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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Com intervenção dos EUA, caos no Iêmen gera risco de uma guerra maior

carta maior
http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/Com-intervencao-dos-EUA-caos-no-Iemen-gera-risco-de-uma-guerra-maior-/6/32749


Com intervenção dos EUA, caos no Iêmen gera risco de uma guerra maior

Caos político atual, com o presidente, primeiro ministro e gabinete tendo sido forçados a renunciar em massa, ameaça tornar o país um Estado falido.


Thalif Deeb, ISP News
Arquivo

Quando o Iêmen norte e sul se uniram em um único país sob a bandeira República Árabe do Iêmen em maio de 1990, um jornal britânico ressaltou com sarcasmo: “dois países pobres agora se tornaram um país pobre.”

Desde seu nascimento, Iêmen continuou a ser categorizado pela ONU como um dos 48 países menos desenvolvidos do mundo, o mais pobre dos pobres, dependente de auxilio estrangeiro e batalhando pela sobrevivência econômica. 

Mas o caos político atual – com o presidente, primeiro ministro e gabinete tendo sido forçados a resignar em massa semana passada – ameaça tornar o país em um estado falido.

E, mais significante, Iêmen também corre o risco de se dividir em dois novamente – e pode estar a caminho de outra guerra civil.

Charles Schmitz, um analista do Instituto do Oriente Médio, foi citado semana passada dizendo: “Estamos olhando para a ruptura de um país, e estamos entrando em um processo longo de negociações, mas também podemos estar entrando em uma guerra.”

Em um relatório divulgado na terça-feira, o Grupo de Crise Internacional com sede em Bruxelas disse que a caída do governo botou de pé a transição atribulada e “levanta o verdadeira perspectiva de fragmentação territorial, colapso econômico e violência disseminada se não houver um acordo logo.”

O governo do presidente Abdu Rabbu Mansour Hadi era um aliado próximo dos EUA, que cooperava com os ataques de drones americanos contra a Al-Qaeda na Península Arábica (AQAP) localizada nas regiões remotas do Iêmen.

Os EUA estavam tão confiantes com seu aliado que as demissões no governo “surpreenderam oficiais americanos,” de acordo com o New York Times. Matthew Hoh, membro sênior no Centro de Políticas Internacionais (CIP), disse à IPS, “não sei se o Iêmen irá se dividir em dois ou não. Mas acredito que o medo maior é de que o Iêmen descenda ao caos massivo com violência entre muitas facções como vemos no Afeganistão, Iraque, Líbia e Síria, todas as nações que foram recipientes da política externa americana de intervencionismo.”

De acordo com um diplomata Árabe, os Houthis que tomaram o poder são parte integral do setor xiita muçulmano, os Zaydis, e são aparentemente financiados pelo Irã. Mas o país é dominado por uma maioria sunita e que é apoiada pelo vizinho Arábia Saudita, ele disse, o que poderia fomentar um conflito sectário – como na Síria, Iraque e Líbano. 

Ironicamente, todos eles, incluindo os EUA, têm um inimigo em comum na AQAP, o qual se disse responsável pelo recente massacre nos escritórios da revista satírica em Paris.
“Em suma, é uma bagunça política monumental,” disse o diplomata, falando como anônimo.

Vijay Prashad, George e Martha Kellner Chair em História do Sul da Ásia e Professor de Estudos Internacionais na Faculdade Trinity, disse à IPS que é muito difícil avaliar o que irá acontecer no Iêmen a esta altura. 

“As linhas de batalha estão longe de serem claras,” ele disse. O chamado governo pró-EUA tem, desde 2004, jogado um jogo muito delicado com os Estados Unidos em termos de contra-terrorismo. 

De um lado, ele disse, o governo do ex presidente Ali Abdullah Saleh e depois Hadi, sugeriu aos EUA que fossem anti al-Qaeda. Mas por outro lado, usaram o fato da al-Qaeda para ir atrás de seus adversários, incluindo os Zaydis (Houthis).
“Esse jogo duplo sempre foi conhecido pelos americanos. Cooperavam com isso. Foi o que permitiu a AQAP tomar Jar e outras regiões do Iêmen e segurá-las com alguma facilidade,” disse Prashad.

