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sábado, 13 de junho de 2015

Por que os mosquitos estão ganhando a luta contra a malária

http://amazonia.org.br/2015/06/por-que-os-mosquitos-estao-ganhando-a-luta-contra-a-malaria/?utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Not%EDcias+da+Amaz%F4nia+-+10+de+junho+de+2015


Por que os mosquitos estão ganhando a luta contra a malária

Além de estarem mais resistentes, mosquitos são 'manipulados' pelo parasita causador da malária
A malária mata centenas de milhares de pessoas a cada ano e é provocada por micro-organismos parasitas, que os mosquitos transmitem involuntariamente de um ser humano para outro quando buscam sua refeição.
Alimentar-se de sangue é vital para as fêmeas da maioria das espécies de mosquitos porque elas precisam das proteínas presentes no fluido para produzirem ovos.
Esses insetos se satisfazem tanto com o sangue humano como o de outros animais. Mas são as espécies antropofílicas – que preferem picar homens, mulheres e crianças – as mais eficientes transmissoras da malária.
Isso ocorre porque essas fêmeas estão adaptadas para perfurar a pele do hospedeiro e sugar seu sangue através de uma longa tromba – ajudada por uma injeção de sua saliva que impede a coagulação. Elas também contam com um abdômen que pode inchar para receber grandes quantidades de sangue, permitindo ao inseto triplicar seu peso corporal.
Altamente evoluídos
Anatomicamente, já se provou que os mosquitos de hoje são muito semelhantes àqueles que viveram há 50 milhões de anos. Mas eles evoluíram bastante geneticamente, graças a sua capacidade de se reproduzir rapidamente e de gerar milhares de filhotes.
Isso agora está ameaçando os avanços na prevenção à malária em todo o mundo, porque alguns mosquitos estão desenvolvendo uma resistência a pesticidas – uma das principais medidas adotadas para proteger o homem das picadas.
O zoólogo James Logan, da Escola de Medicina Tropical e Higiene da Universidade de Londres, é um dos cientistas que buscam soluções para combater a doença.
“Temos observado essa resistência se espalhar pela África Subsaariana, e isso é um problema grave”, diz ele.
“O que matava os mosquitos antes já não funciona, e estamos em grande apuro porque não temos nenhum inseticida novo pronto para ser usado ou que possa estar pronto dentro dos próximos cinco anos”, afirma o especialista.
Por que eu?
Mas Logan tem tido algum sucesso em seus estudos sobre os mosquitos, como ao explicar por que algumas pessoas são picadas mais do que outras.
Isso sempre foi atribuído aos odores corporais. O cientista, no entanto, descobriu que algumas pessoas produzem seus próprios repelentes químicos, o que as torna pouco atraentes para os mosquitos.
Além disso, ao estudar duplas de gêmeos idênticos e não idênticos, o zoólogo identificou que essa defesa natural é genética e pode ser herdada dos pais.
Segundo Logan, se os genes que produzem esses repelentes puderem ser identificados, poderíamos elaborar novas drogas para proteger o homem contra as picadas de insetos e até maneiras sob medida para controlar os mosquitos.
A força dos parasitas
Mas o mosquito é apenas uma parte do problema, já que os protozoários parasitas que provocam a malária também se modificaram e se tornaram resistentes a alguns medicamentos usados na prevenção e no tratamento da doença.
“O parasita da malária é conhecido por mudar sua forma o tempo todo e ser altamente evoluído para fazer isso, o que faz dele um problema enorme”, explica Logan.
Esses micro-organismos também conseguem manipular o comportamento dos insetos hospedeiros – e o estudo de Logan mostrou que os mosquitos contaminados pelos parasitas da malária se atraem muito mais pelo odor humano do que os que não são infectados.
Segundo Logan, esses mosquitos se tornam “super-sensíveis” porque os parasitas modificam seu olfato. Ou seja, os seres humanos têm mais chances de serem picados por insetos contaminados, pois isso favorece os protozoários, ao aumentar suas chances de transmissão.
O zoólogo afirma que seriam necessárias mais pesquisas sobre como o parasita provoca essas modificações no hospedeiro, o que ajudaria a identificar novas substâncias atraentes para o mosquito que o fizessem cair em armadilhas.
Mas, segundo ele, os mosquitos e os protozoários da malária ainda estão em vantagem evolucionária.
“É um pouco como uma corrida armamentista. Atualmente, o mosquito e o parasita estão um passo à frente de nós e estão sempre evoluindo, o que dificulta que os alcancemos”, afirma Logan.
Por: Zoe Gough
Fonte: BBC Brasil 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Vírus do ebola pode ter ficado mais contagioso, advertem cientistas

