com a nomeação do secretário de Trabalho e Assistência Social - SETAS, Waldiney Arruda, para acompanhar e resolver o caso específico de Novo Mundo de tal modo que viesse a ser “uma ação modelo” no Estado.
 Mais preocupado em preservar sua imagem do que cumprir com sua palavra e resolver os conflitos, a primeira ação do governo foi enviar uma equipe para a região, que se reuniu simultaneamente com fazendeiros, lideranças, advogados, numa ação politicamente desastrosa, socialmente ineficaz e que levou ainda mais instabilidade para a região, culminando com o assassinato de uma das pessoas envolvidas no conflito no mesmo dia, além de levar outras lideranças a serem ameaçadas de morte.
O Secretário designado pelo governador, na presença de representantes do FDHT, do presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Ouvidoria de Polícias, apresentou os seguintes encaminhamentos, todos agendados para lançamento oficial no início da 2ª quinzena de março:

1-     Anunciou a criação, por Decreto, da Comissão Estadual de Direitos Humanos e da Terra como instrumento de prevenção de conflitos e com participação de secretarias do Estado, do FDHT, Ouvidoria de Polícias, Conselho estadual de Direitos Humanos, INTERMAT entre outros. Até hoje nada foi encaminhado em relação a isso e o Decreto... não existe!
2-     O mesmo secretário garantiu a adesão do Governo do Estado de MT ao Programa de Proteção dos Defensores de Direitos Humanos - PPDDH. Programa que o Estado de Mato Grosso já foi condenado e obrigado a implantar pela justiça de Mato Grosso. Até o dia de hoje não há encaminhamentos neste sentido;
3-     Afirmou que seria designado um Delegado de fora da região para dar andamento aos inquéritos policiais contra o grileiro e seus “jagunços”, com envio dos mesmos para a Gerência de Combate ao Crime Organizado - GCCO; os inquéritos foram encaminhados, mas não houve nomeação do Delegado responsável, com isso tudo continua parado;
4-     Prometeu a Criação de um Manual de Procedimentos para o Caso de Conflitos em MT, onde constaria, inclusive, políticas públicas para os grupos vulneráveis. Nada aconteceu!
5-     Garantiu transporte imediato de 100 cestas básicas fornecidas pelo INCRA – armazenadas na Conab de Rondonópolis – para o acampamento Boa Esperança em Novo Mundo. O governo do Estado viabilizou o transporte das cestas até Guarantã do Norte. Levou... mas não entregou! O secretário foi de avião oficial até Guarantã do Norte, realizou reunião com entes públicos do município, somente com o intuito de fazer publicidade e politicagem, mas não entregou os alimentos para a comunidade. A entrega das cestas – segundo informação de agente público de Guarantã - ficou condicionada a inserção das famílias no Cadastro Único para Programas Sociais, o que, segundo o mesmo agente público, o município não teria condições de fazer em menos de 20 dias, por falta de recursos e pessoas para realizar o cadastramento. A cesta básica é um direito das comunidades em situação de vulnerabilidade alimentar e deixar no meio do caminho, entregar com uma mão e tirar com a outra, só revela mais uma vez, a falta de compromisso e vontade política deste Governo em cumprir sua palavra, até mesmo nas coisas mais simples!  O município de Guarantã não fez com que as cestas básicas chegassem ao acampamento, obrigando a comunidade de Boa Esperança viabilizar o transporte dos alimentos.

As entidades abaixo-assinadas vêm a público:
·       denunciar a inoperância do Governo do Estado do MT em situações de conflito e violência, em especial no campo;
·       repudiar o não cumprimento de acordos e negociações feitas com a sociedade civil organizada;
·       denunciar o uso publicitário e eleitoreiro da entrega de cestas básicas que não chegaram até seu destino, utilizando-se de instrumentos midiáticos para falsificar sua indiferença para com as necessidades básicas das comunidades vulneráveis;
·       denunciar a falta de interesse real de resolução de conflitos no campo em MT, o que revela a tolerância com a violência do latifúndio, o comprometimento total com as demandas de expansão do agronegócio e a impunidade para os crimes contra o povo da terra em MT.