Ele dispensou como “ridículas” as alegações de que os Zaydis são “representantes do Irã”. Disse que são uma confederação tribal que encarou o limite da espada de Saleh-Hadi.

“São decididamente contra a al-Qaeda, e não tornariam necessariamente fácil a existência da AQAP,” disse Prashad ex Edward Said Chair na Universidade Americana de Beirute e autor de “Primavera Árabe, Inverno Libanês.”

Hoh disse à IPS: “baseado nos resultados de décadas de influencias norte-americana em tentar escolher ganhadores e perdedores nesses países ou continuar a jogar o jogo geopolítico absurdo de apoiar uma teocracia repressiva, Arábia Saudita, contra outra, Irã, em guerras representadas, o melhor para os Iemenitas é que os americanos não se metam ou tentam posicionar um lado contra o outro.” A política externa americana no Oriente Médio pode ser categorizada como um desastre, especialmente para o povo do Oriente Médio.

“Os únicos beneficiários das políticas americanos no Oriente Médio  tem sido os grupos extremistas, os quais tiram vantagem da guerra, dos ciclos de violência e ódio, para recrutar e preencher sua mensagem e propaganda, e companhias de armas americanas e ocidentais que vêem lucros aumentando cada ano,” disse Hoh, que serviu junto com o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA no Iraque e nos times da embaixada no Afeganistão e no Iraque.

Quando os dois Iêmen se uniram, a maioria das armas que o pais unificado herdou vieram da Rússia, que era um aliado militar próximo do Iêmen do Sul.

Os aviões de guerra do Iêmen e seus helicópteros da ex União Soviética – incluindo MiG-29 jatos e Mi-24 helicópteros de ataque – foram mais tarde reforçados com sistemas de armas americanos e ocidentais, incluindo naves de transporte (transferidas da Arábia Saudita), helicópteros Bell, mísseis anti-tanque TOW e tanques de batalha M-60.

Nicole Auger, uma analista militar monitorando o Oriente Médio/África no Internacional Forecast, uma líder em inteligência defensiva de mercado e meteorologia industrial, disse à IPS que armas americanas e auxilio militar tem sido cruciais para o Iêmen ao longo dos anos, especialmente pelo financiamento do Departamento de Defesa 1206 “treinar e equipar.”

Desde 2006, ela apontou, Iêmen recebeu um pouco mais de 400 milhões de dólares no auxilio da seção 1206 a qual apoiou a Força Aérea Iemenita (com aquisições de transporte e naves de vigilância), suas unidades de operações especiais, seu monitoramente de fronteiras e suas guardas costeiras.

Enquanto isso, o auxilio militar americano sob os programas Financiamento Externo Militar (FMF) e Treinamento e Educação Internacionais Militares (IMET) aumentou substancialmente, ela disse.

Também, o Iêmen está recebendo assistência com os programas de Não-Proliferação, Anti-Terrorismo, Não-Exploração e Programas Relacionados (NADR) e de Controle Internacional de Narcóticos e Aplicação da Lei (INCLE).

De acordo com a justificação orçamentária congressista americana – o apoio americano ao stor militar e de segurança “irá continuar uma prioridade em 2015 de forma a avançar com a paz e a segurança no Iêmen.”

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Crianças e adolescentes paraguaios recrutados forçadamente para a luta armada são vítimas de violência

