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terça-feira, 29 de julho de 2014

Caderno temático Tráfico de pessoas – Mercado de gente

repórter br
http://www.escravonempensar.org.br/biblioteca/trafico-de-pessoas-mercado-de-gente/

Ano de publicação: 2012
Tráfico de PessoasEsta caderno temático foi produzida pelo programa “Escravo, nem pensar!” da Repórter Brasil, com apoio do Ministério Público do Trabalho no Mato Grosso. Seu objetivo é contribuir para a reflexão em comunidades e escolas sobre as causas e consequência do tráfico de pessoas e sobre as ações necessárias para o enfrentamento deste crime.
Neste material, você encontrará sugestões de atividades para abordar o tráfico de pessoas na sala de aula. O tema não é simples de ser trabalhado, porque ele traz para o debate a desigualdade de gênero e a visão estereotipada da mulher. Você já refletiu sobre a imagem que as publicidades brasileiras ajudam a construir da mulher? Outros assuntos complexos como a migração, o racismo e a prostituição também podem aparecer nessa discussão.
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terça-feira, 1 de julho de 2014

Documentário mostra vida de meninas exploradas sexualmente e serve de alerta

ihu
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/532747-documentario-mostra-vida-de-meninas-exploradas-sexualmente-e-serve-de-alerta

Documentário mostra vida de meninas exploradas sexualmente e serve de alerta

“Se a esmola é demais, o santo desconfia” é a frase de alerta em campanha da organização não governamental (ONG)contra o tráfico de pessoas no Brasil. Para mostrar a realidade das vítimas nas cidades-sede da Copa do Mundo, a ONGproduziu o documentário R$ 1 – O Outro Lado da Moeda, com depoimentos de mulheres e meninas enganadas por falsas promessas. De acordo com a organização, a maioria dos 27 milhões de escravizados no mundo é crianças ou jovens.
A reportagem é de Isabela Vieira, publicada pela Agência Brasil, 27-06-2014.
“O tráfico de pessoas tem várias faces, mas na questão sexual, o início da cadeia é a exploração sexual de crianças e adolescentes”, disse a diretora executiva da 27 BrasilTatiane Rapini. “Há casos em que o pai vende a própria filha ou a menina é enganada com falsas promessas, como a de que vai ser modelo”, completou. Pessoas também podem ser traficadas para o trabalho forçado e para a retirada de órgãos, atividades que movimentam US$ 32 bilhões por ano.
A falta de informação sobre a exploração de crianças e adolescentes, que é crime hediondo, aumenta a vulnerabilidade de vítimas. Somada à falta de acesso a políticas públicas, faz com que “acreditem que podem melhorar de vida”. No Brasil, na maioria das vezes, as meninas acabam traficadas para outras regiões do país, não necessariamente para o exterior. O fluxo é maior do Norte e Nordeste para o Sudeste, mas há também do Sul para o Norte.
Manaus tem um histórico de muitas questões [de exploração], inclusive, nas populações ribeirinhas. Nossas organizações parceiras lá, reportam casos de meninas indígenas que sofrem, são levadas e vendidas, é complicado”, acrescenta Tatiane. Em entrevista à Agência Brasil, a lider Maria Alice da Silva Paulino, da etnia Karapãnamconfirmou o problema nas aldeias.
Com a exibição do R$ 1 – O Outro Lado da Moeda em áreas públicas, a 27 Brasil quer alertar as possíveis vítimas e estimular a sociedade a denunciar às polícias, ao Conselho Tutelar ou ao Disque 100. A entidade indica que são os próprios brasileiros o público-alvo da exploração. “É duro dizer isso, mas quem procura essas meninas menores de idade são homens casados, atrás de uma aventura. Ou seja, pessoas normais”, esclareceu Tatiane.
O documentário faz referência a meninas que acabaram exploradas sexualmente por apenas R$ 1, por um pacote de biscoito ou por ofertas como a de uma casa. Já foi exibido em Brasília, no Lixão da Estrutural, em Belo Horizonte, naFifa Fan Fest e segue em direção a Fortaleza. Chega à cidade-sede da final do campeonato, o Rio, em 11 de julho.

sábado, 28 de junho de 2014

Tráfico de Pessoas: O ser humano está à venda?

adital
http://site.adital.com.br/site/noticia.php?boletim=1&lang=PT&cod=81254

Tráfico de Pessoas: O ser humano está à venda?

