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sábado, 4 de abril de 2015

10 fotografias que retratam a História do Brasil de uma maneira que você não está habituado

garantia de direitos
http://garantiadedireitos.blogspot.com.br/2014/06/10-fotografias-que-retratam-historia-do_9.html?spref=fb&m=1


10 fotografias que retratam a História do Brasil de uma maneira que você não está habituado


Policial Militar do Rio de Janeiro pisa a cabeça de um suspeito algemado em uma cena que resume muitas críticas feitas à polícia militar brasileira e seus métodos de atuação. Essa foto recebeu prêmios internacionais de jornalismo e foi capa do Jornal do Brasil em 1997. 


Cabeças decapitadas do temido bando de cangaceiros de Lampião, elas foram expostas ao público após uma emboscada que matou 11 dos 34 membro do grupo, incluindo Lampião e Maria Bonita. Eles foram alvejados a tiros de metralhadora em uma madrugada chuvosa em um esconderijo no sertão de Sergipe, foto de 1938.

Quando você pensa em História do Brasil, o que vem a sua cabeça? É comum ter como resposta qualquer coisa como "um país pacífico e cordial de histórias cheias de politicagens pouco interessantes". Um olhar mais atento sobre alguns acontecimentos e dados pode revelar, para o bem ou para o mal, exatamente o contrário: somos um país extremamente violento e com episódios históricos assombrantes. 


O palco da desigualdade também revela números apavorantes: um terço de todos homicídios do continente americano acontecem aqui, somos responsáveis por 10% de todos os assassinatos do mundo. Décadas após o fim do regime militar, tornamo-nos o primeiro país no ranking de medo de tortura policial. 

Neste sentido, é mais cabível pensar no Brasil como um país anestesiado, dopado por um discurso midiático de um povo muito cordial e passivo. As fotografias abaixo demonstram uma face pouco conhecida da nossa história. 

Escrava brasileira serve de "cavalinho" para criança branca. Esta fotografia, datada do final do século 19, tem uma carga simbólica imensa e pode ser relacionada com inúmeros eventos violentos ocorridos no Brasil durante os séculos posteriores.

Ruínas de uma igreja no Arraial de Canudos após a Guerra de Canudos, um conflito sangrento em que tropas da República entraram em confronto direto com um grupo de sertanejos que, liderados pelo peregrino Antônio Conselheiro, fundaram uma comunidade auto-suficiente, contrariando os interesses latifundiários e a política tributária do país. Não houve rendição, Canudos resistiu até o último homem, no que resultou na morte de cerca de 20 mil sertanejos, foto de 1897.

Bonde virado por populares durante a Revolta da Vacina, um conflito urbano violento que estourou  no Rio de Janeiro com a campanha de vacinação obrigatória contra a varíola. Nos primeiros anos da República, a população conviveu com um Estado cada vez mais forte e intrusivo, durante a vacinação obrigatória, era comum agentes invadirem as casas e fazerem uso da violência para aplicar a vacina, foto de 1904.

Soldados brasileiros fazem patrulha de reconhecimento após a Batalha de Montese, na Itália, a mais sangrenta participação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial, entre mortos e mutilados, calcula-se mais de mil vítimas deste confronto entre brasileiros e nazistas, foto de 1944.

Homem é torturado em público, preso ao temido pau-de-arara, durante uma demonstração de métodos de tortura institucional da Guarda Rural Indígena, em uma parada militar em Minas Gerais, foto de 1970.

As duas imagens acima, assim como a do homem torturado em um pau-de-arara, demonstram a face sombria do Regime Militar instituído a partir de 1964. Na imagem à esquerda, uma índia da tribo cinta-larga brutalmente assassinada a mando de latifundiários, ela foi cortada ao meio. Na imagem à esquerda, o corpo do jornalista Vladimir Herzorg em uma cena de suicídio forjado, ele foi uma das muitas vítimas fatais da tortura durante os anos da ditadura. Entre subversivos e "obstáculos", muitos brasileiros pagaram com a própria vida o preço de não fazer parte dos interesses dos militares.


Contagem de detentos após o Massacre do Carandiru, uma ação policial que resultou na morte de 111 presos durante uma rebelião no que era considerado a pior penitenciária da América Latina, foto de 1992.

