terça-feira, 28 de junho de 2011

feminicídios de adolescentes

fonte: pragmatismo político
http://pragmatismopolitico.blogspot.com/2011/05/que-engrenagem-social-esta-por-tras-dos.html


Que engrenagem social está por trás dos feminicídios de adolescentes?

Feminicídio juvenil - machismo, sociopatia, impunidade
No ano de 2010 foram registrados 153 feminicídios no Ceará, entres esses 16 foram de adolescentes de 13 a 17 anos. Do final de 2010 até maio de 2011, alguns casos envolvendo o assassinato de garotas chocaram o país. Alguns deles: 

·Novembro 2010, Salvador: Janaína Brito Conceição, de 16 anos, e Gabriela Alves Nunes, de 13, foram estupradas e mortas por três homens adultos.





· Março 2011, Cunha SP: as irmãs Josely Oliveira e Juliana Oliveira, de 16 e 17 anos foram assassinadas a tiros em Cunha por um homem adulto conhecido da família que tinha interesse por uma delas, suspeita-se do envolvimento de sua namorada no crime.

· Abril 2011, Cassilândia, MS: Adrieli Camacho Almeida, de 16 anos, foi morta a facadas porum adolescente, também de 16 anos, irmão de sua namorada, um feminicídio homofóbico.

· Maio 2011, Santana da Parnaíba: Elaine Gomes da Cruz e Raizza Tavares, ambas de 13 anos, assassinadas por dois adolescentes de 15 anos cada, colegas de colégio, um deles namorado de Elaine.

O que está indicando esses feminicídios juvenis? Possivelmente a configuração de novas engrenagens de subordinação das mulheres como reação aos avanços e às desconstruções das modalidades tradicionais da dominação masculina. Novas modalidades de relações de dominação e de violência masculina, estruturadas num contexto de generalização de uma sensibilidade contrária à violência de gênero contra as mulheres e de avanço do reconhecimento dos direitos das mulheres, o que parece ser uma contradição. Chama a atenção a persistência de associação de homens, sejam amigos, sejam contratados, para a realização dos crimes. Não podemos deixar despercebido o fato dessas jovens estarem sendo assassinadas em duplas, de amigas, de irmãs, ou outras que surjam.

A formação dessas novas modalidades de dominação e violência de gênero é impulsionada por umcontexto social minado por uma cultura de violência, de intolerância, de individualismo e também de impunidade. Somando a tudo isso uma nova configuração de infância e de adolescência marcada pela incorporação desses grupos no mundo adulto. Se a infância moderna foi construída como idílica, pura, ingênua, vivendo num mundo de fantasia, a infância pós - moderna está imersa no mundo do mercado, das mídias vivenciando as mesmas experiências que os adultos, mas sem amadurecimento biológico, emocional e afetivo para o discernimento e a escolha de valores e de experiências. 

A morte violenta, a interrupção da vida da mulher, nesse contexto paradoxal, emerge como a possibilidade mais fácil e complacente de eliminar conflitos e antagonismos entre homens e mulheres? O surpreendente é esse padrão de comportamento e sentimento masculino estar presente em adolescentes e jovens, grupo social que até então apresentava mais abertura para mudanças e para a constituição de valores e atitudes igualitárias. 

Observamos dois fenômenos. O aumento do número de meninas e adolescentes assassinadas em contextos engendrados, e o aumento de adolescentes feminicidas, assassinos de mulheres. Estão ocorrendo casos em que adolescentes são assassinadas em situações de envolvimento amoroso em meio a rupturas e conflitos com os parceiros, e também em situações de violência sexual, em que são vítimas de crime sexual. 

A ativação precoce demais dos estímulos sexuais de adolescentes e crianças estimula a experimentar as experiências sexuais mais precoces (como fatos naturais que os fazem sentir-se ‘como os grandes’ = adultos), quando psicologicamente não estão preparados para enfrentar e resolver os desentendimentos, as maluquices e desorganizações das relações humanas. Combinando-se essa precocidade com uma cultura de violência disseminada na sociedade e apresentada na mídia de modo espetacularizado em que assassinos de crimes de todo tipo parecem celebridades (caso Bruno – Elisa e tantos outros). Essa combinação desencadeia a ‘novidade’ no adolescente: ele reage à moda espetacularizada, dando uma de macho (porque foi isso que ele aprendeu!) e mata. O assassino das amigas Elaine e Raizza estava sorrindo diante do assédio da imprensa ao ser preso!

