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quinta-feira, 23 de maio de 2019

NOTA DE CONSIDERAÇÃO




NOTA DE CONSIDERAÇÃO


O dia 22 de maio de 2019 foi invadido com notícias por todas as partes do Brasil, sobre uma realidade específica de Mato Grosso, referente ao desfile de jovens no Shopping Pantanal sob o título “Adoção na Passarela”, realizado pela Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (AMPARA) e pela Comissão de Infância e Juventude (CIJ) da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), além de outras entidades envolvidas no desfile que tem sua segunda edição em 2019.

As notícias não pouparam fôlego em soltar o amargo fel contra as entidades, e de fato, visto assim segmentado de um processo maior, o desfile causou mal-estar generalizado. Alguns criticaram a exposição destas crianças e adolescentes, como se fossem itens de um mero comércio de gado. Uma minoria chegou ao absurdo de comparar com a pedofilia. Outros corresponderam aos mesmos processos de compra de escravos, com higienização do corpo a ser adquirido como mercadoria.

É esta noção de mercado que se faz substrato de nossa nota de consideração. O Brasil foi orientando com a noção de “ordem e progresso” e se estabeleceu acreditando que a geopolítica europeia era superior. Seguiu o modelo do desenvolvimento pautado em campeões, líderes e recentemente, o processo de “coaching” de vários negócios lucrativos que oferecem o inquestionável SUCESSO - pessoal ou profissional. A este processo de colonialidade, restaram valores intersubjetivos marcados por uma única verdade do lado do vencedor, com efeito prolongado porque foram ideários cunhados na práxis da colonização.

Um dos legados da colonialidade é a “Moda Internacional”, que expõe os corpos magros perfeitos, quase à beira da anorexia, que torna a passarela uma exposição do mercado de carpos, roupas e acessórios fashion. A colonialidade criou uma espécie de fetichismo da corporeidade, expressando-se sedutora numa beleza estética das dimensões monetárias que orientam a lógica do capital.

Alguns abaixo-assinados e notas de repúdio já foram publicados, com considerações importantes sobre o efeito da exposição de jovens numa passarela mercadológica. Haverá outra verdade? Do outro lado, com baixa audiência, alguns pais que adotaram suas crianças também expressaram seus sentimentos nas redes sociais. Não restam dúvidas que as entidades envolvidas queriam facilitar a adoção, e que são engajadas politicamente para beneficiar as crianças. Se os procedimentos de adoção fossem menos cristalizados e mais acessíveis, nenhum desfile se configuraria como tática de adoção. E se os processos de decolonialidade conseguissem ser visíveis, poderiam reparar no equívoco que representa um palco com exposição de jovens a serem adotados.

Há, contudo, outras rotas e itinerários possíveis de serem construídos aos pleitos de adoção, que considerem os afetos, a sociabilidade, a pedagogia do bem-querer, a arte de brincar e a construção de culturas que não tenham medo de enfrentar as diferenças, a rejeição, a depressão que aflige os jovens contemporâneos e os diversos abismos cada vez mais profundos das dimensões raciais, sociais, religiosas e orientações de gênero, entre outros contextos.

Sobremaneira, há outros meios de promover uma luta política de todos nós, que tente assegurar uma adoção menos mutilada e mais amorosa – menos meritocrática e mais inclusiva, fazendo com que a sociedade mato-grossense se engaje, e que sinta orgulho das crianças e dos exemplos cuidadosos de amparo.

É neste contexto que lançamos nossa nota de consideração, que não quer condenar as entidades que lutam processualmente a favor da adoção, generalizando apenas um ato pontual como juízo para banalizar todo esforço realizado por pessoas e entidades que buscam promover, incansavelmente, as adoções de crianças e jovens. Não obstante, é preciso prestar atenção em outros valores e princípios que irradiam nossas existências, identidades, culturas e devires. Vivenciamos um período de diversas violências, com discursos de ódio, armamento e dúvidas sobre as esperanças. Para combatê-las, os percursos de exposição corporal devem ser repensados sob o signo de direitos e valores endógenos mais dignos. Os direitos humanos e da Terra devem ser uma condição sine qua non à justiça socioambiental, e devem zelar pelo acolhimento das adoções, para que os processos sejam de excelência e ganhem sua legitimidade e respeito da sociedade global.