bbc
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/01/150129_ebola_mutacao_lab


Vírus do ebola pode ter ficado mais contagioso, advertem cientistas

  • 29 janeiro 2015
Foto: BBC
Mais de 600 amostras de sangue de pacientes da Guiné serão analisadas
Cientistas que acompanham a evolução do surto de ebola na Guiné dizem que o vírus sofreu uma mutação e pode ter se tornado mais contagioso.
Mais de 22 mil pessoas foram infectadas com o ebola e 8.795 morreram na Guiné, Serra Leoa e Libéria.
Pesquisadores do Instituto Pasteur, na França - os primeiros a identificar a epidemia, em março -, começaram a analisar centenas de amostras de sangue de pacientes de ebola. Eles monitoram as mutações do vírus e tentam descobrir se o ebola está sendo transmitido mais facilmente de pessoa para pessoa.
"Sabemos que o vírus está mudando bastante", disse à BBC o geneticista Anavaj Sakuntabhai. "Isso é importante para o diagnóstico (de casos novos) e para o tratamento. Precisamos saber como o vírus (está mudando) para fazer frente ao nosso inimigo."
Mutações em vírus ao longo do tempo não são incomuns. O ebola é um vírus de RNA - como o HIV e a influenza (gripe) - que têm uma elevada taxa de mutação. Isso o torna mais apto a se adaptar e aumenta o potencial de contágio.
"Identificamos vários casos que não têm nenhum sintoma, casos assintomáticos", disse Sakuntabhai.
"Essas pessoas podem ser as que mais transmitem o vírus, mas ainda não sabemos. Um vírus pode passar por uma mutação e se tornar menos mortal mas mais contagioso - isso é algo que nos deixa com medo."
Credito: Getty
Epidemia de Ebola já matou quase 9 mil pessoas nos países mais afetados

'Questão de números'

Mas a maior incidência de pacientes assintomáticos no atual surto de ebola não é necessariamente uma prova conclusiva de que o vírus se tornou mais contagioso, diz o professor Jonathan Ball, virologista da Universidade de Nottingham.
"Poderia ser simplesmente um jogo de números: quanto mais infecções na população em geral, obviamente veremos mais infecções assintomáticas", argumenta.
Outra preocupação é que, com mais mais tempo e mais "anfitriões" para se desenvolver, o ebola sofra mutações que lhe permitam ser transmitido pelo ar. Porém, não há nenhuma evidência para sugerir que isso está acontecendo. O vírus só é transmitido por meio do contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas.
"Precisamos estudar mais. Mas alguma coisa mostra que existem mutações", disse o virologista do Instituto Pasteur Noel Tordo.
"Por enquanto, o modo de transmissão ainda é o mesmo. Você só precisa evitar o contato (com a pessoa doente). Mas, como cientista, não é possível dizer que isso não vai mudar. Talvez mude."