Em alguns casos ocorridos em 2010, o feminicídio de jovens tinha relação com vingança e queima de arquivo pelo fato das vítimas saberem demais sobre crimes e trafico de drogas, mas o crime traz violência sexual, como estupro, nudez, mutilação e até carbonização do corpo, indicando intensa crueldade e ódio. Isso mostra o envolvimento de gente sempre mais nova com o mundo das drogas e do crime, que antes se constituía como universo masculino e cada vez mais tem envolvido mulheres, inclusivas as mais jovens.

O enfrentamento à violência de gênero contra a mulher no Brasil tem um percurso de quase 36 anos, se tomarmos como referência inicial a mobilização de grupos de mulheres, quando do assassinato de Ângela Diniz, em 30/12/1976, para denunciar a violência de homens contra mulheres em envolvimentos amorosos. Desse tempo até os dias atuais passou-se das denúncias para a reivindicação de políticas de atendimento às mulheres em situação de violência, bem como de combate a essa violência contra a mulher, até chegarmos a uma lei que se centra na garantia de direitos da mulher a uma vida sem violência – a Lei Maria da Penha. 

As políticas públicas de combate à violência de gênero contra mulheres trançam um percurso da repressão/suspensão do crime, centrando-se no agressor –boletim de ocorrência, intimação, acordo ou penas de cestas básicas- para uma a criminalização dessa violência, aproximando-se de uma justiça reparativa que deve também oferecer às mulheres violentadas as condições para a garantia e restauração de seus direitos violados, além de punir o criminoso. 

Mas, as engrenagens que estruturam na cultura a subordinação feminina e a violência contra as mulheres parecem dispor raízes mais profundas do que imaginávamos. É na formação da subjetividade dos sujeitos sociais que se pode compreender a sujeição e a dominação como elementos de constituição desses sujeitos. A persistência e a continuação de homens dominadores e violentos devem ser buscadas não apenas na história individual de cada sujeito, mas, sobretudo, no estado, na sociedade, cujos discursos e práticas interpelam o masculino como dominação e controle e o feminino como sujeição e dependência. Que fatores, valores alimentam esse tipo de interpelação de ser homem macho e controlador e ser mulher subordinada e dependente? Começar ações de prevenção, com disciplinas escolares sobre direitos humanos e relações de gênero, desde o maternal até o nível superior pode ser uma ação positiva de política pública, para firmar valores de reconhecimento, diversidade, direitos humanos e cidadania, pode ser o nosso próximo passo. Não é fazer uma aula, uma palestra ou oficina, mas criar um conteúdo de aprendizado para uma nova forma de ser homem e de ser mulher com base numa vivência de cidadania plena.

Maria Dolores de Brito Mota
Socióloga, Profª da UFC

rios da amazônia

MOÇÃO EM FAVOR DOS RIOS DA AMAZÔNIA E DO DESENVOLVIMENTO COM JUSTIÇA SÓCIO AMBIENTAL

Santarém, 18 de Junho de 2011


Reunidas em Santarém na Conferência Regional de Políticas para as Mulheres nós mulheres feministas, quilombolas, pescadoras, indígenas, ribeirinhas, trabalhadoras do campo, da cidade e da floresta, integrantes de movimentos sociais, alertamos que nossa Amazônia corre riscos, porque se tudo sair como os governos querem, nos próximos 40 anos a Amazônia pode estar devastada pela construção de nada menos que 302 barragens. Por isso, decidimos firmar uma aliança das mulheres em defesa das águas e contra as barragens. As barragens não trazem somente prejuízo ao clima e ao meio ambiente. As barragens são parte do modelo de desenvolvimento da economia capitalista e estão a serviço do projeto da exploração das pessoas e da natureza para o enriquecimento de poucos.