Assinam a nota
Fórum de Direitos Humanos e da Terra Mata Grosso
 Associação Brasileira de Homeopatia Popular- ABHP
 Associação Brasileira de Saúde Popular - ABRASP/BIO SAÚDE
Central Única dos Trabalhadores - CUT
Centro Burnier Fé e Justiça - CBFJ - CJCIAS
Centro de Direitos Humanos Henrique Trindade - CDHHT
Centro Pastoral para Migrantes - CPM
Conferencia dos Religiosos do Brasil - CRB - Regional Cuiabá
Conselho Indigenista Missionário - CIMI MT
Comissão Pastoral da Terra - CPT- MT
Conselho Nacional do Laicato do Brasil - CNLB
Escritório de Direitos Humanos da Prelazia de São Félix do Araguaia
Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional - FASE
Fórum Mato-grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento - FORMAD
Grupo de Estudo Educação Merleau-Ponty – GEMPO UFMT/IE
Grupo de Pesquisa Movimentos Sociais e Educação – GPMSE UFMT/IE
Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte - GPEA-UFMT
Instituto Caracol - iC
Instituto Humana Raça Fêmina - INHURAFE
Movimento dos Trabalhadores Acampados e Assentados - MTA
Movimento dos Trabalhadores Rurais 13 de Outubro
Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MTS
Rede Mato-grossense de Educação Ambiental - REMTEA
RuAção- Núcleo Interinstitucional Merleau-freiriano - UFMT




sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Organizações lançam nota em apoio à operação “Terra Prometida” em Mato Grosso

formad
http://www.formad.org.br/?p=3118



Organizações lançam nota em apoio à operação “Terra Prometida” em Mato Grosso



NOTA DE APOIO À OPERAÇÃO “TERRA PROMETIDA” DA PF E REPÚDIO AOS QUE QUEREM IMPEDIR A APURAÇÃO DA GRILAGEM DE TERRA NO ESTADO DE MATO GROSSO
O Fórum de Direitos Humanos e da Terra de Mato Grosso – FDHT/MT e as organizações abaixo assinadas, vêm por meio desta apoiar a operação TERRA PROMETIDA realizada pela Polícia Federal erepudiar ações que impeçam a apuração da grilagem de terras públicas em Mato Grosso.
Fatos como o ocorrido no dia 1/12/2014 em Lucas do Rio Verde, quando políticos (prefeitos, deputados estaduais e o futuro vice-governador) e lideranças sociais, realizaram manifestação na câmara municipal no intuito de inibir a apuração da grilagem de terra em nosso Estado em nada contribuem para o benefício da população e só depõem contra elas.
Ainda, cobramos dos órgãos públicos como INCRA e INTERMAT que apurem com rigor o envolvimento de funcionários públicos na prática destes crimes que impedem que a terra chegue aos que dela precisam para produzir alimentos saudáveis para a população.
Há décadas que a violência no campo contra os trabalhadores e trabalhadoras rurais, indígenas, quilombolas, retireiros e os/as que defendem suas causas vem aumentando, ao mesmo tempo em que a impunidade impera na maioria gritante dos crimes. Neste sentido, expressamos a nossa total solidariedade e apoio aos povos da terra e à todos lutadores e lutadoras da reforma agrária e justiça social no campo.
Se não mudarmos as práticas, de forma convicta, não mudaremos o mundo, transformando-o em lugar de respeito aos Direitos Humanos e bem viver entre todos e todas.
Abaixo assinado por:
Fórum de Direitos Humanos e da Terra Mato Grosso – FDHT/MT
Associação Brasileira de Saúde Popular -ABRASP/BIO SAÚDE
Associação Dando as Mãos
Articulação de Mulheres Brasileiras – AMB
Associação Brasileira de Homeopatia Popular – ABHP
Associação dos Retireiros do Araguaia
Associação Matogrossense Divina Providência – AMDP
Centro Burnier Fé e Justiça – CBFJ
Centro de Direitos Humanos Dom Máximo Bienes CDHDMB
Centro de Direitos Humanos Henrique Trindade – CDHHT
Centro de Pastoral para Migrantes CPM
Comissão Pastoral da Terra – CPT/MT
Comitê Popular do Rio Paraguai
Comunidades Eclesiais de Base – Cebs- MT
Conselho Indigenista Missionário – CIMI/MT
Conselho Nacional do Laicato do Brasil – CNLB/MT
ECOPANTANAL- Instituto de Ecologia e de povos tradicionais do Pantanal
Escritório de Direitos Humanos da Prelazia de São Félix do Araguaia
Fórum Matogrossense de Meio ambiente e Desenvolvimento – FORMAD
Federação de Assistência Social e Educacional -FASE
Grupo de Estudo Educação Merleau-Ponty – GEMPO UFMT/IE
Grupo de Pesquisa Movimentos Sociais e Educação – GPMSE UFMT/IE
Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte – GPEA/UFMT
Grupo Raízes
Instituto Caracol -IC
Instituto Gaia
Instituto Floresta
Instituto Humana Raça Fêmina – INHURAFE
Movimento 13 de Outubro
Movimento Articulado de Mulheres da Amazônia – MAMA
Movimentos dos Trabalhadores Acampados e Assentados – MTA
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST/MT
Movimento Nacional de Direitos Humanos – MNDH
Rede de Educação Cidadã Matogrosso
Rede Mato-Grossense de Educação Ambiental- REMTEA
Sociedade Fé e Vida