Cuiabá, 23 de maio de 2019.


Coletivamente, assinam esta nota as entidades abaixo:


1.       FÓRUM DE DIREITOS HUMANOS E DA TERRA – FDHT, MT
2.     Associação Brasileira de Homeopatia Popular - ABHP
3.     Associação de Pesquisa Xaraiés
4.     Central Única dos Trabalhadores – CUT, MT
5.     Centro Burnier Fé e Justiça - CBFJ
6.     Centro de Direitos Humanos Dom Máximo Biennes – CDHDMB
7.      Centro de Direitos Humanos Dom Pedro Casaldáliga - CDHDPC
8.     Centro de Direitos Humanos Henrique Trindade – CDHHT
9.     Centro de Pastoral para Migrantes – CPM
10.   Conselho Nacional do Laicato do Brasil – CNLB
11.    Estudantes do 3º. Ano da Pedagogia, vespertino - UFMT
12.   Fórum de Fluxos Migratórios – FFM, MT
13.   Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacia Hidrográfica – FONASC, CBH
14.   Grupo de Pesquisa em Movimentos Sociais e Educação, GPMSE-UFMT
15.   Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte – GPEA, UFMT
16.   Grupo Semente
17.   Instituto Caracol – ICA
18.   Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra - MST, MT
19.   Núcleo de Estudos Rurais e Urbanos – IGHD, UFMT
20.  Rede Internacional de Pesquisadores em Educação Ambiental e Justiça Climática - REAJA

21.   Rede Mato-grossense de Educação Ambiental – REMTEA

quarta-feira, 22 de maio de 2019

OAB Nota de Esclarecimento

https://www.oabmt.org.br/noticia/15089/nota-de-esclarecimento

Nota de Esclarecimento

22/05/2019 17:30 | Infância e Juventude
 
NOTA DE ESCLARECIMENTO
 
 
    Diante da repercussão do evento “Adoção na Passarela”, realizado pela Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (AMPARA) e pela Comissão de Infância e Juventude (CIJ) da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), as instituições vêm a público esclarecer que:
 
    - Nunca foi o objetivo do evento – parte integrante de uma série de outros que compõem a “Semana da Adoção” – apresentar as crianças e adolescentes a famílias para a concretização da adoção. A ideia da ação visa promover a convivência social e mostrar a diversidade da construção familiar por meio da adoção com a participação das famílias adotivas;
 
    - Nenhuma criança ou adolescente foi obrigado a participar do evento e todos eles expressaram aos organizadores alegria com a possibilidade de participarem de um momento como esse. A ação deu a eles a oportunidade de, em um mundo que os trata como se invisíveis fossem, poderem integrar uma convivência social, diretriz do Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária. Esse evento, inclusive, ocorre pela segunda vez;
 
    - Crianças e adolescentes que desfilaram o fizeram na companhia de seus “padrinhos” ou com seus pais adotivos. A realização do evento ocorreu sob absoluta autorização judicial conferida pelas varas da Infância e Juventude de Cuiabá e Várzea Grande, bem como o apoio do Poder Judiciário.
 
    - A OAB-MT e a Ampara repudiam qualquer tipo de distorção do evento associando-o a períodos sombrios de nossa história e reitera que em nenhum momento houve a exposição de crianças e adolescentes;
 
    - Vale destacar que o desfile foi apenas uma das ações da “Semana da Adoção”. Ao longo dos dias do evento foram realizados também palestras, seminários e recreação para as crianças;
 
    - A falta de interessados na chamada “adoção tardia” faz com que seja urgente a adoção de medidas como a Semana da Adoção, que tornam público esse problema social. Conforme o Relatório de Dados Estatísticos do Cadastro Nacional de Adoção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 8,7 mil crianças e adolescentes aguardam por uma família. 
 