Fonte: http://www.historiailustrada.com.br/2014/06/historia-do-brasil-como-vc-nunca-viu.html#.U5ZHtij-XK3

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Foto de casal gay na Rússia considerada a melhor do ano

oi
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed838_foto_de_casal_gay_na_russia_considerada_a_melhor_do_ano


Foto de casal gay na Rússia considerada a melhor do ano

17/02/2015 na edição 838
Tradução e edição: Leticia Nunes. Informações de Gemma Padley [“Jury unveils winners across eight categories in 58th World Press Photo“, British Journal of Photography, 12/2/2015]
 
O júri do World Press Photo anunciou, em 12/2, os vencedores da 58ª edição do prestigiado concurso de fotojornalismo. Com sede na Holanda, o World Press Photo premia fotógrafos do mundo inteiro em oito categorias. Para a edição de 2015, o júri recebeu 98 mil inscrições e premiou 42 profissionais.
O prêmio de melhor foto do ano ficou para o dinamarquês Mads Nissen, que registrou um momento íntimo de um casal gay, Jon e Alex, em São Petersburgo, na Rússia. Além da beleza da fotografia, contou também seu contexto: ela se destaca em um momento em que aumentam a discriminação e os ataques a homossexuais no país. A foto, que também venceu a categoria de Questões Contemporâneas, faz parte de um projeto intitulado “Homofobia na Rússia”.
“É um momento histórico para esta imagem”, declarou a presidente do júri, Michele McNally. “A imagem vencedora precisa ser harmoniosa, ter impacto, e ter potencial para se tornar icônica. Esta foto é esteticamentepoderosa, e é humana”.
O fotógrafo americano Pete Muller levou o prêmio de Notícias Gerais por uma imagem sobre o vírus Ebola em Serra Leoa. A foto, publicada pela revista National Geographic e pelo jornal The Washington Post, mostra um homem doente sendo carregado de volta à área de isolamento depois de escapar durante um surto delirante. Nos estágios mais avançados do Ebola, é comum que os pacientes percam a consciência. O homem morreu logo após o registro.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

foto: budista Bodu Bala Sena

ihu
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/535743-foto-do-dia


Foto do dia

Monges da organização budista Bodu Bala Sena num encontro com o seu líder Ashin Wirathu en Colombo, Sri Lanka
Foto: Dinuka Liyanawatte (Reuters)

quarta-feira, 30 de julho de 2014

LEITURAS DA ‘FOLHA’ Imagens

oi
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed809_imagens


LEITURAS DA ‘FOLHA’

Imagens

Por Mauro Malin em 29/07/2014 na edição 809
 
Assunto batido, o da construção e desconstrução de imagens. Entretanto, cada vez mais atual. Aliás, mais do que atual, permanente. Não se passa um minuto sem que a imagem de alguém ou de alguma coisa entre na berlinda.
No dia 28 de julho, a Folha de S.Paulo, jornal que consegue se superar diariamente em sua marcha para a irrelevância, devido à pobreza de sua reflexão coletiva e de seus padrões jornalísticos, pratica mais uma promoção de imagem. É da bela moça que aparece abaixo.
Na entrevista que concedeu, a própria Camila diz que é uma líder “fabricada” [pela polícia e, agora, digo eu, por uma de suas sucursais jornalísticas]. Nas palavras de Camila:
“Existe uma necessidade de se fabricar líderes para as manifestações. E quem se encaixa muito bem no papel da mentora intelectual? A professora universitária. Cai como uma luva, entendeu?” [sic; essa citação literal cai como uma luva para engrossar o caldo da tese aqui indicada da fragilidade dos padrões jornalísticos].
Camila parece desconsiderar que ela mesma participou do circo midiático quando fez, ao sair da cadeia, dias antes, o gesto que o fotógrafo do O Dia flagrou (a foto está na mesma matéria da Folha, intitulada “Da Sorbonne para a rua. Citada pela polícia do Rio como articuladora de ações violentas e protestos de rua, a professora Camila Jourdan classifica o inquérito como obra de ficção”).
Ela nunca poderia adivinhar, mas sua imagem apareceu na Folha colada a uma imagem em acelerado processo de desconstrução, a da apresentadora de televisão Fátima Bernardes, estrela de um anúncio de linguiças.
Essa desconstrução é promovida pela publicidade e conta com plena aprovação da protagonista, evidentemente. Fátima talvez tenha percebido antes de outros que, como disse Marcelo Rezende em entrevista à mesma Folha (27/8), “noticiários com dois âncoras na bancada estão morrendo. Ninguém aguenta mais aquele formato engessado”.
O que a Folha deveria ter procurado saber, no caso da professora Camila, é se alguém já teve acesso ao inquérito. Porque até o momento tudo que se conhece dele são excertos manipulados pela cúpula da segurança pública do Rio de Janeiro, instância não confiável, nesse caso (e em outros também). E manipulados eventualmente pelos indiciados no inquérito e seus advogados.
Israel e judeus
Outras imagens presentes na edição da Folha de segunda-feira, 28 de julho, são as de Israel e dos judeus, sob o inacreditável título “Israel é aberração; os judeus, não”. O texto completamente enviesado de Ricardo Melo – que, como de hábito, esconde cuidadosamente tudo que não lhe interessa mencionar (no caso, “apenas” o extermínio dos judeus da Europa durante a Segunda Guerra Mundial) – ganhou um título que trabalha com uma categoria, “aberração”, ausente do texto.
Título feito com incompetência – e com inconsciente antissemitismo –, infeliz, mas ao mesmo tempo elucidativo. Se alguém quiser sintetizar o que está no artigo, pode sem risco dizer que o resumo do resumo, ou seja, o título, parte da premissa de que os judeus poderiam ser considerados uma “aberração”.
Que Israel perdeu a batalha da imagem, devido em primeiro lugar à política de seus governantes, mas não apenas (existe uma tendência a estigmatizar o mais forte, mesmo quando o mais fraco está longe de ser apenas vítima), é assunto velho. Mas quem quiser meditar um pouco mais sobre o tema poderá ver com grande proveito o excelente filme O que resta do tempo, do palestino Elia Suleiman, exibido no Brasil em 2010. Suleiman produziu imagens do cotidiano palestino que contrastam com a rotina de puro horror oferecida à opinião pública mundial. O horror existe, mas qualquer representação da realidade que se limite a ele é um desatino e não ajuda a entender os fatos – tanto quanto seja possível fazê-lo.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Fotos do dia ... e crianças são mortas