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Seminário discute Plano Estadual de Direitos Humanos


Publicado em Notícias | 23/09/2014

Termina hoje (23) o seminário “Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais, Culturais e Direitos da Natureza”, promovido pelo Fórum de Direitos Humanos e da Terra de Mato Grosso (FDHT-MT). Durante o evento foram debatidos com a comunidade acadêmica e setores da sociedade civil aspectos gerais e legais acerca de temas relacionados a direitos humanos, conflitos socioambientais, reforma agrária, recursos hídricos, direitos climáticos, relações étnico-raciais, relações de gêneros, dentre outros.
O encontro tem como proposta central construir o Plano Estadual de Direitos Humanos e da Terra, que será avaliado e referendado na Conferência Estadual de Direitos Humanos, a ser realizado entre os dias 10 a 12 de dezembro. “Estamos apresentando, pela primeira vez, o texto básico com as propostas para compor o PEDH especialmente aos representantes de grupos da sociedade civil vulneráveis, como os Retireiros do Araguaia, os Quilombolas, Comunidades Pantaneiras, Etnias Indígenas, dentre outras, para que possam aprovar e acrescentar propostas a serem levadas para a Conferência Estadual”, esclareceu a professora Regina Aparecida da Silva, coordenadora do Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental, Comunicação e Arte, do Instituto de Educação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
O evento está sendo realizado no Auditório nº 68, localizado no Instituto de Educação, e o encerramento está previsto para as 16h com a sistematização e encaminhamentos para a construção do PNDH. Confira os eixos e diretrizes do PNDH e todas as informações sobre o Seminário clicando aqui.
Mais informações pelo telefone 3615. 8430.

www.ufmt.br

sábado, 1 de março de 2014

PREVENIR, APURAR E COMBATER TORTURAS




PREVENIR, APURAR E COMBATER TORTURAS
Teobaldo Witter
A tortura faz parte da história humana. Ainda na iniqüidade, pessoas foram torturadas para servirem a outras, para obedecerem, para confessarem atos, para “aprenderem a lição”. Elas eram torturadas, porque divergiam na opção ideológica e ou religiosa, tinham condições sociais ou cor da pele diferentes da sociedade dominante. É uma tortura dirigida a certas categorias sociais. Existe uma concepção de que há uma camada da população brasileira que pode ser torturada. Como, assim?

Há parte significativa da sociedade, gestores da segurança pública, promotores e juízes que são contra, mas toleram que casos de indisciplina e ilegalidades, nas ruas e nas prisões, sejam tratados com tortura como forma de castigo. Sendo assim, há tortura que conta com a conivência oficial. A tendência é que o Sistema de Justiça Criminal resiste em processar alguém acusado de tortura.

A tortura é proibida, no Brasil, e no direito internacional. A Constituição Brasileira a proíbe.Várias outras leis do Direito Penal e Processual proíbem a tortura. A comunidade nacional e internacional é contra a tortura. Todos somos contra ela e criamos leis para prevenir, apurar e combater.