    - Na edição anterior do evento, realizado em 2016, dois adolescentes, cujo perfil está fora dos parâmetros de preferência da fila de interessados, foram adotados graças ao trabalho realizado, que deu visibilidade à questão. A iniciativa tem sido tão exitosa na forma como aborda o problema que outros Estados realizaram eventos semelhantes, como “Esperando por você” (ES), “Adote um Pequeno Torcedor” (PE) e “Adote um Pequeno Campeão” (MG);
 
    - Por fim, a Ampara e a OAB-MT, realizadoras do evento, agradecem a disposição de todos os demais órgãos e entidades apoiadores, dentre eles o Tribunal de Justiça de Mato Grosso e o Pantanal Shopping, por entenderem a grandeza de sua finalidade e abraçarem, de forma voluntária, a causa da adoção no Estado. Também conclamam a sociedade em geral para uma discussão séria e efetiva sobre o tema para que mais estratégias possam ser adotadas em prol do direito de possibilitar o acolhimento familiar a essas crianças e esses adolescentes.
 
 
Assessoria de Imprensa OAB-MT
imprensaoabmt@gmail.com
(65) 3613-0929
www.twitter.com.br/oabmt
www.facebook.com.br/oabmatogrosso

nota de repúdio - DEFENSORIA MT


http://www.dp.mt.gov.br/-/11826341-nota-de-repudio

A Defensoria Pública de Mato Grosso, por meio dos defensores públicos que ao final assinam, repudia veementemente o evento denominado “Adoção na Passarela”, realizado no dia 21/05/2019 pela Associação Mato-Grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara) em parceria com a Comissão de Infância e Juventude (CIJ) da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).
A intenção desta Nota não é descaracterizar a relevância das instituições idealizadoras. O evento, com a intenção de dar “visibilidade a crianças e adolescentes de 4 a 17 anos que estão aptas para adoção”, em verdade, as expõe ainda mais à situação de extrema vulnerabilidade social.
Corre-se o risco de que a maioria dessas crianças e adolescentes não seja adotada, o que pode gerar sérios sentimentos de frustração, prejuízos à autoestima e indeléveis impactos psicológicos.
A grande exposição da imagem desses menores pode levar à objetificação e passar uma ideia de mercantilização, fato que não coaduna com os princípios norteadores da Constituição da República Federativa do Brasil (CF/88) e do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA).
É importante verificar que, não se pode, sob o pretexto de facilitar a adoção, usar práticas que atentem e violem a integridade psíquica e moral, conforme expressa o artigo 17 do ECA.
Existem limitações éticas à busca de voluntários dispostos à adoção, e elas devem ser verificadas, como já diz o adágio popular: “os fins jamais poderão justificar os meios”.
Por fim, o sonho de ser mãe ou pai deve ser tratado como um ato de amor e não como uma mercadoria a ser buscada numa vitrine. Diante do exposto, repudiamos o evento Adoção na Passarela.

Cuiabá, 22 de maio de 2019

Márcio Bruno Teixeira Xavier de Lima
Defensor Público da Infância e Juventude de Cuiabá
Cleide Regina Ribeiro Nascimento
Defensora Pública da Infância e Juventude de Várzea Grande


OAB-MT se inspira em leilão de gado para oferecer crianças para adoção, por Luis Nassif

https://jornalggn.com.br/recado-nassif/oab-mt-se-inspira-em-leilao-de-gado-para-oferecer-criancas-para-adocao-por-luis-nassif/

OAB-MT se inspira em leilão de gado para oferecer crianças para adoção, por Luis Nassif