Credito: Reuters
Taxa de sobrevivência no surto atual é de 40%
Os pesquisadores estão usando um método chamado sequenciamento genético para acompanhar as mudanças na composição genética do vírus. Até agora, eles analisaram cerca de 20 amostras de sangue da Guiné. Outras 600 amostras serão enviadas aos laboratórios nos próximos meses.
Um estudo semelhante feito anteriormente em Serra Leoa mostrou que o vírus ebola passou por uma mutação considerável nos primeiros 24 dias do surto, segundo a Organização Mundial de Saúde.
"Isso certamente levanta uma série de questões científicas sobre transmissibilidade, resposta a vacinas e medicamentos, uso de plasma de pessoas infectadas", afirmou a pesquisa da OMS.
"No entanto, muitas mutações genéticas podem não ter qualquer impacto sobre a forma como o vírus reage aos medicamentos ou se comporta em populações humanas."

Vacinas

A pesquisa francesa também investiga por que algumas pessoas sobrevivem ao ebola e outros não. A taxa de sobrevivência do surto atual é de cerca de 40%.
As conclusões poderiam ajudar no desenvolvimento de vacinas contra o vírus.
Pesquisadores do Instituto Pasteur trabalham atualmente em duas vacinas, que devem ser testadas em seres humanos até o final do ano. Uma delas é uma modificação da vacina contra sarampo, que injeta uma forma enfraquecida e inofensiva do vírus a fim de criar defesas imunológicas no organismo.
Credito: Reuters
Pesquisadores tentam criar vacinas para conter futuros surtos do vírus
Se os testes derem certo, a nova vacina protegeria contra sarampo e ebola. "Vimos agora que essa ameaça pode se estender em escala global. Aprendemos que este vírus não é um problema da África, é um problema para todos", disse o imunologista do Instituto Pasteur James Di Santo.
"Este surto particular pode minguar e ir embora, mas nós vamos ter outro surto em algum momento, porque os lugares onde o vírus se esconde na natureza - por exemplo, em animais de pequeno porte - ainda são uma ameaça para os seres humanos no futuro. A melhor resposta que podemos ter é uma vacina para todo o mundo."

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Ebola se espalha pelas redes sociais, e racismo volta à tona

ihu
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/536194-ebola-se-espalha-pelas-redes-sociais-e-racismo-volta-a-tona

Ebola se espalha pelas redes sociais, e racismo volta à tona


O vírus ebola se espalhou pelas redes sociais no Brasil desde a primeira suspeita de infecção no país, reportada emCascavel, no interior do Paraná.
Da noite de quinta-feira até a manhã desta sexta, o termo "ebola" foi compartilhado 120 mil vezes pelo Twitter em português. A palavra Guiné, país de onde veio o paciente, foi a terceira mais citada na rede social por volta da meia-noite.
A reportagem é de Ricardo Senra, publicada por BBC Brasil, 10-10-2014.
Guiné é um dos três países que concentram a epidemia do vírus na África, juntamente com Serra Leoa e Libéria.
Pelo Facebook, segundo a ferramenta de análise Sysomos, mais de 400 postagens públicas em português sobre o Ebola surgiram nas últimas 24 horas.
Os termos "ebola", "Guiné" e "Fiocruz" seguem entre os dez tópicos mais comentados por brasileiros na rede.
Racismo
O homem de 47 anos, que chegou ao Brasil no dia 19 de setembro após escala no Marrocos, foi transferido durante a madrugada para Rio de Janeiro.
Em meio a dúvidas sobre sintomas, riscos de infecção e especulações sobre a confirmação ou não do caso, alguns internautas mais uma vez publicaram comentários racistas nas redes sociais.
As ofensas associam o vírus ebola à população de origem africana.
"Ebola é coisa de preto", "Alguém me diz por que que esses pretos da África têm que vir para o Brasil com essa desgraça de bactéria (sic) de ebola" e "Graças ao ebola, agora eu taco fogo em qualquer preto que passa aqui na frente" foram algumas das frases postadas no Twitter na manhã desta sexta.
A situação não é diferente entre os usuários do Facebook. A nuvem de palavras que mostra os termos mais associados à doença na rede destaca a palavra "preto".
Ou seja, a maioria das pessoas que escreveu publicamente sobre o vírus associou "ebola" ao termo "preto".
'Sob controle'
Na manhã desta sexta-feira, o ministro da Saúde Arthr Chioro afirmou, em entrevista coletiva, que o paciente não teve "nem hemorragia, nem diarreia, nem febre, nem vômito."
"Na quarta-feira, teve febre, tosse e dor de garganta. O médico trabalha com as informações e sintomas que ele consegue detectar na consulta clínica", disse o ministro.
Foram identificadas 64 pessoas que tiveram contato com o paciente - 60 delas na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) deCascavel.
Os resultados dos exames, segundo Chioro, saem em 24 horas.
"Se tivermos o resultado do exame antes, imediatamente tornaremos público. Pelo protocolo, é necessário confirmá-lo em dois laboratórios. Mesmo se esse resultado der negativo, será colhida em 48 horas uma segunda amostra para análise e posterior informação do resultado."