O Brasil é um dos signatários da Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 10 de dezembro de 1948, que diz: “ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante”, Artigo V. A Constituição Brasileira, no Artigo 5ª, tem uma lista de direitos sociais que contemplam em muito os direitos humanos. O Brasil assinou tratados internacionais para prevenir, apurar e combater a tortura. Normas do Direito Nacional e do Direito Internacional oferecem proteção a pessoas privadas de sua liberdade. O Programa Nacional de Direitos Humanos-PNDH 3- Eixo Orientador IV: Segurança Pública, Acesso à Justiça e Combate à Violência, na Diretriz 14, contém 4 objetivos que visam ao combate à violência institucional, com ênfase na erradicação da tortura e na redução da letalidade policial e carcerária. A Diretriz 15 trata da proteção a pessoas ameaçadas; a 16, da modernização da política de execução penal; e a 17, da promoção de sistema de justiça acessível, ágil e efetivo. Portanto, nós somos contra a tortura, criamos leis contra a tortura, temos sistema de segurança e justiça contra a tortura. Mas a tortura continua sendo praticada.

Infelizmente, torturas, ainda, são realidades. Elas acontecem, onde há pessoas privadas de liberdade em cadeias públicas, delegacias, prisões, em abrigos e instalações mantidas por órgãos e entidades. Tendo isso em vista, será realizado, durante os dias 20 e 21 de março de 2014, na sede das Promotorias do Ministério Público Estadual, em Cuiabá, MT, um seminário sobre a temática da tortura. Queremos, com o seminário, unir forças para prevenir tortura. E celebrar compromissos conjuntos de superar a impunidade em relação à sua prática.

Ao tratar do tema da Instituição do Sistema Nacional, da criação do Comitê e do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, a lei 12.847, de 2 de agosto de 2013, considera tortura os tipos previstos na (Primeiro) lei 9.455/ 1997, que, em seu Art 1ª, define crime de tortura e estabelece a pena; ( Segundo) no decreto 40/1991, que promulga a convenção contra a tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes; e (Terceiro) considera pessoas privadas de liberdade: aquelas obrigadas, por mandado ou ordem de autoridade judicial, ou administrativa ou policial, a permanecerem em determinados locais públicos ou privados, dos quais não possam sair de modo independente de sua vontade, abrangendo locais de internação de longa permanência, centros de detenção, estabelecimentos penais, hospitais psiquiátricos, casas de custódia, instituições socioeducativas para adolescentes em conflito com a lei e centros de detenção disciplinar em âmbito militar, bem como nas instalações mantidas pelos órgãos elencados no art. 61 da Lei n.º 7.210 de 11 de julho de 1984, segundo o texto da referida lei.

Em termos de direitos humanos, temos o compromisso ético e humano de agir para que sejam respeitados de forma integral e não seletiva. Direitos humanos não são privilégios de alguns poucos, mas são direitos de todos e todas. Ao desrespeitá-los em apenas uma pessoa, pratica-se o desrespeito em todas as pessoas. A tortura é a expressão mais cruel de dominação de uma pessoa sobre outro ser. Queremos estudar, debater, refletir, defender, promover e implantar o respeito aos direitos humanos, integralmente.

Além dos debates e estudos, o seminário pretende definir metas trabalho, atos e trabalho em conjunto e fazer um pacto para prevenção, apuração e combate à tortura e aprovar deliberações a respeito. É possível constituir relações humanas e sociais livres e felizes, sem torturas.

Teobaldo Witter
Ouvidor Geral de Policia e Presidente do CDDPH/MT

(*) fotografia de Michèle Sato
*

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Rearticular o Fórum Permanente de Lutas – FPL