Organizaram em um shopping de Cuiabá o evento “Adoção na Passarela”, no qual colocaram crianças e adolescentes de 4 a 17 anos “aptas para adoção” em uma passarela, para serem avaliados pelos candidatos a pais. As adolescentes desfilam como manequins.
A escalada da selvageria brasileira é uma caixinha permanente de surpresas.
Mas a Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (AMPARA) a Comissão de Infância e Juventude (CIJ) da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), conseguiram se superar.
Organizaram em um shopping de Cuiabá o evento “Adoção na Passarela”, no qual colocaram crianças e adolescentes de 4 a 17 anos “aptas para adoção” em uma passarela, para serem avaliados pelos candidatos a pais. As adolescentes desfilam como manequins.
É inacreditável o nível de deterioração das instituições brasileiras. O evento dos mercados de escravos na Roma Antiga ou os leilões de gado. Não há nenhuma preocupação com a situação de crianças que forem rejeitadas pela segunda vez, com a possibilidade do desfile atiçar olhares de pedófilos, ou com o respeito a Lei de Adoção.
Há lugares que promovem aproximação prévia entre candidatos a adoção e as crianças. Mas se trata de um trabalho lento, de aproximação, de criação de empatia. Não um filtro baseado na avaliação física das crianças em uma passarela de moda.
 Segundo a representante da OAB-MT,  Tatiane de Barros Ramalho “é como sempre dizemos: o que os olhos veem o coração sente”. No site da OAB-MT, o leilão de gente é saudado com ênfase.
Exposição convida famílias a despertar o sentimento de amor
27/03/2019 13:06 | Adoção
    Você acredita em amor à primeira vista? A frase pode parecer clichê, mas o que os olhos despertam no coração ao encontrar aquela pessoa capaz de transformar toda a sua vida é um sentimento quase indescritível.
Espera-se que as entidades de defesa dos direitos das crianças e a própria OAB nacional se posicionem em relação a essa selvageria.


Desfile de crianças e jovens de MT prontos para adoção causa mal-estar e críticas

https://www.rdnews.com.br/cidades/desfile-de-criancas-e-jovens-de-mt-prontos-para-adocao-causa-mal-estar-e-criticas/114293


Desfile de crianças e jovens de MT prontos para adoção causa mal-estar e críticas

Assessoria OAB-MT
Ampara - desfile
A 2ª edição do evento "Adoção na Passarela" foi realizado no Pantanal Shopping nesta terça
Está provocando mal-estar, polêmica e até repercussão nacional o desfile realizado em Cuiabá, na noite desta terça (21), no Pantanal Shopping, expondo crianças e adolescentes, de 4 a 17 anos, que estão aptos à adoção.
O desfile, que chama “Adoção na Passarela”, faz parte da Semana da Adoção e tem o objetivo, conforme os organizadores do evento, de facilitar o acesso de pretensos pais aos que estão tutelados pelo Estado em abrigos.
As críticas apontam que, desta maneira, estão tratados como "gado à venda” ou modelo publicitário, e que a escolha, neste caso, seria feita com base no biotipo e não um elo de afeto real, semelhante a quando se escolhe um objeto.
O jornalista Paulo Henrique Amorim, no site Conversa Afiada, rechaçouo: “Quando se pensa que o Brasil é capaz de tudo, aparece uma inovação alucinada: uma passarela para que crianças de 4 a 17 anos desfilem diante de futuros pais como se fossem modelos! Seguramente, a ideia deriva da SP Fashion Week, com a coreografia e o know-how da cultura do espetáculo com que a Globo contaminou o Brasil”.
O ex-presidenciável Guilherme Boulos (Psol) usou o Twitter para informar sobre o que considera uma "perversidade".
boulos

Parece-me uma antiga feira de escravos, onde os senhores viam os dentes e o corpo dos africanos para negociar o lance