Roberto Marinucci
Adital
Conforme recentes estimativas, cerca de trinta milhões de pessoas no mundo são vítimas de tráfico humano. Trata-se de homens, mulheres, crianças e adolescentes submetidos a trabalho forçado, exploração sexual, adoção ilegal, remoção de órgãos ou outra forma de atividade compulsória (por exemplo, mendicância ou matrimônio forçado). Esses seres humanos são tratados como objetos, reduzidos a mera mercadoria ou instrumentos de produção, encobrindo assim sua subjetividade, seus diretos e sua dignidade de ser humano.
O tráfico humano não é uma peculiaridade da época contemporânea. A história do Brasil e da humanidade nos ensina que sempre houve pessoas traficadas ou escravizadas. No entanto, se no passado a legitimação da escravidão estava relacionada com fatores bélicos (prisioneiros de guerra), étnicos, raciais, sexistas ou econômicos (escravos por dívida), na atualidade, após a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) da ONU ("Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos”, "Ninguém será mantido em escravidão ou servidão, a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas”), como justificar a comercialização de seres humanos?
A difusão do Tráfico de Pessoas no contexto contemporâneo revela, em primeiro lugar, que os princípios da DUDH ficaram no papel e ainda não foram assimilados pelas sociedades contemporâneas. Muito pelo contrário, a recente globalização de cunho neoliberal, apesar das declarações oficiais sobre direitos humanos, sustenta e promove, de forma direta ou indireta, uma generalizada hegemonia do mercado enquanto critério valorativo e avaliativo do ser humano e de sua dignidade. Nesta perspectiva - como insiste reiteradamente Zygmunt Bauman (2008) - a pessoa é avaliada a partir de sua capacidade de consumir ou, de forma mais ampla, de se inserir nas dinâmicas do mercado. Isso traz duas importantes consequências: a dignidade não é algo relacionado com o nascimento, conforme a DUDH, mas é algo a ser alcançado ou aprimorado mediante a inserção nas lógicas do mercado; quem não é consumidor ou produtor, torna-se mera mercadoria ou, então, massa sobrante.
Embora qualquer pessoa possa ser vítima de tráfico para fins de exploração sexual, remoção de órgãos ou trabalho escravo, não há dúvida de que na maioria dos casos as vítimas fazem parte dessa assim chamada "massa sobrante” de pessoas. Trata-se de homens e mulheres que buscam desesperadamente garantir a própria sobrevivência biológica e social e que, por engano ou necessidade, acabam envolvidos em redes de tráfico.
Nesse grupo devemos incluir também milhões de seres humanos que trilham os caminhos da migração como fonte de esperança e emancipação. No entanto, as recentes e generalizadas restrições das políticas imigratórias os obrigam, com frequência, a recorrer ao auxílio de atravessadores que, às vezes, não se limitam a facilitar o ingresso nas terras de destino, mas recrutam os migrantes para redes de tráfico de pessoas. Assim, o sonho da migração se transforma em pesadelo.
Resumindo, na sociedade contemporânea, o tráfico de pessoas se configura como ponta de iceberg de uma realidade social em que as relações humanas são viciadas e manipuladas pela lógica do mercado, sendo a dignidade do ser humano quantificada a partir de seu valor de uso e de troca. A comercialização de seres humanos constitui o caso mais grave de um processo de coisificação (ou reificação) inerente à lógica do capitalismo contemporâneo, que tende fisiologicamente a mercantilizar o sujeito, derrubando, assim, a conhecida distinção kantiana entre "o que tem preço” (as coisas) e "o que tem dignidade” (os seres humanos). No fundo, não se pode estranhar, como sugere Michelle Becka, se "numa sociedade onde a reificação é cotidiana, se favoreçam formas extremas de reificação – como o comércio de mulheres” (2011, p. 83).
Assim sendo, o enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, além dos tradicionais eixos da prevenção, repressão e atendimento às vítimas, deve incluir também: a luta contra todo tipo de coisificação/reificação do ser humano, que nada é mais do que o respeito pelos princípios básicos da DUDH. Tal luta deve abranger qualquer âmbito da vida social e não apenas os casos específicos e mais graves de tráfico de pessoas. Em outros termos, há necessidade de uma "cultura” alternativa à lógica reificante e consumista do capitalismo neoliberal.
Em segundo lugar, levando em conta que a maioria das pessoas traficadas é composta por migrantes ou indivíduos que almejam emigrar, o enfrentamento ao tráfico passa por políticas migratórias menos restritivas, que permitam aos emigrantes evitar o recurso a atravessadores. Fica bastante incongruente a política de determinados países que denunciam publicamente o tráfico de pessoas e, ao mesmo tempo, militarizam as próprias fronteiras.
Finalmente, a luta contra o tráfico é, também, senão principalmente, a luta pela justiça social: as situações de vulnerabilidade social das vítimas acabam sempre facilitando a ação dos recrutadores. Qualquer pessoa em situação desesperada tende a tolerar condições de trabalho indignas ou aceitar propostas arriscadas de emprego. O enfrentamento ao tráfico, portanto, deve ser interpretado e planejado no interior de um compromisso mais amplo por uma sociedade mais justa, participativa, solidária e igualitária. Não há outra opção, a não ser a barbárie.
[Por Roberto Marinucci é membro do Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios]
Referências Bibliográficas:
BAUMAN, Zygmunt (2008). Vida para consumo: a transformação de pessoas em mercadoria. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.
BECKA, Michelle (2011). Comércio de mulheres e reificação, em: Concilium, n. 341 (2011/3), p. 83.
DIAS, Guilherme Mansur e SPRANDEL, Márcia Anita (2011). Reflexões sobre políticas sobre migrações e tráfico de pessoas no Brasil. In: REMHU, Rev. Interdiscipl. Mobil. Hum., ano XIX, n. 37, jul./dez., p. 59-77.