Este modelo de desenvolvimento que devora os nossos rios para o lucro do mercado, transforma nossas águas, as matas, os animais em mercadoria e em nada contribui para transformar nossas vidas, ao contrário. O crescimento capitalista destrói nossos meios de vida, prejudica as condições de nosso trabalho e de autonomia econômica para as mulheres, ameaça a posse sobre nossos territórios.

Sabemos que todos os grandes projetos de infra-estrutura sempre trouxeram destruição e morte aos modos de vida dos seus povos originários e populações tradicionais em benefício de grandes grupos econômicos. A construção de hidrelétricas como a de Tucuruí, no Pará, Samuel em Rondônia, Estreito no Tocantins e Balbina no Amazonas são exemplos claros dos males que esse modelo de desenvolvimento produz.

As ameaças que vem sofrendo as populações dos rios Tapajós, Madeira, Teles Pires e Xingu também são motivos de nossas preocupações, ocasionadas pelos falsos discursos de progresso, desenvolvimento, geração de emprego e melhoria da qualidade de vida, vendidos pelos governos e consórcios das empresas em uma clara demonstração do uso da demagogia em detrimento da informação verdadeira.

O que temos visto na instalação desses grandes projetos são a expulsão de famílias ribeirinhas, quilombolas e indígenas de suas terras, desestruturando suas vidas, aumento da marginalidade, prostituição, tráfico e consumo de drogas, aumento de doenças sexualmente transmissíveis e assassinato de lideranças que denunciam os grileiros, madeireiros, sojeiros.
Temos clareza das consequências negativas para a maioria da população e muito lucro para uma minoria de beneficiados.

ASSIM DECLARAMOS E ALERTAMOS:
- A Terra, nossa casa comum, se encontra ameaçada por uma hecatombe climática sem precedentes na história. O derretimento dos glaciares dos Andes, as secas e inundações na Amazônia são apenas os primeiros sinais de uma catástrofe provocada pelos milhões de toneladas de gases tóxicos lançadas na atmosfera e os danos causados à Natureza pelo grande capital, através da mineração descontrolada, a exploração petrolífera na selva e o agronegócio.
- A Terra não nos pertence. Pertencemos a ela. A Natureza é mãe, não tem preço e não pode ser mercantilizada e não pode ser propriedade e privilégio de alguns.
- Terra e água são bens comuns e não podem ser comercializados.
- Todo latifúndio é um crime contra a humanidade e como tal deve ser combatido.
- Reafirmamos nosso repúdio à exploração privada dos recursos naturais. .
- O direito dos povos originais de manterem suas culturas, suas identidades e seus territórios são sagrados.
- Povos indígenas e quilombolas devem ter suas terras demarcadas e juntamente com as comunidades tradicionais ter reconhecidos seus direitos
- Que Somos contra os modelos energéticos que alteram a geografia, destroem o meio-ambiente, desalojam populações, afogam culturas, gerando miséria e sofrimento.
- Que Somos contra o agronegócio e modelos que exploram a terra com o intuito de lucro.
- Que Defendemos o direito inalienável de todos os seres humanos de viverem em paz, com saúde, educação, moradia, transporte e todas as garantias para desenvolverem plenamente suas potencialidades.
- Que Lutamos por uma sociedade sem exclusões, com liberdade, justiça e soberania popular. Combatemos no dia-a-dia todas as formas de exploração e discriminação baseadas em gênero, etnia, identidade sexual e classe social
- Reafirmamos nossa identidade amazônida através de nossas múltiplas faces, honrando a tradição e construindo o novo. Fazem parte desta identidade as línguas originais dos nossos povos e seus conhecimentos tradicionais.

Queremos Nossos Rios Vivos e Livres! RIOS PARA A VIDA E NÃO PARA A MORTE!

NÃO ÀS HIDRELÉTRICAS NO TAPAJÓS E XINGU!