Advogado Eduardo Mahon
Um advogado de renome em Cuiabá, Eduardo Mahon, não gostou da iniciativa e criticou no Facebook. “Olha, gente, sem querer ser chato, mas já sendo. Antes de tudo, devo dizer que a Ampara é uma instituição muito séria. Devo, entretanto, pedir mil desculpas a quem pensa diferente e à Ampara, mas as crianças na passarela para pretendentes ver o quão bonitas, simpáticas e desenvoltas são, parece-me uma antiga feira de escravos, onde os senhores viam os dentes e o corpo dos africanos para negociar o lance. Não acho legal, aliás, acho péssimo. Não porque seja um desses conservadores que quer esconder, apagar, fingir que não existe rejeição social etc. já estive nessa lista, fiz visitas e sei bem que essas crianças precisam de visibilidade, exposição positiva, ressignificação de lugar e autoestima, mas não assim. Não em uma passarela, não em um shopping, não para o público aberto."
Também no Facebook, um professor universitário criticou. "E esse evento, onde crianças, que estão esperando pais adotivos, são expostas feito gado? Esse país perdeu completamente o bom senso. ISSO É ERRADO", opina.

Expostas feito gado? Esse país perdeu completamente o bom senso

Professor universitário
Outros demonstram preocupação com o estado emocional dos "modelos", saindo de lá da mesma forma que entraram, ou seja, abrigados.
Este é o segundo ano que a Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara) realiza o desfile, em parceria com a Comissão de Infância e Juventude (CIJ) da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-МT).
A Ampara faz um trabalho paralelo ao Poder Judiciário, ministra cursos para pais adotantes e se dispõe a apoiar quem opta por adotar uma criança.
 falou com Ana Regina, da Ampara, sobre a repercussão negativa. Ela disse que viu as críticas ao desfile, mas assegura que, apesar das posições contrárias ao evento, as pessoas que foram conseguiram entender a proposta e ver a realidade das crianças que, uma vez rejeitadas por pais biológicos e familiares, esperam ansiosamente por um lar.

Apesar das posições contrárias ao evento, as pessoas que foram conseguiram entender a proposta e ver a realidade das crianças (que esperam ansiosamente por um lar)

Ana Regina, da Ampara
“A gente viu alguns comentários meio sem noção antes do evento e de pessoas que nem conhecem a causa. Mas graças a Deus, tivemos retorno muito positivo do evento. Foram comentários de pessoas que sequer conheciam a primeira edição”, disse.
A polêmica gerou uma petição on line contra o desfile. Veja aqui.
Organizadores
A reportagem tentou falar com outras referências da Ampara, mas, até o fechamento desta matéria, estavam ocupadas com a organização da Semana que traz extensa programação.
Além do desfile, hoje (22), haverá solenidade de premiação do IX Concurso de Redação do Plenário 1 do Tribunal de Justiça (TJMT). No dia 23, a população poderá acompanhar a palestra sobre “Adoção: da concepção à convivência familiar", no auditório da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), das 7h30 às 12h. Para finalizar, na sexta (25), será promovida a Caminhada da Adoção, no Parque das Águas, a partir das 17h.
Entre os parceiros estão: Governo de Mato Grosso, Tribunal de Justiça (TJMT), OAB Mato Grosso (OAB/MT), Ministério Público do Estado (MPMT), Conselhos Municipal e Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA/Cedca-MT), UFMT, Coral Canto e Encanto, Sindicato dos Oficiais de Justiça e Avaliadores (Sindojus/MT), Associação de Grupos de Apoio à Adoção (Angaad), as empresas Tube, CVC e Pantanal Shopping.


