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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Para sociólogo, desafio para realizar reforma política é superar desmobilização

adital
http://site.adital.com.br/site/noticia.php?lang=PT&cod=81899


Para sociólogo, desafio para realizar reforma política é superar desmobilização

Marcela Belchior
Adital
A necessidade de realizar uma reforma no Estado brasileiro que renove suas estruturas de poder, mecanismos de atuação político-partidários e meios de eleger seus representantes é uma questão que ganha cada vez mais evidência no país. Porém, ela deve vir acompanhada da retomada da força de capilaridade dos movimentos sociais no Brasil por entre a sociedade, e da construção de um cenário político realmente interessado na questão. A avaliação é do sociólogo Pedro Ribeiro de Oliveira, assessor das pastorais sociais.
Oliveira é o convidado do seminário sobre Reforma Política que será realizado neste sábado, 09 de agosto, no Centro de Pastoral Maria Mãe da Igreja, na cidade de Fortaleza (Estado do Ceará). O evento é promovido pelas pastorais sociais, Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e organismos da Arquidiocese de Fortaleza e faz parte do Grito dos Excluídos, conjunto de manifestações populares que ocorrem no país ao longo da Semana da Pátria, que culminam no Dia da Independência do Brasil, em 07 de setembro. O objetivo é dar visibilidade aos excluídos da sociedade e propor caminhos para inclusão.
Segundo Oliveira, que é professor de Ciências da Religião na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), a reforma tem de atender a três dimensões da organização social brasileira: estatal, política e eleitoral. A primeira modificaria a estrutura do Poder Público, dividida, atualmente, em Executivo, Legislativo e Judiciário. Já no segundo âmbito, se questionam pontos, como a atuação partidária e a organização do Parlamento em bancadas.
O terceiro campo renovaria os caminhos para se eleger parlamentares e gestores. Uma das proposições para isso é a proibição do financiamento privado de campanha, tornando mais difíceis acordos entre empresas, que resvalem em favorecimento destas por meio da máquina estatal. "As campanhas eleitorais são, hoje, um grande marketing, não é educação política. Demandam muito dinheiro e a empresa não financia sem interesses”, explica Oliveira, doutor em Sociologia pela Université Catholique de Louvain, da Bélgica.
Em todos eles, na avaliação do professor, o interesse privado tem sido o grande protagonista. "O Estado, hoje, governa muito mais para as pessoas jurídicas do que para o cidadão. Essa é a grande demanda”, aponta Oliveira, em entrevista à Adital. Para se chegar a isso, uma das propostas seria realizar uma Assembleia Constituinte, que estabeleça uma nova Constituição da República do Brasil.
Ele relembra que, em 2013, por ocasião das Jornadas de Junho, série de manifestações populares ocorridas em várias cidades brasileiras, a Presidenta da República, Dilma Rousseff, chegou a propor a realização de um plebiscito que autorizaria uma constituinte exclusiva para aprova reforma política — retirando a proposta logo depois por questionamento do vice-presidente, Michel Temer, que alegou ser inconstitucional.
Para ele, ainda, os movimentos sociais passam por um momento de desmobilização e falta de irradiação nas bases, perdendo sua capacidade de capilaridade. Parte disso se explicaria, aponta, por certa acomodação ao governo esquerdista que ocupa a Presidência da República no Brasil desde o ano de 2002, tradicionalmente engajado nas lutas populares. "Quando Lula (Luiz Inácio Lula da Silva, mandatário entre 2003 e 2010) subiu à Presidência da República, ele disse: ‘eu sei do que o povo precisa’. Então, ele desmobilizou esses movimentos”, aponta.
SERVIÇO
Seminário Reforma Política
Dia 9 de agosto, das 8h às 16h. Local: Centro Pastoral Maria Mãe da Igreja, rua Rodrigues Júnior, nº 300, bairro Centro, Fortaleza (Ceará). Participantes: professor Pedro Ribeiro Oliveira, representantes da Pastoral Social, CEBs e organismos das pastorais sociais. Mais informações: (55) (85) 3388-8704(85) 3388-8704.
Leia mais sobre o seminário aqui.