ihu
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/533331-fotos-do-dia-17-07-2014


Fotos do dia ... e crianças são mortas

"O exército israelense golpeou o porto de Gaza. As crianças estavam escapando. O exército israelense as matou". No Twitter, as imagens do bombardeio que custou a vida de quatro crianças palestinas, reproduzidas pela agência local Media 24. O tweet foi retuitado por Rosa Schiano, ativista e repórter fotográfica que vive entre Gaza e Napolis.
Fonte: La Repubblica

Anthony Bourdain  ✔ @Bourdain
Maybe it’s the fact that I walked on that beach—and have a small child that makes this photo so devastating. #Gaza 4:35 PM - 16 Juil 2014
Jonathan Miller @millerC4
4 children killed by Israeli shell on #Gaza beach lie in the Abu Hassira Mosque. Imam distressed. Much anger #c4news - 12:33 PM - 16 Juil 2014
Jonathan Miller @millerC4
Funeral cortège for 4 children killed by Israeli shell leaves mosque for burial just 2hrs after their deaths #c4news
12:37 PM - 16 Juil 2014

Veja também:

terça-feira, 15 de julho de 2014

Palestina, dignidade rebelde

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http://outraspalavras.net/capa/palestina-dignidade-rebelde/



Palestina, dignidade rebelde


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“A Cicatriz”
Fotógrafa-ativista francesa cobriu vinte anos de conflito sem imagens pirotécnicas de fumaça e explosões. Ela retrata vida e quotidiano dos que resistem sob ocupação
Imagens: Joss Dray | Texto: Françoise Feugas | Tradução: Antonio Martins e Inês Castilho
Gaza está outra vez sob bombardeio. Mas a imagem que recebemos novamente hoje – de uma população civil sitiada, aterrorizada, à mercê das violentas ofensivas militares israelenses – não é a que encontramos nos arquivos de Joss Dray, fotógrafa e militante da causa palestina desde os anos 1980. Suas fotos afirmam, ao contrário, a humanidade de um povo em resistência, “legítimo em sua terra”.
Inúmeras imagens circulam agora na internet, reproduzindo à exaustão as nuvens de fumaça que se elevam por trás das casas da cidade. Gaza de longe – como em janeiro de 2009, quando os israelenses e fotógrafos do mundo inteiro iam à fronteira, observar o espetáculo que produziam, ao cair, os mísseis da operação “Chumbo Endurecido”.
Seria inútil procurar este tipo de imagem entre as fotos de Joss Dray sobre a Palestina. Desde o início da primeira Intifada (dezembro de 1987), a militante que ela sempre foi quis enxergar e apresentar o povo palestino “de seu interior”. “Não sou fotógrafa de guerra”, diz ela como preâmbulo. “Tenho necessidade de encontrar as pessoas, sua humanidade, seu jeito de viver, sua cultura”.
Como Joss chegou à Palestina? Ela militava contra a guerra no Vietnã e, em posição terceiro-mundista, contra o imperialismo e a colonização. “Era natural que viesse à Palestina, era lógico”. A fotografia foi, antes de tudo, uma forma de testemunhar as lutas dos anos 1970 em que ela se envolveu.
Um dia, em 1983, Joss telefona ao jornal palestino Al Yom Assabe’, que acabara de ser criado em Paris. Engaja-se imediatamente como fotógrafa e editora de imagens. É a época da guerra do Líbano, mas ela não é enviada em reportagem. “Não faltam fotos de agência. Não vamos te enviar para lá. Vire-se”, dizem-lhe no jornal quando, em 1987, no momento da comemoração dos quarenta anos do Estado de Israel e do aniversário da Declaração de Balfour, ela decide que é tempo de ir à Palestina.
"Rota entre Ramallah e Naplus, 2001"
“Rota entre Ramallah e Naplus, 2001″