adital
http://site.adital.com.br/site/noticia.php?lang=PT&cod=82752

Crianças e adolescentes paraguaios recrutados forçadamente para a luta armada são vítimas de violência
Adital
As forças de segurança paraguaias são acusadas de matar quatro jovens de um grupo armado de camponeses, pertencentes ao autodenominado Agrupamento Campesino Armado (ACA), na zona de Arroyito, Concepción. O caso ocorreu no último dia 19 de setembro no marco de um enfrentamento entre as Forças de Tarefas Conjuntas (FTC) e o ACA. Morreram três jovens de 23, 21 e 20 anos e um adolescente de apenas 15 anos de idade. O fato chama a atenção para o problema do recrutamento forçado de jovens e menores de idade para a luta armada e o risco de violência que correm.
A Coordenadoria pelos Direitos da Infância e Adolescência (CDIA) e o Serviço Paz e Justiça Paraguai (Serpaj) denunciam que a operação foi qualificada de "exitosa” pelo governo. Apesar do reconhecimento das autoridades de que pessoas jovens e menores de idade estariam sendo recrutadas, até o momento, não informaram que medidas tomarão com a finalidade de responder a essa situação que, para as entidades, deve ser abordada conforme os compromissos internacionais assumidos pelo Paraguai em matéria de proteção da infância e adolescência. Inclusive, em recentes declarações, o vice-ministro de Segurança Interna, Javier Ibarra, teria considerado que o recrutamento de menores de idade é responsabilidad dos pais e a Justiça poderia atuar contra eles, sem se referir à responsabilidade do Estado paraguaio.
A CDIA e o Serpaj entendem por "criança soldado” toda pessoa menor de 18 anos que faça parte de qualquer força o grupo armado, regular ou irregular, independente do trabalho que desempenhe. O recrutamento de crianças e adolescentes é ainda considerado uma forma de migração forçada, que vulnera diretamente o exercício de seus direitos como cidadãos, afetando, gravemente, seu desenvolvimento integral. O artigo 38, da Convenção sobre os Direitos da Criança exorta os governos a que tomem todas as medidas possíveis a fim de velar para que nenhuma criança ou adolescente participe diretamente de conflitos armados.
Alm disso, as entidades esclarecem que o Protocolo Facultativo das Nações Unidas sobre a participação das crianças nos conflitos armados entrou em vigor no dia 12 de fevereiro de 2002 e tem como objetivo aumentar a proteção das crianças e adolescentes durante conflitos armados. O Paraguai é um dos países que assinaram esse Protocolo e o ratificou em 27 de setembro de 2002, mediante a promulgação da Lei 1.897/2002.
"Desde a CDIA e o Serpaj, repudiamos a criminalidade exercida tanto pelo Exército do Povo Paraguaio (EPP), o Agrupamento Campesino Armada (ACA), bem como outras pessoas e/ou grupos que cometem crimes, e sustentamos que isso requer uma estratégia efetiva por parte dos organismos estatais correspondentes e constitucionalmente estabelecidos”, assinalam. São eles: Ministério do Interior, Polícia Nacional, Ministério Público, Poder Judiciário, Defensoria da Infância e Adolescência e Secretaria Nacional da Infância e Adolescência que, conjuntamente, devem intervir no marco da defesa e respeito irrestrito aos Direitos Humanos.
As duas instituições exigem do Estado a aplicação da Convenção sobre os Direitos da Criança e seus protocolos facultativos, e que tome as medidas necessárias através de políticas de assistência e proteção social às famílias, facilitando o acesso a direitos universais, como saúde, educação, alimentação, moradia e trabalho decente, a fim de prevenir e evitar que crianças e adolescentes sejam recrutados por grupos delinquentes e criminosos, como são considerados o EPP, ACA e os grupos narcotraficantes e de outros tipos.
As entidade pleiteiam ainda: a tipificação penal do ato de recrutamento por grupos não estatais como crime; o reconhecimento das crianças e adolescentes recrutados como vítimas juntamente com suas famílias; a criação de programas especializados para a prevenção, a proteção e o restabelecimento de direitos; e a ampliação dos planos, programas e projetos que el Estado vem desenvolvendo, tendentes a garantir o exercício e o gozo efetivo dos direitos da infância e adolescência.