Roberto Marinucci

Pesquisdor do Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios – CSEM

terça-feira, 29 de abril de 2014

Relatório e guia sobre tráfico de pessoas são lançados em São Paulo


repórter br
http://reporterbrasil.org.br/2014/04/relatorio-e-guia-sobre-trafico-de-pessoas-sao-lancados-em-sao-paulo/?utm_source=emailcampaign774&utm_medium=phpList&utm_content=HTMLemail&utm_campaign=Justi%C3%A7a+considera+Zara+respons%C3%A1vel+por+escravid%C3%A3o+


Relatório e guia sobre tráfico de pessoas são lançados em São Paulo

Baixe a versão digital do relatório “Tráfico de pessoas na imprensa brasileira” e do “Guia para jornalistas com referências e informações”
Por Daniel Santini | Categoria(s): Notícias
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Juliana Armed, Carlos Bezerra Jr., Fernanda dos Anjos, Leonardo Sakamoto, Larissa Beltrami e Gilberto Duarte na mesa de abertura do evento. Foto: Stefano Wrobleski
Repórter Brasil apresentou na manhã desta sexta-feira, dia 11, duas publicações sobre tráfico de pessoas,  desenvolvidas com apoio do Ministério da Justiça e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Trata-se de um relatório sobre a cobertura da imprensa e um guia para jornalistas com referências e informações sobre o enfrentamento ao problema. O lançamento foi realizado nesta manhã durante evento realizado no Auditório da Secretaria de Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, que fica no Pateo do Collegio, no Centro de São Paulo, durante evento que reuniu alguns dos principais especialistas do Brasil sobre o tema.
Publicações da Repórter Brasil sobre Tráfico de Pessoas
O relatório “Tráfico de pessoas na imprensa brasileira” (versão digital em PDF) teve como base a análise de 655 textospublicados entre 1º de janeiro de 2006, ano de lançamento da Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, e 1º de julho de 2013, ano do II Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. O estudo indica que o tema ainda não recebe atenção suficiente por parte da mídia. Em 57% dos textos analisados, o tráfico de pessoas é apenas mencionado, não raro de forma equivocada, misturando conceitos e interpretações. Entre os 43% restantes, a maioria (54%) não trata de causas ou contextualiza a questão e boa parte (44%) é focada apenas no tráfico para fins de exploração sexual.  A cobertura se baseia na agenda governamental ou em ações policiais e em muitos casos limita-se a aspectos criminais, sem os aprofundamentos necessários para tratar de um fenômeno complexo, multifacetado e dinâmico, com diferentes modalidades, causas e consequências.
“Guia para jornalistas com referências e informações sobre enfrentamento ao tráfico de pessoas” (versão digital em PDF), baseado em entrevistas com mais de 20 especialistas, entre autoridades, acadêmicos e representantes da sociedade civil, reúne recomendações para a cobertura e acompanhamento, incluindo sugestões de fontes, datas importantes e o marco legal, com indicações da legislação e de tratados internacionais ratificados pelo Brasil. A publicação elucida que as definições previstas no Protocolo de Palermo são as mais amplas sobre o problema e destaca que o o Brasil é um país de origem, trânsito e destino de tráfico de pessoas, o que torna a cobertura complexa, delicada e relevante. Aos jornalistas preocupados em acompanhar a questão, o guia recomenda focar direitos humanos, contextualizar acompanhar políticas de prevenção, diversificar fontes, a ter atenção para identificar novas modalidades de tráfico.
