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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Por assessoria de comunicação do CPP Nacional


Por assessoria de comunicação do CPP Nacional

Hoje, às 14h, os moradores e as moradoras da comunidade de Zacarias, em Maricá/RJ,  farão uma manifestação pública em repúdio à conivência do poder público com o mega projeto que ameaça o território pesqueiro.


A comunidade pesqueira de Zacarias, localizada no município de Maricá/RJ, vem travando uma luta histórica contra o mega empreendimento imobiliário e turístico São Bento da Lagoa, de empresários luso-espanhóis. O projeto, que ameaça o modo de vida dos pescadores e das pescadoras e a própria biodiversidade local, já teve seu estudo de impacto ambiental aprovado pelo Instituto Estadual de Ambiente (INEA). No entanto, esse estudo é questionado pela própria comunidade e pela sociedade civil.

Localizados em uma Área de Proteção Ambiental (APA), os pescadores e as pescadoras, que há mais de 200 anos vivem na região de Zacarias, denunciam que a chegada do mega projeto representa uma ameaça ao acesso livre que eles possuem até a estrada e o mar onde praticam a pescaria. Além disso, temem pela  poluição das águas vindas da estação de esgoto previsto no projeto e pelas possíveis remoções de famílias da região, assim como acontece em diversos outros projetos pelo Brasil.

O empreendimento prevê a construção de mais de 50 prédios e milhares de casa,  onde residirão e passarão mais de 40 mil pessoas e irão circular mais de 15 mil carros. Somente em Zacarias, pretende-se construir mais de 20 prédios, centenas de casas, um shopping e um campo de golfe. Todas essas edificações ameaçam a destruição das próprias alternativas de lazer dos moradores históricos locais, assim como suas moradias. Teme-se ainda pela preservação ambiental; a APA de Maricá é a restinga mais estudada no Brasil, com mais de 19 espécies de plantas e animais endêmicos. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal Fluminense (UFF) emitiram moções em favor da preservação e conservação do território da APA de Maricá e do patrimônio cultural dos pescadores e das pescadoras de Zacarias.

 Em decorrência da omissão do poder público, os moradores e as moradoras da região mobilizaram uma manifestação pública para hoje, às 14h, na qual entregarão um ofício pedindo a anulação do processo e colocarão o repúdio em relação ao parecer favorável do INEA ao projeto. A comunidade conta com o apoio da sociedade civil formada pela ACCLAPEZ, pelo Movimento Pró restinga e pela APALMA.

Território deveria ser assegurado aos pescadores por lei

Segundo a Lei Estadual nº 3192 de março de 1999, as comunidades pesqueiras artesanais possuem direitos aos títulos das terras que ocupam. A Constituição Estadual, no artigo 257, diz também que “Incube ao Estado criar mecanismos de proteção e preservação das áreas ocupadas por comunidades de pescadores”. Os Direitos Territoriais das Comunidades Tradicionais estão no Decreto Federal  nº 6.040, de 7 de fevereiro de 2007.O Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro (ITERJ) está providenciando os títulos de terras das famílias dos pescadores de Zacarias, no entanto, esse processo foi aberto há anos e ainda não foi resolvido.

Conheça o histórico do conflito e a biodiversidade da região, clique aqui

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Campanha Nacional pela Regularização do Território das Comunidades Tradicionais Pesqueiras
Comissão de Comunicação
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sábado, 9 de novembro de 2013

DIÁLOGOS DE SABERES

formad
http://www.formad.org.br/?p=2595

DIÁLOGOS DE SABERES



OS IMPACTOS DAS REPRESAS E DA FRAGMENTAÇÃO DOS RIOS NA PESCA ARTESANAL E MODOS DE VIDA LOCAIS NO PANTANAL.
Foto de divulgação
A conservação do Pantanal é compromisso e responsabilidade de todos.
A Bacia Hidrográfica do Rio da Prata abriga a maior área úmida de águas doces do planeta: o Pantanal, reconhecido internacionalmente por sua grande diversidade biológica e variadas paisagens representativas de diversos biomas, como o Chaco,Cerrado, Amazônia, Mata Atlântica e Bosque Chiquitano,entre outros.O Pantanal estende-se por territórios no Brasil, Bolívia e Paraguai.É um dos principais berçários da fauna e flora do planeta.
Região de cultura rica, com comunidades tradicionais, indígenas, áreas urbanas e rurais que se mesclam e interagem, superando as fronteiras dos países e gerando a identidade Pantaneira.
A pesca artesanal desenvolve um papel crucial para os modos de vida locais,fazendo parte da tradição transmitida entre gerações e sendo uma importante fonte de segurança alimentar, geração de trabalho, renda e equidade social.
As águas do Pantanal nascem na região do Planalto da Bacia do Alto Paraguai (BAP). Assim, é impossível pensar na proteção do Pantanal sem considerar o Planalto.
A fragmentação dos rios e as alterações nos processos ecológicos do Pantanal podem repercutir em grande parte da Bacia do Prata, afetando mais de 20 milhões de pessoas que dependem das áreas úmidas desses sistemas para viver.

As decisões sobre os processos de transformação territorial do BAP devem ser realizadas de forma transparente e dialogada a partir de uma abordagem transfronteriça, com amplo envolvimento de representantes da sociedade civil, governos e setores interessados.
O Evento promoverá um espaço rico para a colaboração, intercâmbio de informações e aprendizagem.
Estarão reunidos: pesquisadores de diversas áreas do conhecimento, lideranças e representantes da pesca, pescadores artesanais, autoridades públicas, além de entidades não governamentais do Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Holanda.
Programação:
Data: Nos dias 12 e 13 de novembro, seminário diálogo dos saberes. Abertura dia 12, às 9:00 h no Auditório Edivaldo Reis, na Cidade Universitária em Cáceres/UNEMAT. Outros períodos: Hotel Vilage
Dia 14 de novembro: DIA DO RIO PARAGUAI e FEIRA PANTANEIRA. Início: 7h, no Cais da Praça Barão do rio Branco.
14 e 15 de novembro: Assembleia da Rede Pantanal.
Para mais informações clique aqui.