Um povo em sua terra
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Ela parte só, levando na mente a imagem gloriosa dos fedayin. Mas não é o que encontra por lá. Chega a um país que não parece estar em guerra, onde se circula com relativa facilidade. “Chegava-se ao aeroporto de Telaviv e se entrava em Jerusalém sem problemas. O espaço entre Israel e a Cisjordânia estava completamente aberto”.
Perturbada pela distância entre a imagem idealizada dos combatentes, que ela guardava, e a realidade, Joss descobre “um povo completamente legítimo em sua terra, que vive numa espécie de quietude, de doçura, apesar da ocupação”. “Eram meados de junho. Volto em outubro e percebo uma tensão crescente. Não compreendo bem o que se passa, ainda. Ao regressar a Paris, percebo: é a primeira Intifada”.
Ser fotógrafa é encontrar-se “no interior” com as pessoas, numa relação muito estreita, para enxergar o que elas veem e olhá-las verdadeiramente. “Durante a primeira Intifada, havia às vezes duzentos fotógrafos. Mas estavam todos por trás do exército israelense. Eu era uma das raras do outro lado. Não havia viajado para ‘testemunhar’ a situação, mas para narrar a resistência do povo palestino.”
Joss Dray fotografa o ambiente quase eufórico dos primeiros tempos da Intifada, o levante de toda a Palestina no campo, nas cidades e vilarejos. Fotos de mulheres que partem com alegria para a manifestação de sexta-feira. “Então, o exército israelense passa a atirar sobre todos, ao azar, e todo o mundo começa a recolher pedras. Você vê a passagem desta fase alegre ao sofrimento. Cada morto é filho de todo mundo. Por exemplo, fotografo um homem assassinado, vindo de um vilarejo para manifestar-se em Ramallah. Descobre-se de imediato quem é ele, viaja-se ao local, organizam-se as homenagens, volta-se quarenta dias depois. São um só: toda a cidade de Ramallah, todos os vilarejos”. Suas primeiras fotos boas são feitas lá. Ela considera que só então torna-se fotógrafa.
"Campo de Jenin, 2003"
“Campo de Jenin, 2003″
Resistir é Existir
A resistência está em todos os lugares, especialmente na sombra, no coração das famílias que ela retrata. “Os meninos vinham beijar sua mãe, à noite, e partiam novamente para se esconder nas montanhas de madrugada. Eu fotografo a mãe que sofre, que teme por seu filho, e também fotografo suas irmãs. Esse povo palestino em toda a sua dimensão cultural, humana. Sua beleza”, acrescenta.
Era, naquele tempo, “um povo sobrefotografado”. “A dança das pedras”1, muito fotogênica, estava em todos os jornais. Mas não dava a verdadeira dimensão do que representou esse levante. Fotografavam-se “oskeffiehs e algumas bandeiras, mas não se contava o significado de agitar uma bandeira: um crime, pelo qual arriscava-se à prisão. Por isso, eles ficavam escondidos nas casas; não saiam senão para as manifestações. Tenho uma série muito divertida, na qual as mulheres, em grupo, tiram de trás de si uma bandeira e a desdobram para mim… Havia até mesmo bandeiras que as crianças faziam com papelão, enfiadas num pedaço de pau e desenhadas com lápis coloridos.”
Joss Dray parou entre 1991 e 1993. “A Intifada se desgastava, minhas fotos também. Houve um vácuo.” Ela voltaria após os Acordos de Oslo, em 1994, para ver a chegada de policiais palestinos que vinham de Shatila, do Líbano, da Tunísia, e eram acolhidos pela população.
Gaza se transformava. Construíram-se grandes hotéis, as calçadas foram repintadas… “Achei aquilo um pouco triste, mas pensei que era preciso, de qualquer maneira, mostrar.” Pouco a pouco, a separação foi se instalando: grades, fronteiras, as passagens tornaram-se cada vez mais estreitas, violentas e marcadas. “Ninguém mais fotografava realmente, fiquei um pouco solitária.”
A segunda Intifada