 Por se tratar de um fenômeno clandestino e de difícil mensuração, a publicação sugere cuidado com números e estatísticas, e com os mitos e estereótipos que ainda são comuns e mais atrapalham do que ajudam no entendimento sobre o tema.
Por se tratar de um fenômeno clandestino e de difícil mensuração, a publicação sugere cuidado com números e estatísticas, e com os mitos e estereótipos que ainda são comuns e mais atrapalham do que ajudam no entendimento sobre o tema. Mais do que reforçar a ideia de que o tráfico hoje se limita a redes criminosas internacionais e atinge apenas mulheres, a publicação propõe uma abordagem integral, e destaca que não existe um perfil único de vítimas; em tese, qualquer pessoa pode ser traficada. Ao aprofundar a questão é preciso sensibilidade com vítimas, que não devem ser tratadas como coitadas, inocentes, ignorantes, mas como sujeitos de direitos que merecem respeito. Também vale cuidado redobrado em casos que envolvem crianças e adolescentes, e estar atento a termos inadequados (o guia traz diversos exemplos). Outras recomendações são ter a perspectiva de gênero e lembrar que diferenças sexuais são produtoras de desigualdades sociais; entender migração como um direito humano; e considerar que a prostituição não é crime no Brasil.  Há análises específicas sobre cada um desses pontos na reportagem.
Os trabalhos de pesquisa foram encabeçados pelas jornalistas Raiana Ribeiro e Fernanda Sucupira, com edição de Leonardo Sakamoto, Daniel Santini e Igor Ojeda. A diagramação é de Gustavo Monteiro. Participaram do evento de lançamento Carlos Bezerra Jr, deputado estadual, criador da Lei Paulista de Combate ao Trabalho Escravo; Fernanda dos Anjos, diretora de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação da Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça; José Guerra, secretário executivo da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo; Juliana Armede, da Comissão Estadual pela Erradicação do Trabalho Escravo de São Paulo (Coetrae-SP) e do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico Humano do Estado de São Paulo; Larissa Beltramim, secretária-executiva da Secretaria Municipal de Direitos Humanos; Leonardo Sakamoto, coordenador da Repórter Brasil; Luiz Machado, coordenador do projeto de combate ao trabalho escravo da Organização Internacional do Trabalho- OIT; Maurício Hashizume, jornalista, membro da Repórter Brasil; Gilberto Duarte, oficial de campanhas da UNODC; Renato Bignami, membro do programa de erradicação do trabalho escravo da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo;  e Roque Pattussi, coordenador do Centro de Apoio ao Migrante.
Clique nas imagens para baixar a versão digital em PDF das publicações apresentadas: 
pesquisatráficoguiatráfico
Acesse também:
Versão digital de outras publicações da Repórter Brasil
Reportagens e artigos sobre tráfico de pessoas