Adital
As forças de segurança paraguaias são acusadas de matar quatro jovens de um grupo armado de camponeses, pertencentes ao autodenominado Agrupamento Campesino Armado (ACA), na zona de Arroyito, Concepción. O caso ocorreu no último dia 19 de setembro no marco de um enfrentamento entre as Forças de Tarefas Conjuntas (FTC) e o ACA. Morreram três jovens de 23, 21 e 20 anos e um adolescente de apenas 15 anos de idade. O fato chama a atenção para o problema do recrutamento forçado de jovens e menores de idade para a luta armada e o risco de violência que correm.
A Coordenadoria pelos Direitos da Infância e Adolescência (CDIA) e o Serviço Paz e Justiça Paraguai (Serpaj) denunciam que a operação foi qualificada de "exitosa” pelo governo. Apesar do reconhecimento das autoridades de que pessoas jovens e menores de idade estariam sendo recrutadas, até o momento, não informaram que medidas tomarão com a finalidade de responder a essa situação que, para as entidades, deve ser abordada conforme os compromissos internacionais assumidos pelo Paraguai em matéria de proteção da infância e adolescência. Inclusive, em recentes declarações, o vice-ministro de Segurança Interna, Javier Ibarra, teria considerado que o recrutamento de menores de idade é responsabilidad dos pais e a Justiça poderia atuar contra eles, sem se referir à responsabilidade do Estado paraguaio.
A CDIA e o Serpaj entendem por "criança soldado” toda pessoa menor de 18 anos que faça parte de qualquer força o grupo armado, regular ou irregular, independente do trabalho que desempenhe. O recrutamento de crianças e adolescentes é ainda considerado uma forma de migração forçada, que vulnera diretamente o exercício de seus direitos como cidadãos, afetando, gravemente, seu desenvolvimento integral. O artigo 38, da Convenção sobre os Direitos da Criança exorta os governos a que tomem todas as medidas possíveis a fim de velar para que nenhuma criança ou adolescente participe diretamente de conflitos armados.
Alm disso, as entidades esclarecem que o Protocolo Facultativo das Nações Unidas sobre a participação das crianças nos conflitos armados entrou em vigor no dia 12 de fevereiro de 2002 e tem como objetivo aumentar a proteção das crianças e adolescentes durante conflitos armados. O Paraguai é um dos países que assinaram esse Protocolo e o ratificou em 27 de setembro de 2002, mediante a promulgação da Lei 1.897/2002.
"Desde a CDIA e o Serpaj, repudiamos a criminalidade exercida tanto pelo Exército do Povo Paraguaio (EPP), o Agrupamento Campesino Armada (ACA), bem como outras pessoas e/ou grupos que cometem crimes, e sustentamos que isso requer uma estratégia efetiva por parte dos organismos estatais correspondentes e constitucionalmente estabelecidos”, assinalam. São eles: Ministério do Interior, Polícia Nacional, Ministério Público, Poder Judiciário, Defensoria da Infância e Adolescência e Secretaria Nacional da Infância e Adolescência que, conjuntamente, devem intervir no marco da defesa e respeito irrestrito aos Direitos Humanos.
As duas instituições exigem do Estado a aplicação da Convenção sobre os Direitos da Criança e seus protocolos facultativos, e que tome as medidas necessárias através de políticas de assistência e proteção social às famílias, facilitando o acesso a direitos universais, como saúde, educação, alimentação, moradia e trabalho decente, a fim de prevenir e evitar que crianças e adolescentes sejam recrutados por grupos delinquentes e criminosos, como são considerados o EPP, ACA e os grupos narcotraficantes e de outros tipos.
As entidade pleiteiam ainda: a tipificação penal do ato de recrutamento por grupos não estatais como crime; o reconhecimento das crianças e adolescentes recrutados como vítimas juntamente com suas famílias; a criação de programas especializados para a prevenção, a proteção e o restabelecimento de direitos; e a ampliação dos planos, programas e projetos que el Estado vem desenvolvendo, tendentes a garantir o exercício e o gozo efetivo dos direitos da infância e adolescência.



quarta-feira, 16 de abril de 2014

ONU condena uso de violência sexual como arma de guerra na República Democrática do Congo

onu br
http://www.onu.org.br/onu-condena-uso-de-violencia-sexual-como-arma-de-guerra-na-republica-democratica-do-congo/


ONU condena uso de violência sexual como arma de guerra na República Democrática do Congo

15 de abril de 2014 · Destaque
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Mulheres deslocadas na parte leste da RDC recebem auxílio da ACNUDH. Foto: ACNUDH/F. Noy
De acordo com um novo relatório das Nações Unidas o estupro e a violência sexual na República Democrática do Congo (RDC) continuam sendo usados por grupos armados e por forças do governo, apesar de algum progresso ter sido atingido em termos de conscientização política e ação processual contra tais crimes.
“Não há justificativa para a violência sexual, e sua ampla impunidade só faz alimentar mais injustiças”, declarou o representante especial do secretário-geral da ONU no país, Martin Kobler. A alta comissária de Direitos Humanos da Organização, Navi Pillay, também condenou a prática: “Apesar do aumento no número de processos contra os crimes, há um longo caminho ainda a ser percorrido para acabar com a impunidade na RDC”, disse durante lançamento do documento, nesta quarta-feira (9).
Segundo o relatório, realizado por uma divisão do Escritório dos Direitos Humanos da ONU (ACNUDH) na RDC, mais de 3,6 mil vítimas de violência sexual foram registradas apenas entre janeiro de 2010 e dezembro de 2013. O documento também denunciou a natureza sistemática de alguns dos incidentes, especialmente na região oriental do país.
Pouco mais da metade dos estupros são perpetrados por grupos armados, um terço por membros do exército nacional e o restante por agentes do governo. O estupro é usado rotineiramente como arma de punição por associação – confirmada ou suspeita – com grupos armados e de intimidação de comunidades rivais.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Novo grupo guerrilheiro surge no México