Rearticular o Fórum Permanente de Lutas – FPL
Data: 20 de Fevereiro as 18,30h até as 20,00h
Local: Sala 4 Paróquia do Rosário
Olá no segundo semestre do ano passado foram feitas algumas tentativas de reunião para avançar na rearticulação do FPL. Algumas reuniões até aconteceram, mas não teve a adesão esperada. O desafio é como vamos manter acesa uma articulação de mais de 25 anos. Este coletivo tem pelo menos 3 eventos que sempre se envolveu e que acontecerão nestes próximos meses. A 26 ª  Romaria d@s Trabalhadoras/es, o Plebiscito e a Semana da Cidadania/ Grito d@s Excluídas/os
A Romaria d@s trabalhadoras/es se  realiza em Cuiabá deste 1989, iniciativa inicial articulada pelas CEBS e que foi envolvendo as demais organizações e movimentos sociais. Esta articulação também assumiu a semana da cidadania/Grito d@s Excluídas/os que este ano completa 20 anos. Também os 4 plebiscitos populares também foram assumidos e articulados por este grupo lutador. O Fórum Permanente de Lutas – FPL, foi a denominação dada a este coletivo que articula as diversas entidades, movimentos populares, sindicais e comunidades cristãs.
A manutenção de espaços organizativos coletivos  nos tempos recentes são extremamente desafiadores, não é fácil realizar as mobilizações de outros tempos, e até parece que adquirimos uma outra identidade enquanto grupo o de resistência; coletivo de organizações e pessoas que acreditam, e carregam a utopia e o sonho de uma nova sociedade justa sem os vícios da sociedade orientada e dominada pelo mercado consumista.
Vamos reverter este quadro? Vamos encarar o desafio e manter as entidades, comunidades, movimentos populares e sociais, pastorais sociais, articuladas e mobilizadas; sensibilizar as comunidades cristãs para seu compromisso sócio-político; apoiar a formação de lideranças movimentos sociais e comunitárias e incentivar arealização de atividades de mobilização social.
 Este desafio e ao mesmo tempo apelo, vai principalmente para quem historicamente está nesta caminhada ( CEBS, CPT, CIMI, CEBI, CPM, CNLB, CRB, CBFJ, PJ, RECID, MST, SINTEP, Pastorais Sociais, Paróquias, Igrejas, comunidades religiosas e sindicatos e demais organizações sociais e populares eventualmente esquecidas)
Para facilitar a comunicação é importante que cada organização indique nome de contato da pessoa que vai fazer parte da organização das atividades do FPL.  

O que já está em andamento:
1) Para a 26ª Romaria d@s Trabalhadoras/es 1º de Maio
Tema:Tráfico Humano e Trabalho Escravo
Local: CPA IV

2) Plebiscito Constituinte Exclusiva da Reforma Política
Os preparativos organização e planejamento formação estão em andamento quem é o responsável é o Comitê organizador Estadual. O desafio é pensar com o FPL vai atuar principalmente em Cuiabá e Várzea Grande.
O Plebiscito vai acontecer de 1 a 7 de Setembro.

3) 2oª Grito d@s Excluíd@s
Lema do Grito “Ocupar Ruas e Praças por Liberdade e Direitos
Está marcada a data do seminário nacional 25 a 27 de abril em SP, quando são entregues os materiais.
Este ano a Semana da Cidadania e Grito coincidem com o Plebiscito.
Entre na luta você também!

Abs. Inácio


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

RAFAEL OLIVEIRA FARIA

HÁ UMA SOLICITAÇÃO DE AJUDA - URGENTE
desaparecido: RAFAEL OLIVEIRA FARIA
....................
.....................
Meu nome é Vera Lucia, telefone 065 9257 6633, preciso que vcs divulguem, esta informaçao de desaparecimento, do meu filho, RAFAEL OLIVEIRA FARIA, 24 anos, moreno, cabelos preto, a caracteristicica forte e marcante é que nao tem o olho direito, as vezes ele usa um curativo por que o olho esta inflamado por causa da rejeição da protese que ele usa, deve estar sujo pelas ruas ele tem disturbios mentais temporários, faz uso de medicação controlada, saiu de casa sem documentos e roupas, após desentendimentos familiares. está desaparecido desde o dia 02.01.14, em Cuiabá, onde moramos , foi visto no dia 23 de JANEIRO em um posto de gasolina em Campo Verde MT, estava muito sujo e com fome ,e disse que iria para Dom Aquino, o que pode nao ter acontecido, peço por favor procurar,e mesmo se puder anunciar na rádio, alguem pode dar alguma informação, pois tenho medo que algo muito ruim possa acontecer com ele. penso que nao esteja conseguindo entrar em contato conosco, segue em anexo fotos. contato 065 92576633 vera desde já agradeço.







superitendente INCRA e FDHT

mensagem do Paulo César Santos
---------- Forwarded message ----------
From: Paulo César Moreira Santos <pcprelazia@yahoo.com.br>
Date: 2014-02-13 10:45 GMT-02:00
Subject: [FDHT_MT] Mariawatsede: Informações claras do INCRA



Para todos/as  que estão acompanhando a situação.
Ontem, 12/02/2014, representantes do Fórum de Direitos Humanos e da Terra, fomos recebidos pelo Superintendente Regional do INCRA-MT, S.r Valdir Mendes Barranco conforme agendado anteriormente e requerimento protocolado. Estamos repassando as informações recebidas no intuito de desfazer certas notícias veiculadas pelo agronegócio na mídia.