PDF - tráfico de pessoas
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Tráfico de pessoas

15/04/2014 - 12:01

Repórter Brasil realiza oficina sobre tráfico de pessoas para jornalistas

Repórter Brasil reúne jornalistas de 25 Estados para discutir cobertura sobre tráfico de pessoas no Brasil
11/04/2014 - 12:08

Relatório e guia sobre tráfico de pessoas são lançados em São Paulo

Baixe a versão digital do relatório “Tráfico de pessoas na imprensa brasileira” e do “Guia para jornalistas com referências e informações”
04/04/2014 - 13:19

Repórter Brasil lança publicações sobre tráfico de pessoas

Lançamento da pesquisa “Tráfico de pessoas na imprensa brasileira” e do “Guia para jornalistas com referências e informações sobre enfrentamento ao tráfico de pessoas” contará com a presença de 11 especialistas
11/03/2014 - 18:16

Tráfico de pessoas é tema de evento no MPF

Durante os debates, que acontecem na próxima quinta-feira, 13, será lançado livro que reúne 23 artigos de especialistas sobre o assunto. Inscrições ainda estão abertas
10/03/2014 - 12:39

Migração e trabalho são temas de seminário internacional

Ministério Público do Trabalho realiza nos dias 26 e 27 de março o seminário internacional Migrações e Trabalho, com especialistas em direitos trabalhistas, trabalho escravo e tráfico de pessoas
05/03/2014 - 17:46

Campanha da Fraternidade: A nossa responsabilidade pelo tráfico de pessoas

A invisibilidade das práticas do tráfico e a cegueira de muitos são algumas das dificuldades para avançar no combate a esse crime
27/02/2014 - 15:05

‘Se não conhecíamos nada da cidade e da língua, fugiríamos para onde?’, diz imigrante vítima de tráfico de pessoas

Repórter Brasil localiza na Bolívia um dos trabalhadores que dono de confecção tentou “vender” no Brás, em São Paulo. “Minha vida aqui é melhor que no Brasil”, afirmou
17/02/2014 - 20:28

Fiscalização localiza dono de confecção que tentou vender imigrantes como escravos

Oficina em que bolivianos trabalharam produzia para a Atmosfera, empresa que atende indústrias, hospitais e hotéis, e é considerada uma das principais do setor no país
31/01/2014 - 17:19

Tráfico de pessoas é tema de coletânea

Publicação é coletânea de 23 artigos de especialistas e tem como objetivo contribuir para o respeito aos direitos humanos
21/01/2014 - 18:14

Especialistas apontam que paraguaios barrados têm direito de ficar no Brasil

Ônibus que levavam pelo menos 180 paraguaios foram parados pela Polícia Rodoviária Federal e encaminhados de volta à fronteira
18/10/2013 - 18:38

Com método de Paulo Freire, seminário capacita formadores contra tráfico de pessoas

Entre os dias 16 e 18 de outubro, os coordenadores de 18 núcleos e postos avançados da Rede de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas participaram em Brasília de atividades lúdicas, que servirão de modelo para formar grupos que atuem na prevenção desse crime em seus Estados.
18/10/2013 - 17:09

Relatório sobre tráfico de pessoas em fronteiras é apresentado em Brasília

Estudo tem como objetivo reunir dados sobre o problema e ajudar na construção de conhecimento “para apoiar as políticas e ações de prevenção, assistência às pessoas traficadas e a repressão a este crime”
10/10/2013 - 16:29