Crianças de 4 a 17 anos participam do evento 'Adoção na Passarela' no Pantanal Shopping

https://www.olhardireto.com.br/conceito/noticias/exibir.asp?id=17583&noticia=criancas-de-4-a-17-anos-participam-do-evento-adocao-na-passarela-no-pantanal-shopping

Notícias / Comportamento

Crianças de 4 a 17 anos participam do evento 'Adoção na Passarela' no Pantanal Shopping

Da Redação - Isabela Mercuri
20 Mai 2019 - 11:02
Foto: Divulgação / OAB
Crianças de 4 a 17 anos participam do evento 'Adoção na Passarela' no Pantanal Shopping
Pela segunda vez acontece, nesta terça-feira (21) no Pantanal Shopping o evento ‘Adoção na Passarela’. Realizado pela Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (AMPARA) em parceria com a Comissão de Infância e Juventude (CIJ) da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), o encontro tem por objetivo dar visibilidade a crianças e adolescentes de 4 a 17 anos, que estão aptas para adoção.

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"Será uma noite para os pretendentes - pessoas que estão aptas a adotar - poderem conhecer as crianças, a população em geral poderá ter mais informações sobre adoção e as crianças em si terão um dia diferenciado em que elas irão se produzir, cabelo, roupa e maquiagem para o desfile. Na última edição, dois adolescentes, um de 14 e o outro de 15, foram adotados. E esperamos novamente dar visibilidade as essa crianças e adolescentes que estão aptas a adoção. E como sempre dizemos: o que os olhos veem o coração sente", afirma a presidente da Comissão de Infância e Juventude da OAB-MT e da Comissão Nacional da Infância, Tatiane de Barros Ramalho.

O evento finaliza a ‘Semana da Adoção’, que contou com palestras, seminários e recreação para as crianças. Para a gerente de marketing do Pantanal Shopping, Ticiana Pessoa, o empreendimento se sente honrado em receber esse projeto que procura incentivar e sensibilizar sobre a adoção.

"Procuramos sempre utilizar a relevância do nosso shopping para a comunidade cuiabana e desejamos, principalmente, que esse desfile abra portas para uma vida de mais afeto para muitas crianças e adolescentes", afirma.

Serviço

2ª edição do "Adoção na Passarela"
Horário: 19h
Local: Pantanal Shopping; em frente à Loja MOB









terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

13 livros infantis para ensinar a importância dos direitos humanos às crianças

https://www.huffpostbrasil.com/2015/05/23/13-livros-infantis-para-ensinar-a-importancia-dos-direitos-human_a_21681081/?ncid=other_facebook_eucluwzme5k&utm_campaign=share_facebook