"NO ANO PASSADO, APÓS A RETIRADA DOS POSSEIROS DA AREA XAVANTE DE MARAIWATSEDE, 97 FAMÍLIAS QUE MORAVAM NA CORRUTELA DO POSTO DA MATA RECEBERAM UMA CASA PRÓPRIA NO PROJETO 'CASULO'  EM ALTO DA BOA VISTA DENTRO DO PROGRAMA 'MINHA CASA MUNHA VIDA.' OS POSSEIROS QUE ESTAVAM DENTRO DA AREA RECEBERAM A PROPOSTA DO ASSENTAMENTO SANTA RITA, DE 200 LOTES, NO MUNICÍPIO DE RIBEIRÃO CASCALHEIRAS. NÃO ACEITARAM ALEGANDO SER MUITO LONGE E A TERRA 'SER IMPRÓPRIA' E SE DESLOCARAM PARA ALTO DA BOA VISTA CRIANDO UM SÉRIO PROBLEMA SOCIAL.  O ASSENTAMENTO SANTA RITA ESTÁ HOJE PRODUZINDO MUITO BEM COM OUTROS ASSENTADOS E UNS POUCOS QUE DEPOIS SE ARREPENDERAM E FORAM PARA LÁ.  RECENTEMENTE, UMA PARTE DESTES POSSEIROS E OUTRAS FAMÍLIAS ATRAIDAS NO POSTO DA MATA COM 'CERVEJA E CARNE' OFERECIDOS PELOS FAZENDEIRO EXPULSOS DA AREA,  REPRESENTANTES DA APROSUM, (Associação dos Produtores Rurais da área Suiá-Missú) VOLTARAM NO POSTO DA MATA AMEAÇANDO REOCUPAR A MESMA. REUNIDOS ENTÃO NO LOCAL COM A  PF, PRF, FUNAI, INCRA E OUTROS ORGANISMOS PÚBLICOS FOI ASSINADO UM TAC, TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA, DETERMINADO PELA JUSTIÇA FEDERAL TENDO O INCRA O PRAZO DE 60 DIAS PARA APRESENTAR UMA NOVA PROPOSTA DE ASSENTAMENTO. O ADVOGADO DA  APROSUM, LUIZ ALFREDO CERESIM DE ABREU, IRMÃO DA SENADORA  KÁTIA ABREU, RESPONDEU QUE OBEDECERIAM MAS UM DIA VOLTARÃO DENTRO DA AREA AMPARADOS PELA LEI. HOJE, DAS QUATRO AREAS ESTUDADAS PELOS TÉCNICOS DO INCRA, UMA SERÁ ESCOLHIDA OU EM SANTA TERESINHA COM 20.000 Ha. OU NO ALTO DA BOA VISTA COM 16.000 Ha. ONDE SERÃO ASSENTADAS 174 FAMÍLIAS CADASTRADAS PELO MESMO INCRA NO ANO PASSADO. NÃO SERÁ FEITO UM NOVO CADASTRAMENTO COMO QUERIAM OS MENTORES DA RECENTE INVASÃO."

Mario Bordignon, CIMI-MT, Inácio Werner, FDHT-MT, Paulo César Moreira, CPT. Glória Maria, sec. do Dep. Ságuas.

 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

EM MATO GROSSO TODO PODER EMANA DO POVO?

o contexto inicial no site do Formad:
http://www.formad.org.br/?p=2657



EM MATO GROSSO TODO PODER EMANA DO POVO?
A sociedade civil organizada vem a público para, mais uma vez, denunciar o descabido na forma como o governo do estado de Mato Grosso, por meio do senhor José Lacerda, secretário estadual de meio ambiente, que age sem nenhuma demonstração de respeito ao direito da cidadania com controle social, ferindo a constituição estadual e federal, portanto, ao estado democrático de direito.

Uma vez que a Política Estadual Florestal deve passar pelo crivo das instâncias democráticas, como é o caso do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) onde o setor socioambiental se faz representar, não faz nenhum sentido que o governo estadual discuta esta política a portas fechadas, inibindo a participação dos movimentos sociais.

O texto que propõe a Política Estadual Florestal apresenta-se frágil e repleto de incongruências, e cujas contradições só poderão aumentar ainda mais pobreza e processos cada vez mais danosos ao meio ambiente.