Imigrantes devem ter direitos garantidos, orienta manual do governo federal

Documento da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República enfatiza que os órgãos envolvidos devem tratar igualmente vítimas brasileiras e estrangeiras
03/10/2013 - 18:21

Livro sobre tráfico de pessoas organizado por pesquisadora da USP é lançado em São Paulo

O livro “Tráfico de pessoas – Quanto vale o ser humano na balança comercial do lucro?” de Maria Quinteiro e Priscila Siqueira será apresentado nesta sexta-feira, 4, na livraria Martins Fontes, em São Paulo (SP).
30/09/2013 - 14:59

Tráfico de pessoas é debatido por Ministérios Públicos do Mercosul

Em reunião, representantes de diferentes Ministérios Públicos, de organizações internacionais e de grupos da sociedade civil dos países do Mercosul estão discutindo temas do tráfico de pessoas para fins de trabalho escravo e direitos humanos entre 3 e 4 de outubro 2013.
19/09/2013 - 18:16

Governo do Pará capacita servidores para atendimento a vítimas do tráfico de pessoas

Com o objetivo de humanizar o atendimento a vítimas do tráfico de pessoas no Pará, a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), por meio da Coordenação de Proteção dos Direitos dos Trabalhadores Rurais, Combate ao Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas (CTETP), promoveu, na quarta (18) e na quinta-feira (19), uma oficina […]
23/08/2013 - 16:03

Presa no Rio Grande do Sul aliciadora de jovens para exploração sexual no Pará

Operação conjunta das Polícias Civil dos Estados do Pará, Santa Catarina e Rio Grande do Sul resultou, nesta quinta-feira, 22, no cumprimento do mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça paraense contra Claci Fátima Morais da Silva, indiciada em inquérito policial sob acusação de recrutar meninas da região Sul do Brasil para exploração sexual nas […]
16/07/2013 - 18:01

Em ação contra o tráfico de pessoas, organizações oferecem ‘presentes’ a transeuntes

Instalações simulam o processo de aliciamento de seres humanos em mais de cinco localidades ao longo do Rio de Janeiro (RJ) e do município de Duque de Caxias (RJ) desde a última segunda-feira (dia 15)
22/05/2013 - 16:23

Caderno reúne ações de combate e prevenção ao tráfico de pessoas e trabalho escravo

Publicação ‘Experiências Comunitárias de Combate à Escravidão’ divulga 15 iniciativas em defesa dos direitos fundamentais apoiadas pelo programa ‘Escravo, nem pensar!’ da Repórter Brasil
17/05/2013 - 15:41

PF faz operação contra tráfico internacional de pessoas no Distrito Federal

Brasília – A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (15) operação para desarticular uma quadrilha que trazia para o Brasil, ilegalmente, imigrantes que eram submetidos a trabalho em condições análogas à escravidão. Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal. Ninguém foi preso, mas a PF informou ter identificado os integrantes do esquema, […]

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Relatório e guia sobre tráfico de pessoas são lançados em São Paulo

repórter brasil - relatório
http://reporterbrasil.org.br/traficodepessoas/traficodepessoas.pdf
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adital
http://site.adital.com.br/site/noticia.php?boletim=1&lang=PT&cod=80199