adital
http://site.adital.com.br/site/noticia.php?boletim=1&lang=PT&cod=79222


Conflito Armado
23.12.2013
Novo grupo guerrilheiro surge no México

Mateus Ramos
Adital

Foto: Divulgação
Um novo grupo guerrilheiro, denominando "Forças Armadas Revolucionárias – Libertação do Povo (FAR-LP), está sendo criado no México. De acordo com vários comunicados enviados à imprensa mexicana pela internet o grupo pretende lutar contra os abusos do atual governo de Enrique Peña Nieto.
Os guerrilheiros afirmam que o governo está "entregando os recursos naturais do México ao estrangeiro”. Dessa forma, eles declararam guerra a todas as empresas estrangeiras que se instalem no país. "As empresas que pretendem instalar-se em nosso país serão consideradas alvos militares, porque nós sabemos defender nossa soberania e daremos uma mostra disso”.
Porém, não só contra a instalação de empresas estrangeiras no México lutam os novos guerrilheiros. Eles afirmam que o governo de Peña vem reprimindo de forma violenta todo e qualquer movimento social, além de aprovar reformas que acabam com os direitos dos trabalhadores. "O que mais vamos esperar desse governo que nos aniquila?” Indagaram em um comunicado reproduzido no site ‘blogdeizquierda.com’.
Ainda segundo o site ‘blogdeizquierda.com’, o número de extorsões no México é o maior desde os anos 90. Foram registrados, de dezembro de 2012 até novembro desse ano, mais de 8 mil casos desse tipo de crime, contudo esse número mostra apenas os casos concretizados, em que as pessoas pagam, há registros de mais 74 mil tentativas de extorsão, ou seja, o número pode ser ainda maior, já que nem todos denunciam, com medo de represálias. Os estados onde mais se registra esse tipo de crime são Morelos, Baja California Sur e Quintana Roo, todos sãos em zonas turísticas e com moradores de alta renda.
As FARP – LP afirmam que Peña representa a continuidade do ex-presidente Carlos Salinas, qualificado como "nefasto e principal saqueador do país, já que beneficiou empresários como Carlos Slim e Ricardo Salinas Pliego, ao entregá-los concessões de telecomunicações”. Posteriormente esses empresários se tornaram magnatas devido a esquemas de privatização de serviços públicos. Afirmaram.
O comunicado ainda fala que o "roubo sistemático” do atual presidente contrasta com a situação em que vivem os milhares de vítimas das chuvas provocadas pela tormenta Manuel. Eles acusam o governador Ángel Aguirre Rivero de lucrar, junto com seus funcionários, com a necessidade das vítimas.
Os comunicados assinados pelos comandantes: Emilio, Camio e Esperzanza, se encerra com um recado. "Lutar sem descanso contra o governo opressor! Liberdade aos presos políticos! Formar o exército do Povo! Forças Armadas Revolucionárias – Libertação do Povo!”.
Autoridades investigam grupo guerrilheiro
Segundo informações do site PINN – Portuguese Independent News Network, as autoridades mexicanas abriram uma investigação sobre a suposta criação de um grupo autodenominado "Fuerzas Armadas Revolucionarias –Liberación del Pueblo” (FAR-LP).
As investigações foram iniciadas após a invasão de uma rede de TV no estado de Guerrero, sul do México, cometida por homens encapuzados e armados com espingardas e pistolas. Eles fizeram um apelo para que a população se "armasse contra o Poder Executivo”.
O estado de Guerrero é uma das regiões mais pobres do país, nela operam várias organizações à margem da lei, como o Exército Popular Revolucionário, polícias comunitários e cartéis de droga.