A HISTÓRIA: COMÉDIA DE ERROS
Em 2012, a gestão anterior da Sema-MT produziu por meio de um processo participativo um primeiro projeto de lei, acompanhado de um decreto de regulamentação e de uma proposta completa de reestruturação do órgão. No mês seguinte foi criada no Consema uma comissão especial para acompanhar o tema, solicitando inúmeras vezes ao secretário que apresentasse a proposta, porém isso nunca aconteceu. A comissão então, em agosto de 2013, redigiu um documento de recomendações ressaltando oito pontos considerados críticos para essa regulamentação. Entregue e, mais uma vez, sem resposta. Com o passar dos meses, Mato Grosso se tornou um dos últimos estados da federação a não ter feito as adequações legais ao novo código. Tendo finalmente conseguido produzir a tão esperada proposta, o secretário de meio ambiente pretende agora fazer uma discussão restrita e, depois disso, levar às pressas a proposta para votação na Assembleia – sem a consulta repetidamente prometida ao Consema.

O segundo problema: esta proposta não determina como será a adequação ao novo Cadastro Ambiental Rural (CAR), que exige delimitação da Reserva Legal, para os mais de 30 mil proprietários que já fizeram o CAR, nem estabelece as regras simplificadas do CAR para agricultura familiar, necessárias para o cadastro de mais de 100 mil famílias do estado. Também não detalha como funcionará o Programa de Regularização Ambiental (PRA), fundamental para todos aqueles que têm algum passivo ambiental perante o código. E não define nenhuma especificação da Cota de Reserva Ambiental (CRA), um instrumento potencialmente muito importante para a regularização dos passivos e a valorização dos ativos ambientais. Nesses pontos, o projeto somente repete o texto da lei federal. Assim, a proposta deixa muitas questões importantes para regulamentação futura pelo governo, enquanto precisariam ser definidas em lei.

E o terceiro problema é que o projeto de lei inclui artigos que tratam de questões não diretamente relacionadas à política florestal. Assim, retira competências consultivas do Consema, e revoga o processo de eleição das organizações não governamentais nesse conselho, que atualmente garante uma certa transparência. Isso representa uma tentativa clara de enfraquecer esse órgão de representação da sociedade de fundamental importância na definição e no acompanhamento da política ambiental do estado. Além disso, revoga a criação do Fundo Estadual de Meio Ambiente (FEMAM), que representa a única garantia de recursos financeiros para a Sema imunes aos cortes do governo. Esses artigos tratam de outras questões e foram acrescentados oportunisticamente ao projeto.

O DEBATE FLORESTAL É DE INTERESSE DE TODA SOCIEDADE
Governo do estado democrático, senhor Sinval Barbosa, tem o dever de zelar pelo bem comum de toda sociedade e não pode se submeter unilateralmente aos interesses da classe econômica mais abastada. O Código Florestal afeta não só a vida de todos os cidadãos de hoje, mas sobretudo das gerações futuras. Para adequar de forma efetiva e democrática a legislação estadual ao novo código florestal, o governo deve colocar em discussão o projeto de lei no Consema, incorporar os itens já apontados por esse conselho e aqueles que surgirem da consulta, retirar os artigos incongruentes que não tratam do tema, e realizar audiências públicas com participação de toda sociedade.

Lidera o manifesto o Fórum Mato-Grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento (FORMAD) e assinam coletivamente as entidades abaixo-relacionadas:

1.        Fórum Mato-Grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento (FORMAD)
4.      Cdhjbb
7.       Centro de Direitos Humanos Dom Máximo Biennès
13.   Comunidades Eclesiais de Base - CEB-Cuiabá
16.   Escritório de Direitos Humanos da Prelazia de São Félix do Araguaia
17.    FASE Mato Grosso
18.   Fórum de Direitos Humanos e da Terra, FDHT
19.   Fórum de Lutas das Entidades de Cáceres, FLEC
20. Grupo de Pesquisa em Movimentos Sociais e Educação, GPMSE-UFMT
21.   Grupo de Trabalho de Mobilização Social, GTMS-MT
23.  Grupo Sementes
25.  Instituto Centro da Vida, ICV
26.  Instituto de Ecologia e Populações Tradicionais do Pantanal (Ecopantanal)
28.  Instituto Gaia
29.  Instituto Humana Raça Fêmina, INHURAFE
35.  Rede de Comunidades Tradicionais Pantaneira
39.  Sociedade Fé e Vida - Cáceres



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