Relatório e guia sobre tráfico de pessoas são lançados em São Paulo

Repórter Brasil
Adital


A Repórter Brasil apresentou na manhã desta sexta-feira, dia 11, duas publicações sobre tráfico de pessoas, desenvolvidas com apoio do Ministério da Justiça e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Trata-se de um relatório sobre a cobertura da imprensa e um guia para jornalistas com referências e informações sobre o enfrentamento ao problema. O lançamento foi realizado nesta manhã durante evento realizado no Auditório da Secretaria de Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, que fica no Pateo do Collegio, no Centro de São Paulo, durante evento que reuniu alguns dos principais especialistas do Brasil sobre o tema.
O relatório"Tráfico de pessoas na imprensa brasileira” (versão digital em PDF) teve como base a análise de 655 textospublicados entre 1º de janeiro de 2006, ano de lançamento da Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, e 1º de julho de 2013, ano do II Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. O estudo indica que o tema ainda não recebe atenção suficiente por parte da mídia. Em 57% dos textos analisados, o tráfico de pessoas é apenas mencionado, não raro de forma equivocada, misturando conceitos e interpretações. Entre os 43% restantes, a maioria (54%) não trata de causas ou contextualiza a questão e boa parte (44%) é focada apenas no tráfico para fins de exploração sexual. A cobertura se baseia na agenda governamental ou em ações policiais e em muitos casos limita-se a aspectos criminais, sem os aprofundamentos necessários para tratar de um fenômeno complexo, multifacetado e dinâmico, com diferentes modalidades, causas e consequências.
"Guia para jornalistas com referências e informações sobre enfrentamento ao tráfico de pessoas” (versão digital em PDF), baseado em entrevistas com mais de 20 especialistas, entre autoridades, acadêmicos e representantes da sociedade civil, reúne recomendações para a cobertura e acompanhamento, incluindo sugestões de fontes, datas importantes e o marco legal, com indicações da legislação e de tratados internacionais ratificados pelo Brasil. A publicação elucida que as definições previstas no Protocolo de Palermo são as mais amplas sobre o problema e destaca que o o Brasil é um país de origem, trânsito e destino de tráfico de pessoas, o que torna a cobertura complexa, delicada e relevante. Aos jornalistas preocupados em acompanhar a questão, o guia recomenda focar direitos humanos, contextualizar acompanhar políticas de prevenção, diversificar fontes, a ter atenção para identificar novas modalidades de tráfico.
Por se tratar de um fenômeno clandestino e de difícil mensuração, a publicação sugere cuidado com números e estatísticas, e com os mitos e estereótipos que ainda são comuns e mais atrapalham do que ajudam no entendimento sobre o tema. Mais do que reforçar a ideia de que o tráfico hoje se limita a redes criminosas internacionais e atinge apenas mulheres, a publicação propõe uma abordagem integral, e destaca que não existe um perfil único de vítimas; em tese, qualquer pessoa pode ser traficada. Ao aprofundar a questão é preciso sensibilidade com vítimas, que não devem ser tratadas como coitadas, inocentes, ignorantes, mas como sujeitos de direitos que merecem respeito. Também vale cuidado redobrado em casos que envolvem crianças e adolescentes, e estar atento a termos inadequados (o guia traz diversos exemplos). Outras recomendações são ter a perspectiva de gênero e lembrar que diferenças sexuais são produtoras de desigualdades sociais; entender migração como um direito humano; e considerar que a prostituição não é crime no Brasil. Há análises específicas sobre cada um desses pontos na reportagem.
Os trabalhos de pesquisa foram encabeçados pelas jornalistas Raiana Ribeiro e Fernanda Sucupira, com edição de Leonardo Sakamoto, Daniel Santini e Igor Ojeda. A diagramação é de Gustavo Monteiro. Participaram do evento de lançamento Carlos Bezerra Jr, deputado estadual, criador da Lei Paulista de Combate ao Trabalho Escravo; Fernanda dos Anjos, diretora de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação da Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça; José Guerra, secretário executivo da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo; Juliana Armede, da Comissão Estadual pela Erradicação do Trabalho Escravo de São Paulo (Coetrae-SP) e do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico Humano do Estado de São Paulo; Larissa Beltramim, secretária-executiva da Secretaria Municipal de Direitos Humanos; Leonardo Sakamoto, coordenador da Repórter Brasil; Luiz Machado, coordenador do projeto de combate ao trabalho escravo da Organização Internacional do Trabalho- OIT; Maurício Hashizume, jornalista, membro da Repórter Brasil; Gilberto Duarte, oficial de campanhas da UNODC; Renato Bignami, membro do programa de erradicação do trabalho escravo da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo; e Roque Pattussi, coordenador do Centro de Apoio ao Migrante.
Acesso as versões digitais em PDF das publicações apresentadas:
http://reporterbrasil.org.br/traficodepessoas/traficodepessoas.pdf
http://reporterbrasil.org.br/traficodepessoas/traficoempauta.pdf
Acesse também:
Versão digital de outras publicações da Repórter Brasil
Reportagens e artigos sobre tráfico de pessoas