Nos campos de refugiados no Líbano, Joss fotograva o empobrecimento terrível, a reclusão e o abandono. Depois, vem a segunda Intifada, que começa em setembro de 2002. Ela terá de se resignar a tornar-se fotógrafa de guerra? A solução escolhida é continuar a testemunhar a experiência de vida dos palestinos, “em sua dignidade e com o sentimento de estar em coerência consigo mesma. Tudo o que até então estivera bem, apesar especialmente dos Acordos de Oslo – que serviram acima de tudo para desumanizar a visão sobre o outro. Inclusive o olhar dos palestinos sobre os israelenses.”
Joss Dray, fotógrafa
Joss Dray, fotógrafa
A separação entre palestinos e israelenses torna-se total. Como agir? Ela escolhe trabalhar com as missões civis para a proteção do povo palestino, conduzindo pessoas, procurando enxergar a Palestina com os olhos delas. “Evidentemente, era uma Intifada armada. Porém, continuei a fotografar os que resistiam de outros modos, em ações militantes. Em Jenin, por exemplo, revi as fotos que havia feito durante a primeira Intifada. Tentei mostrar a força de resistência incalculável de um povo que luta contra o esquecimento, além da destruição da sociedade, das pessoas, que mantinham a mesma vontade de expressar sua dignidade e energia.”
– E hoje, como ela enxerga o prosseguimento de seu trabalho? Se retornasse a Gaza ou aos campos, o que Joss faria?
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“Mezraa Sharquie 1988. O orgulho”
Gaza, a maior ferida
“Meu filho diz: ‘cresci com duas imagens da Palestina: a cicatriz e o orgulho’. A cicatriz é a foto de uma jovem mulher com um olho ferido, exposta no Instituto do Mundo Árabe, em Paris. O orgulho é a foto – muito publicada – de uma manifestação de crianças, uma delas vestida de paletó”. Com este filho, produtor de cinema, ela tem hoje o projeto de fazer um webdocumentário para apresentar uma geografia da Palestina bem mais vasta (porque mental) que o território confinado em que os palestinos estão hoje aprisionados. “Gostaria, é claro, de utilizar meus arquivos, mas também de filmar, para que nos digam o que é, hoje, fazer parte do povo palestino”. A primeira viagem que ela fará, assim que possa, será para encontrar os refugiados palestinos da Síria no Líbano.
“Dizia-se, de Gaza, que lá as pessoas sempre se levantavam, em primeiro lugar e sobretudo, por serem as que mais sofrem. É la que continuam a sofrer, e o trabalho a partir de meus arquivos remete novamente à sua história – a dos refugiados e a das feridas de hoje”.
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1 Jean-Claude Coutausse, La danse des pierres, edições Denoël, 1990.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

ihu - Foto do dia

ihu
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/533107-foto-do-dia-10-07-2014


Foto do dia

Uma mulher e um menino palestinos da família Kawara durante o funeral do chefe da família, que teria tido relações com o braço armado do Hamas, assassinado na noite de segunda-feira, juntamente com os seus filhos, por um ataque do exército israelense à sua casa, no campo de refugiados de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza.
Foto: Mohamed Saber - Epa

sábado, 21 de junho de 2014

yanomami in picutres

survival international

http://www.telegraph.co.uk/news/picturegalleries/10875623/In-pictures-The-spirit-world-of-the-Yanomami.html?frame=2931130


In pictures: The spirit world of the Yanomami

The wisdom of the Yanomami xapiripë is ancient.
We have kept the words of our ancestors inside us for a long time, and we continue to pass them to our children, says Davi.
So the words of the spirits will never disappear.
And their story has no end.
Find out how to support Survival International's work for the rights of the Yanomami: http://survivalinternational.org/tribes/yanomami