domingo, 5 de outubro de 2014

Ebola, sintoma da globalização-apartheid

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http://outras-palavras.net/outrasmidias/?p=39239

Ebola, sintoma da globalização-apartheid

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Epidemia avança e pode matar centenas de milhares de africanos em meses. Indiferença internacional sugere perguntar: não vivíamos num planeta “integrado”? 
Por Jim Lobe, na Envolverde/IPS
A rápida expansão do vírus ebola na África ocidental, que já matou três mil pessoas, supera os esforços regionais e internacionais para deter a epidemia, alertam especialistas em saúde e autoridades de todo o mundo.
“Não nos movemos com rapidez suficiente. Não estamos fazendo o suficiente”, afirmou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em uma reunião especial sobre a crise do ebola realizada no dia 25 deste mês na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. A epidemia poderá matar “centenas de milhares” de pessoas nos próximos meses, salvo se a comunidade internacional proporcionar os recursos necessários, acrescentou o mandatário.
O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, anunciou que essa instituição aumentará até US$ 400 milhões o financiamento para ajudar os países mais afetados: Guiné, Libéria e Serra Leoa. “Todos podemos, devemos, nos mover com maior rapidez para conter a propagação do ebola e ajudar esses países”, afirmou. “Já foram perdidas muitas vidas, e o destino de milhares de outras depende de uma resposta que possa frear e depois reverter essa epidemia”, destacou.
Os Centros para o Controle e a Prevenção de Enfermidades (CDC) dos Estados Unidos enviaram dezenas de especialistas à África ocidental e concluíram que em Serra Leoa e na Libéria poderiam surgir mais de 20 mil casos novos do ebola nas próximas seis semanas, e até 1,4 milhão até janeiro de 2015, caso seja mantido o atual ritmo de expansão do vírus.
As autoridades sanitárias internacionais elevaram o cálculo da taxa de mortalidade das pessoas infectadas com o vírus de 55% para 70%. O foco mais recente do ebola teria começado em março na Guiné, antes de se espalhar para o sul rumo a Serra Leoa e Libéria, dois países que ainda não se recuperaram totalmente de suas respectivas guerras civis.
Oficialmente, a epidemia matou até agora quase três mil pessoas, mas a maioria dos especialistas acredita que o número real é maior, já que muitos casos não foram informados às autoridades, especialmente em áreas distantes nos três países afetados.
A epidemia também gera custos econômicos elevados, já que o temor do contágio e as medidas de quarentena à qual recorreram os governos alteraram gravemente o transporte e o comércio em seus territórios. O Banco Mundial revelou que a inflação e os preços dos alimentos básicos sobem rapidamente nos países afetados como reação à escassez, à especulação e às compras excessivas produzidas pelo pânico.
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O estudo dessa instituição, que não levou em conta os últimos dados do CDC, projeta para os três países perdas econômicas de US$ 359 milhões este ano, equivalente a uma queda de 3% no conjunto de sua produção econômica. O impacto em 2015 poderá superar os US$ 800 milhões. É provável que a economia liberiana seja a mais prejudicada, já que este país é um dos mais pobres do mundo.
“Essa é uma catástrofe humanitária, antes de tudo. Mas as ramificações econômicas são muito amplas e podem ser de longa duração. Nossa avaliação mostra um impacto econômico muito mais grave nos países afetados do que o estimado previamente”, ressaltou Kim.