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Rearticular o Fórum Permanente de Lutas – FPL



Rearticular o Fórum Permanente de Lutas – FPL
Data: 20 de Fevereiro as 18,30h até as 20,00h
Local: Sala 4 Paróquia do Rosário
Olá no segundo semestre do ano passado foram feitas algumas tentativas de reunião para avançar na rearticulação do FPL. Algumas reuniões até aconteceram, mas não teve a adesão esperada. O desafio é como vamos manter acesa uma articulação de mais de 25 anos. Este coletivo tem pelo menos 3 eventos que sempre se envolveu e que acontecerão nestes próximos meses. A 26 ª  Romaria d@s Trabalhadoras/es, o Plebiscito e a Semana da Cidadania/ Grito d@s Excluídas/os
A Romaria d@s trabalhadoras/es se  realiza em Cuiabá deste 1989, iniciativa inicial articulada pelas CEBS e que foi envolvendo as demais organizações e movimentos sociais. Esta articulação também assumiu a semana da cidadania/Grito d@s Excluídas/os que este ano completa 20 anos. Também os 4 plebiscitos populares também foram assumidos e articulados por este grupo lutador. O Fórum Permanente de Lutas – FPL, foi a denominação dada a este coletivo que articula as diversas entidades, movimentos populares, sindicais e comunidades cristãs.
A manutenção de espaços organizativos coletivos  nos tempos recentes são extremamente desafiadores, não é fácil realizar as mobilizações de outros tempos, e até parece que adquirimos uma outra identidade enquanto grupo o de resistência; coletivo de organizações e pessoas que acreditam, e carregam a utopia e o sonho de uma nova sociedade justa sem os vícios da sociedade orientada e dominada pelo mercado consumista.
Vamos reverter este quadro? Vamos encarar o desafio e manter as entidades, comunidades, movimentos populares e sociais, pastorais sociais, articuladas e mobilizadas; sensibilizar as comunidades cristãs para seu compromisso sócio-político; apoiar a formação de lideranças movimentos sociais e comunitárias e incentivar arealização de atividades de mobilização social.
 Este desafio e ao mesmo tempo apelo, vai principalmente para quem historicamente está nesta caminhada ( CEBS, CPT, CIMI, CEBI, CPM, CNLB, CRB, CBFJ, PJ, RECID, MST, SINTEP, Pastorais Sociais, Paróquias, Igrejas, comunidades religiosas e sindicatos e demais organizações sociais e populares eventualmente esquecidas)
Para facilitar a comunicação é importante que cada organização indique nome de contato da pessoa que vai fazer parte da organização das atividades do FPL.  

O que já está em andamento:
1) Para a 26ª Romaria d@s Trabalhadoras/es 1º de Maio
Tema:Tráfico Humano e Trabalho Escravo
Local: CPA IV

2) Plebiscito Constituinte Exclusiva da Reforma Política
Os preparativos organização e planejamento formação estão em andamento quem é o responsável é o Comitê organizador Estadual. O desafio é pensar com o FPL vai atuar principalmente em Cuiabá e Várzea Grande.
O Plebiscito vai acontecer de 1 a 7 de Setembro.

3) 2oª Grito d@s Excluíd@s
Lema do Grito “Ocupar Ruas e Praças por Liberdade e Direitos
Está marcada a data do seminário nacional 25 a 27 de abril em SP, quando são entregues os materiais.
Este ano a Semana da Cidadania e Grito coincidem com o Plebiscito.
Entre na luta você também!

Abs. Inácio