Marcela Belchior

Jornalista da ADITAL

sábado, 2 de agosto de 2014

MST exige do Incra que área da Araupel, plantadora de eucaliptos e pínus, seja desapropriada para Reforma Agrária

ihu
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/533815-mst-exige-do-incra-que-area-da-araupel-plantadora-de-eucaliptos-e-pinus-seja-desapropriada-para-reforma-agraria


MST exige do Incra que área da Araupel, plantadora de eucaliptos e pínus, seja desapropriada para Reforma Agrária

Cerca de 3 mil famílias Sem Terra do Acampamento Herdeiros da Terra de 1° de Maio ocuparam no último dia 17 de julho a Fazenda Rio das Cobras, exploradas pela Araupel, entre os municípios de Rio Bonito do Iguaçu e Quedas do Iguaçu (PR).
As famílias acampadas permanecem na área e reivindicam a desapropriação da fazenda de cerca de 35 mil hectares para fins de Reforma Agrária.
Esse foi o assunto principal da reunião, que aconteceu em Brasília nesta terça-feira (29/07) com a presidência do Incra, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e lideranças do MST deRio Bonito do Iguaçu e da coordenação nacional.
A reportagem é publicada pelo MST, 31-07-2014.
Ênio Pasqualin, dirigente estadual do MST, afirma que “está em questão a necessidade do governo federal e o Incra se posicionarem sobre um processo judicial que há mais de 10 anos tramita na Justiça, na comarca de Cascavel. Na reunião acordamos que a presidência do Incra e a Ouvidoria Agrária Nacional virão para o Paraná nos próximos dias agilizar esse processo.
Enquanto, isso as famílias permanecem na área e aguardam uma decisão da Justiça”.O conflito social que está em questão, afirma Miranda, da coordenação nacional do MST, “aponta para o problema da nulidade do título de origem da terra, pois houve uma ilegalidade do estado quando repassou esta área a terceiros, desrespeitando a lei de faixa de fronteira. Portanto, o problema será resolvido com uma política de Reforma Agrária”.
A Araupel, desde o ano de 1972, explora uma área com cerca de 64 mil hectares e devasta a mata nativa para atuar na exportação de madeira de pínus e eucalipto.
Foto: Joka Madruga.
Veja também:

quinta-feira, 13 de março de 2014

Reforma agrária: direito constitucional ainda não cumprido

adital
http://site.adital.com.br/site/noticia.php?boletim=1&lang=PT&cod=79723

Reforma agrária: direito constitucional ainda não cumprido

Adital
Vinte e cinco anos se passaram desde que a Constituição Federal do Brasil foi promulgada. Contudo, mesmo após tanto tempo, pouco ou nada foi feito em relação à reforma agrária no país. A falha no cumprimento da Constituição federal tornou o Brasil a segunda maior nação do mundo em concentração de terras, fato que dá origem a violentos e quase diários conflitos fundiários. Além dos agricultores sem terra, outros povos como os indígenas, comunidades tradicionais, pequenos agricultores são as principais vítimas da falta de cumprimento da Constituição, muitos deles pagando com a vida o preço de lutar pelos seus direitos.
Com o intuito de construir uma compreensão analítica, capaz de projetar sugestões, medidas e procedimentos aptos ao enfrentamento das causas dos conflitos fundiários rurais, a organizaçãoTerra de Direitos, em parceria com o Ministério da Justiça, realizou a pesquisa "Casos emblemáticos e experiências de mediação: análise para uma cultura Institucional de soluções alternativas de conflitos fundiários rurais”, que pode ser lida na íntegra aqui.
A pesquisa, lançada recentemente em Brasília, lista casos famosos ocorridos em disputas de terras, além de apresentar o cenário em que se situam esses conflitos. O lançamento contou com a presença do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência da República, e Flávio Caetano, da Secretaria de Reforma do Judiciário.
Críticas à pesquisa
Após o lançamento da pesquisa, o jornal Folha de São Paulo publicou um artigo da senadora Kátia Abreu, que é da bancada ruralista, intitulado "Contra a lei”. Nele, a senadora afirma que a pesquisa da Terra de Direitos quer afastar o Judiciário da solução do conflito fundiário e que estaria propondo soluções "fora da lei” para os conflitos no campo. Outro grande jornal, O Estado de São Paulo, também publicou um editorial intitulado "Drible no Judiciário”, onde reafirma a posição da senadora e acrescenta que o governo federal "apela para a antropologia de botequim para questionar o próprio direito constitucional à propriedade.”
Para a Terra de Direitos, o que de fato pode ser visto no discurso da grande mídia nacional é um certo desconhecimento do conteúdo da pesquisa. O estudo apenas aponta que a judicialização dos conflitos fundiários é enorme e não dá respostas eficazes para pôr fim às contendas.
A pesquisa aponta ainda que é necessário o cumprimento das leis para que essa mediação dê resultados, ou seja, há de se cumprir a Constituição Federal, realizando a reforma agrária, a demarcação das terras indígenas e a titulação dos territórios quilombolas. "Não há resolução de conflitos fundiários que não passe pela efetiva realização dos direitos constitucionais dessas populações”, alerta Terra de Direitos.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Rearticular o Fórum Permanente de Lutas – FPL