COMPORTAMENTO
23/05/2015 09:51 -03 | Atualizado 11/01/2019 11:02 -02

13 livros infantis para ensinar a importância dos direitos humanos às crianças 



"Você conhece a Malala?"
"Sim. Minha professora de história me contou que ela é muito importante"
Um adulto fez a pergunta acima e quem respondeu foi uma menina de sete anos, enquanto esperava na fila para autografar seu livro novo. O título? Nada de histórias pré-fabricadas sobre príncipes e princesas, mas a de uma das vozes mais importantes contra a opressão feminina no mundo: Malala Yousafzai.
Escrito pela jornalista Adriana Carranca, Malala - A menina que queria ir para a escola (Companhia das Letrinhas, R$ 29,90), inaugura um novo gênero que foi batizado de "livro-reportagem para crianças". Carranca viajou até o vale do Swat, no Paquistão, e conta de forma didática como era a vida da menina que ficou conhecida por defender o direito à educação, sofreu um atentado por isso, e sobreviveu para contar. Hoje Malala é ativista na ONU e dona de um prêmio Nobel da Paz.
"Ali havia príncipes, guerreiros, rainhas. Havia os vilões, que eram os homens barbudos das montanhas. Tinha o sonho da menina que queria ser alguém, mas não pela via do casamento. Tudo isso em um vale que parecia encantado. Fui percebendo como tudo seria interessante para as crianças", disse Adriana para O Globo.
Além de Malala, outros títulos publicados colaboram para que a discussão sobre direitos humanos no dia a dia com as crianças se torne frequente -- com histórias que vão muuuuuuito além dos contos de fadas e histórias para dormir. Aqui estão 13 deles para você escolher:
  • Malala - A menina que queria ir para a escola
    Reprodução
    No primeiro livro-reportagem destinado ao público infantil, a jornalista Adriana Carranca relata às crianças a história da adolescente paquistanesa Malala Yousafzai, baleada por membros do Talibã aos catorze anos por defender a educação feminina. Na obra, a repórter traz suas percepções sobre o vale do Swat, a história da região e a definição dos termos mais importantes para entender a vida desta menina tão corajosa. (Companhia das Letrinhas, R$ 29,90)
  • A esperança é uma menina que vende frutas
    Reprodução
    Viajando de trem para uma cidade grande, uma garota sobe em seu beliche, silenciosa mas com olhos que parecem dizer muitas coisas, e permanece ali, sem comida e companhia. É com essa recordação que Amrita Das inicia este livro, resultado de uma oficina de texto e ilustração que cursou em Chennai, na Índia. Como uma das mais importantes representantes da arte folclórica indiana chamada Mithila, a artista aproveita este espaço para falar sobre as dificuldades de uma infância pobre, a vida das mulheres na Índia, a luta pela liberdade em uma sociedade patriarcal, entre outros assuntos que, de uma forma ou de outra, dizem respeito a todos nós. Através de belas palavras e imagens, ela apresenta a sua história e dissemina um pouco da esperança que parece acompanhar sua arte. (Companhia das Letrinhas, R$ 29,90)
  • O que é a Liberdade?
    Reprodução
    Para muitos, o passarinho é um símbolo da liberdade. Mas será que ele se sente livre mesmo? E afinal, o que é a liberdade? Foi pensando nesse conceito tão difícil de compreender que Renata Bueno escreveu este livro recheado de diálogos curiosos entre um passarinho e personagens como um lápis, um camaleão, um espelho, um mágico... As respostas poéticas de cada um deles sobre o que é a tal da liberdade vão fazer tanto o passarinho quanto os leitores perceberem que essa sensação pode ser diferente para cada um de nós — e nem por isso menos autêntica. (Companhia das Letrinhas, R$ 34,90)
  • Flicts
    Divulgação
    Em Flicts, Ziraldo conta a história de um mundo que é feito de cores, mas nenhuma é Flicts. Uma cor rara, frágil, triste, que procurou em vão por um amigo. Abandonada, Flicts olhou para longe, para o alto, e subiu, e teve que sumir, para finalmente encontrar-se. (Melhoramentos, R$ 41,00)
  • Acompanhando meu pincel
    Divulgação
    Ao percorrer as delicadas e vibrantes ilustrações nas páginas deste livro, o leitor fica conhecendo a história de como a sua autora, a indiana Dulari Devi, se tornou uma artista. Nascida em uma família pobre, de tradição pescadora, ela precisou trabalhar na infância, ajudando a mãe na plantação de arroz, cuidando dos irmãos mais novos em casa, fazendo trabalhos domésticos para os vizinhos. O que mais gostava de fazer, no entanto, era parar no caminho para ver as outras crianças brincarem (Martins Fontes, R$ 32,50)