As mulheres são como os rios, ficam mais fortes quando se Juntam!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Leminski



o que interessa, o que a gente quer, no fundo, 
é MUDAR A VIDA 
alterar as relações de propriedade 
a distribuição das riquezas  
os equilíbrios de poder entre classe 
e classe nação e nação 

este é o grande Poema: 
nossos poemas são índices dele 
meramente nossa poesia tem que estar 
a serviço de uma Utopia 
ou como v. disse de uma ESPERANÇA

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Refugiados

fonte: RETS
http://www.rets.org.br/?q=node/1116



Países em desenvolvimento abrigam 80% dos refugiados 

do mundo


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Gráfico de países que mais concedem refúgio
Relatório do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) divulgado este mês revela um grande desequilíbrio no apoio internacional às pessoas que foram forçadas a se deslocar. O documento mostra que 80% dos refugiados do mundo foram acolhidos por países em desenvolvimento, no momento em que cresce o sentimento anti-refugiado em muitos dos países industrializados.
O relatório Tendências Globais 2010 aponta que muitos dos países mais pobres do mundo abrigam grandes números de refugiados, seja em termos absolutos ou em relação ao tamanho de suas economias. Paquistão, Irã e Síria têm as maiores populações de refugiados, com 1,9 milhão, 1,07 milhão e 1,005 milhão, respectivamente.
O Paquistão sente o maior impacto econômico desta situação, com 710 refugiados para cada dólar do seu PIB per capita. Em seguida vem a República Democrática do Congo e o Quênia, com 475 e 247 refugiados por cada dólar/PIB per capita, respectivamente. Comparativamente, a Alemanha – país industrializado com maior número de refugiados (594 mil pessoas) – tem 17 refugiados para cada dólar/PIB per capita.
O quadro apresentado pelo relatório demonstra uma mudança generalizada no ambiente de proteção que existia há 60 anos, quando o ACNUR foi criado. Naquela época, a agência da ONU para refugiados atendia 2,1 milhões de casos na Europa, deslocados pela II Guerra Mundial. Atualmente, o trabalho do ACNUR se estende a mais de 120 países e engloba tanto pessoas obrigadas a ultrapassar as fronteiras de seu país quanto aquelas que se deslocam dentro de seu território – os chamados deslocados internos.
O relatório Tendências Globais 2010 mostra que atualmente existem 43,7 milhões de pessoas deslocadas no mundo inteiro – um número equivalente à população de países como Colômbia e Coréia do Sul, ou às populações da Escandinávia e do Sri Lanka combinadas.
Deste total, 15,4 milhões são refugiados (10,55 milhões sob mandato do ACNUR e 4,82 milhões registrados pela UNRWA – agência da ONU de assistência a refugiados palestinos), 27,5 milhões são deslocados internos por força de conflitos e outros 850 mil são solicitantes de refúgio – quase um quinto apenas na África do Sul. De forma preocupante, o relatório aponta que entre os solicitantes de refúgio estão 15,5 mil crianças desacompanhadas, a maioria vinda da Somália e do Afeganistão. O documento não contabiliza os deslocamentos ocorridos em 2011 na Líbia e na Costa do Marfim.
“No mundo hoje existem percepções incorretas e preocupantes sobre o movimento de refugiados e o paradigma da proteção internacional”, disse o Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados, António Guterres. “Temores de que fluxos de refugiados em países industrializados aconteçam são amplamente divulgados e equivocadamente confundidos com questões migratórias. Enquanto isso, a responsabilidade de lidar com a questão recai sob os países menos desenvolvidos”, afirmou Guterres.
Longos conflitos significam longos exílios
Refletindo a natureza prolongada de vários dos principais conflitos atuais, o relatório mostra que a experiência de ser refugiado está se tornando mais duradoura para milhões de pessoas em todo o mundo. O ACNUR define uma “situação de refúgio prolongada” como aquela em que um grande número de pessoas fica em exílio por cinco anos ou mais. Em 2010, dos refugiados sob mandato do ACNUR, 7,2 milhões de pessoas (quase 50%) estavam nessa situação – número que não era atingido desde 2001. Enquanto isso, apenas 197.600 pessoas conseguiram voltar para casa, o menor número desde 1990.
Alguns refugiados estão no exílio há mais de 30 anos. Os afegãos que deixaram o país após a invasão soviética de 1979 representavam um terço dos refugiados mundiais em 2001 – e também em 2010. Iraquianos, somalis, congoleses e sudanses também estão entre as 10 nacionalidades com maior número de refugiados, tanto no início quanto no fim da década.
“Um único refugiado sem esperança já é muito”, disse o Alto Comissário Guterres. “O mundo está fracassando com essas pessoas, fazendo com que esperem a estabilidade voltar aos seus países e colocando suas vidas num estado de espera indefinido. Os países em desenvolvimento não podem lidar com essa questão sozinhos, e o mundo industrializado precisa responder a este desequilíbrio. Temos que aumentar as cotas de reassentamento. E precisamos acelerar as negociações de paz nos conflitos mais duradouros, o que permitirá que os refugiados voltem para casa”, apontou Guterres.
Deslocados internos em movimento
Apesar do pequeno número de refugiados que se repatriaram voluntariamente no ano passado, o retorno dos chamados deslocados internos apresentou uma mudança significativa. Em 2010, mais de 2,9 milhões de deslocados internos voltaram para casa em países como Paquistão, República Democrática do Congo, Uganda e Quirguistão. O número global de deslocados internos (27.5 milhões de pessoas) continua alto, sendo o maior em uma década.
Outro grupo sob o mandato do ACNUR é o das pessoas apátridas – aquelas que não têm a proteção básica de uma nacionalidade. Mesmo sendo um grupo difícil de quantificar devido às diferenças de metodologia e definição, o número de países que declaram populações apátridas vem aumentando desde 2004. Em 2010, após uma mudança de metodologia, o número informado de apátridas no mundo era de 3,5 milhões – quase a metade do número de 2009. Dados não-oficiais apontam para o número global de 12 milhões. O ACNUR lançará, em agosto deste ano, uma campanha para trazer mais atenção à questão dos apátridas e ampliar o número de ações que possam ajudá-los.
Refúgio no Brasil
De acordo com as estatísticas do Comitê Nacional para Refugiados (CONARE), o Brasil abriga atualmente 4.401 refugiados de 77 nacionalidades diferentes. Deste total, 3.971 foram reconhecidos pelas vias tradicionais de elegibilidade e outros 430 foram reconhecidos pelo Programa de Reassentamento Solidário.
O continente africano é a principal origem destes refugiados, respondendo por 64,17% do total. Em seguida vem a região das Américas (22,9%), a Ásia (10,61%) e a Europa (2,21%). O Brasil ainda possui cinco apátridas reconhecidos como refugiados.
Por nacionalidade, o principal grupo é dos angolanos (38,37%), seguido pelos colombianos (14,27%), congoleses (10,31%), liberianos (5,87%) e iraquianos (4,61%). Os dados do CONARE foram atualizados em abril de 2011.