Rearticular o Fórum Permanente de Lutas – FPL
Data: 20 de Fevereiro as 18,30h até as 20,00h
Local: Sala 4 Paróquia do Rosário
Olá no segundo semestre do ano passado foram feitas algumas tentativas de reunião para avançar na rearticulação do FPL. Algumas reuniões até aconteceram, mas não teve a adesão esperada. O desafio é como vamos manter acesa uma articulação de mais de 25 anos. Este coletivo tem pelo menos 3 eventos que sempre se envolveu e que acontecerão nestes próximos meses. A 26 ª  Romaria d@s Trabalhadoras/es, o Plebiscito e a Semana da Cidadania/ Grito d@s Excluídas/os
A Romaria d@s trabalhadoras/es se  realiza em Cuiabá deste 1989, iniciativa inicial articulada pelas CEBS e que foi envolvendo as demais organizações e movimentos sociais. Esta articulação também assumiu a semana da cidadania/Grito d@s Excluídas/os que este ano completa 20 anos. Também os 4 plebiscitos populares também foram assumidos e articulados por este grupo lutador. O Fórum Permanente de Lutas – FPL, foi a denominação dada a este coletivo que articula as diversas entidades, movimentos populares, sindicais e comunidades cristãs.
A manutenção de espaços organizativos coletivos  nos tempos recentes são extremamente desafiadores, não é fácil realizar as mobilizações de outros tempos, e até parece que adquirimos uma outra identidade enquanto grupo o de resistência; coletivo de organizações e pessoas que acreditam, e carregam a utopia e o sonho de uma nova sociedade justa sem os vícios da sociedade orientada e dominada pelo mercado consumista.
Vamos reverter este quadro? Vamos encarar o desafio e manter as entidades, comunidades, movimentos populares e sociais, pastorais sociais, articuladas e mobilizadas; sensibilizar as comunidades cristãs para seu compromisso sócio-político; apoiar a formação de lideranças movimentos sociais e comunitárias e incentivar arealização de atividades de mobilização social.
 Este desafio e ao mesmo tempo apelo, vai principalmente para quem historicamente está nesta caminhada ( CEBS, CPT, CIMI, CEBI, CPM, CNLB, CRB, CBFJ, PJ, RECID, MST, SINTEP, Pastorais Sociais, Paróquias, Igrejas, comunidades religiosas e sindicatos e demais organizações sociais e populares eventualmente esquecidas)
Para facilitar a comunicação é importante que cada organização indique nome de contato da pessoa que vai fazer parte da organização das atividades do FPL.  

O que já está em andamento:
1) Para a 26ª Romaria d@s Trabalhadoras/es 1º de Maio
Tema:Tráfico Humano e Trabalho Escravo
Local: CPA IV

2) Plebiscito Constituinte Exclusiva da Reforma Política
Os preparativos organização e planejamento formação estão em andamento quem é o responsável é o Comitê organizador Estadual. O desafio é pensar com o FPL vai atuar principalmente em Cuiabá e Várzea Grande.
O Plebiscito vai acontecer de 1 a 7 de Setembro.

3) 2oª Grito d@s Excluíd@s
Lema do Grito “Ocupar Ruas e Praças por Liberdade e Direitos”
Está marcada a data do seminário nacional 25 a 27 de abril em SP, quando são entregues os materiais.
Este ano a Semana da Cidadania e Grito coincidem com o Plebiscito.
Entre na luta você também!

Abs. Inácio