  • A diaba e sua filha
    Divulgação
    Todos os dias, ao anoitecer, uma diaba de pele escura, olhos brilhantes e roupas muito limpas sai pelas ruas da cidade, batendo de porta em porta, em busca de sua filha perdida. Prestes a ajudá-la, as pessoas reparam que ela tem cascos negros e delicados no lugar dos pés e imediatamente a expulsam de suas casas, apagando as luzes até que se afaste. Ao narrar esse conto de mistério, antes uma alegoria sobre nossos próprios medos e preconceitos, a autora coloca bem e mal, humanidade e demônios, nós e os outros na mesma página, nos desafiando a buscar qualquer traço de humanidade dentro de nós mesmos. (Cosac Naify, R$ 29,90)
  • A Bela Desadormecida
    Divulgação
    Quando Belinha nasceu, seus pais deram uma grande festa e chamaram todo o mundo, menos a bruxa. Mas ela compareceu mesmo sem convite e levou como presente uma maldição: ao completar catorze anos, Belinha seria picada no dedo e, nesse instante, ela e todos os que estivessem por perto dormiriam um século. Os pais de Bela passaram catorze anos evitando que a filha se aproximasse de objetos pontudos ou cortantes. Mas o que aconteceu quando chegou o dia tão temido? É para esse momento que converge toda a emoção da história. O desenlace, como se verá, é adequado à época em que Belinha vive: ela é uma menina da metrópole, mora num apartamento e gosta de rock. As ilustrações, que têm um colorido pouco habitual nos livros infantis, colaboram para que nada seja adocicado nessa Belinha que desadormece, ainda que nela se espelhe a doçura dos contos de fada. (Companhia das Letrinhas, R$ 34,00)
  • A História de Júlia - E sua sombra de menino
    Reprodução
    Os pais de Júlia a criticam muito, sempre dizendo que ela se parece com um menino, no jeito, nas rouaps etc. Numa manhã, a garota percebe que sua sombra adquire o formato de um garoto, repetindo todos os seus gestos. Júlia se sente triste e acaba questionando sua própria identidade. (Editora Scipione, R$ 34,90)
  • É tudo família!
    Divulgação
    Davi tem um três-quartos-de-pai que ele adora. Carla e Maurício têm duas mães e dois pais. Carolina está muito triste e não quer ter outra mãe. Paula ganha duas festas por ano: a de aniversário e a de dia da chegada. O pai de Maurício chama-o de pituquinho. Lucinha tem a voz igualzinha à da mãe. Porém, todos têm algo em comum: pertencem a uma família, e toda família é única! (L&PM Editores, R$ 31,50)
  • O nascimento de Celestine
    Divulgação
    O nascimento de Celestine ocupa um lugar especial na obra da artista belga Gabrielle Vincent (1928-2000), criadora da série de álbuns ilustrados Ernest e Celestine, que conta com admiradores em todo o mundo - e já inspirou um longa-metragem de animação de mesmo nome, finalista do Oscar 2014. Neste livro de imagens, com delicadas ilustrações a pincel e tinta sépia, a autora narra a história de como Ernest, um urso solitário e de bom coração, encontrou a ratinha Celestine - e de como ambos se tornaram companheiros inseparáveis. Um clássico sensível e comovente, que praticamente dispensa as palavras, e toca direto o coração do leitor. (Editora 34, R$ 49,00)
  • O mundo no black power de Tay'o
    Divulgação
    Tayó é uma princesinha que chega em forma de espelho para que outras princesinhas se mirem, se reconheçam e cresçam, cumprindo a única missão que nos foi dada, ao virmos viver neste planeta: a de sermos felizes. (Peirópolis, R$ 34,00)
  • Um outro país para Azzi
    Divulgação
    A partir do olhar da menina Azzi, este livro retrata uma família do Oriente Médio, que se vê obrigada a fugir quando a guerra começa a afetar sua rotina. “Às vezes, o barulho das metralhadoras nos helicópteros era tão alto que as galinhas ficavam assustadas e paravam de botar ovos”, conta a protagonista, nessa narrativa ricamente ilustrada, revelando sua perspectiva da aproximação do conflito. (O Pulo do Gato, R$ 42,10)
  • Crianças como você
    Divulgação
    Celina, do Brasil, Ji-Koo, da Coréia do Sul, Houda, do Marrocos, Meena, da Índa, Esta, da Tanzânia... Crianças de verdade falam e escrevem sobre sua vida e seu jeito de ser. Surpreendente e emocionante, este livro é um marco. Ele faz uma viagem pelas diferentes culturas do mundo e mostra o cotidiano das crianças nos mais variados países. Editado em associação com o Unicef, Fundo das Nações Unidas para a Infância (Editora Ática, R$ 42,50)