MT e as terras estrangeiras

fonte: acesse notícias
Publicado em 26/06/2011 às 18:01:31
Fonte: RD News.



http://www.acessenoticias.com.br/noticia/mt-tem-o-maior-percentual-de-terras-nas-maos-de-estrangeiros/

























Cerca de 20% do território de Mato Grossoestá nas mãos de estrangeiros. É o Estado brasileiro com maior percentual de terras sendo ocupadas por pessoas ou empresas de outros países. No total, 19,99% das propriedades rurais mato-grossenses são de estrangeiros não-residentes no Brasil.

O percentual corresponde a nada menos que 180,581 mil km² dos 903,357 mil km² da área total do território mato-grossense. Para se ter uma ideia, isto equivale a quase um estado do Paraná ou à Dinamarca, Croácia e Hungria juntas. Também representa 34% de toda a área do território brasileiro adquirida por estrangeiros, 535,203 mil km², que por sua vez equivale a 6,2% do Brasil, ou seja, quase uma França.

Depois de Mato Grosso, o Estado com maior percentual de terras nas mãos de estrangeiros é São Paulo, com 13,48%. Em seguida, aparecem Mato Grosso do Sul (11,70%), Bahia (9,41), Minas Gerais (7,73%), Paraná (7,59%) e Goiás (6,23%). Observe-se que são Estados com forte presença do agronegócio e não é coincidência que a maioria dos estrangeiros proprietários atue neste setor.

São empresas multinacionais do agronegócio. Um dado curioso é que a ocupação da Amazônia por estrangeiros é muito reduzida, ao contrário do que se imaginava. Provavelmente porque nesta região a força do agronegócio ainda é tímida. Uma exceção é Mato Grosso, que tem praticamente a metade de seu território na Amazônia Legal.

Tirando o Pará, que tem uma presença significativa (5,84%), os demais Estados da região possuem poucos estrangeiros ocupando terras: Amazonas (2,51%), Tocantins (2,59%), Rondônia (0,86%), Roraima (0,59%), Acre (0,34%), Amapá (0,16%) e Maranhão (1,61%) que, embora pertença geopoliticamente ao Nordeste, tem boa parte de seu território dentro da Amazônia Legal.

Mas não é só a agropecuária que estimula o interesse dos estrangeiros peloBrasil. Muitas terras ricas em minérios estão dominadas por eles. Estrategicamente, indivíduos e grandes corporações foram adquirindo essas áreas. Sem falar nas ocupações de terras ricas em biodiversidade.

De olho no aumento da aquisição de terras por estrangeiros no Brasil, deputados federais resolveram agir e criaram, dentro da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, uma subcomissão especialmente para fiscalizar a aquisição e destinação de propriedades rurais por estrangeiros. Os trabalhos são presididos pelo deputado mato-grossense Homero Pereira (PR).

Ele acredita que é necessário analisar e propor medidas sobre o processo de aquisição dessas áreas rurais e fiscalizar suas utilizações. Para tanto, o parlamentar levanta até a possibilidade de rever a legislação vigente. “Impera uma situação de descontrole fundiário no Brasil, portanto, o Congresso Nacional precisa se posicionar sobre a matéria”, disse.

O debate sobre uma lei específica para tratar do tema já teve início na Câmara e deve ser intensificado dados a ser apresentados a partir de investigações da subcomissão. O tema é considerado controverso por tratar da aquisição de áreas em solo brasileiro por estrangeiros. Mas há quem entenda como proibição.

domingo, 26 de junho de 2011

Thiago de Mello



Estatuto do Homem - Artigo III


Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.


~ Thiago de Melo

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Augusto dos Anjos




A esperança não murcha, ela não cansa, também como ela não sucumbe a crença. Vão-se sonhos nas asas da descrença, voltam sonhos nas asas da esperança.

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ARAGUAIA

fonte: 24h news
http://www.24horasnews.com.br/index.php?tipo=ler&mat=373800


Homem morre em disputa por terra no Araguaia; garoto está desaparecido
Leandro Trindade
de Confresa



Está longe do fim os conflitos de terras no norte Araguaia, em Mato Grosso. O domingo terminou com um morto e outro desaparecido na fazenda Portal da Amazônia, em Confresa. Segundo o boletim de ocorrência 233/11 o jovem de inicias D.P.M, 16 anos, está desaparecido e o corpo de um homem, ainda não identificado, foi encontrado próximo ao sitio de seu pai.

Ao ser acionada a guarnição da Polícia Militar se deslocou ao local e constatou que uma das casas havia recebido diversos disparos com arma de fogo, teve uma das portas arrombadas e objetos revirados. Foram encontrados mais de 15 capsulas de munições deflagradas no quintal e marcas de tiros também nas janelas.

O jovem que estava na casa não foi encontrado pelos polícias e familiares.
A área em que aconteceu o crime esta em litígio judicial, pois foi invadida por posseiros e o proprietário, cujo nome não foi revelado, busca a reintegração de posse.

No dia 13, João Nunes da Costa, conhecido como “Joaninha”, 32 anos, também  pode ter sido mais uma vítima da disputa por terras em Mato Grosso. Ele  foi morto na Rua Generosa, no Jardim Paraguai, em Barra do Bugres, médio Norte do Estado. Segundo informações de Elisangela de Oliveira Silva, esposa da vitima, o assassino foi até a sua casa, conversou com seu marido, discutiram sobre terras e em seguida houve o crime.