Especialistas em segurança alertam que a epidemia também poderia provocar crises políticas nos países afetados. Em um comunicado divulgado no dia 23, a organização independente International Crisis Group (ICG), com sede em Bruxelas, alertou que os três países africanos já experimentam “o caos generalizado e, potencialmente, o colapso”, devido à desconfiança dos cidadãos em relação aos seus governos, que gera uma violenta resistência à quarentena aplicada por efetivos militares, entre outros esforços oficiais para deter o vírus.
A escassez de alimentos também poderia provocar revoltas populares contra as autoridades. “Nos três países poderiam ressurgir os conflitos civis passados alimentados por antagonismos locais e regionais”, segundo o ICG. Além disso, o vírus poderia chegar a Guiné Bissau e Gâmbia, que tampouco contam com sistemas de saúde aptos para lidar com a situação, acrescentou a organização.
No começo deste mês, a Organização Mundial da Saúde calculou que frear a enfermidade custará um mínimno de US$ 600 milhões, embora a cifra seja considerada baixa. Até o momento, se materializaram pouco mais de US$ 300 milhões. Os Estados Unidos prometeram mais de US$ 500 milhões e o envio de três mil soldados à região, junto com os especialistas dos CDC. Mas alguns especialistas criticam essa assistência.
“O número de novos casos de ebola a cada semana supera com juros o número de camas em hospitais que há em Serra Leoa e na Libéria”, afirmou John Campbell, especialista em África ocidental no Conselho de Relações Exteriores (CFR), um centro acadêmico com sede em Washington. “É difícil ver como a promessa do presidente Obama de enviar três mil soldados à Libéria para construir hospitais com um total de 1.700 leitos poderá transformar” a situação. “A assistência da Grã-Bretanha a Serra Leoa e da França a Guiné é ainda menor”, pontuou.
Várias organizações beneficentes norte-americanas também prometeram ajuda, como a Fundação Bill e Melinda Gates, que doará US$ 50 milhões, e a entidade do cofundador da Microsoft, Paul Allen, que entregará US$ 65 milhões.
“As generosas promessas de ajuda e as resoluções sem precedentes da ONU são muito bem-vindas, mas significarão pouco, a menos que se traduzam em ações imediatas. A realidade de hoje é a seguinte: o prometido ainda não foi entregue”, destacou Joanne Liu, presidente da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), no dia 25.
“Nosso centro de 150 camas na Monróvia abre apenas por 30 minutos pela manhã. Só admitimos umas poucas pessoas, para ocupar os leitos deixados livres pelos que morreram durante a noite. Pacientes continuam sendo rejeitados, e voltam para suas casas onde espalham o vírus entre seus entes queridos e vizinhos. Não poupem esforços. A ação em massa e direta é a única via”, enfatizou Liu.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

First British volunteer injected with trial Ebola vaccine in Oxford

guardian
http://www.theguardian.com/society/2014/sep/17/ruth-atkins-first-british-volunteer-injected-trial-ebola-vaccine-oxford?CMP=EMCNEWEML6619I2


First British volunteer injected with trial Ebola vaccine in Oxford

If vaccine tested on Ruth Atkins and other healthy volunteers is found to work, it will be fast-tracked for use in west Africa
Dr Felicity Hartnell of Oxford University injects Ruth Atkins with the Ebola vaccine
Dr Felicity Hartnell of Oxford University injects Ruth Atkins with the Ebola vaccine. Photograph: Steve Parsons/PA
A woman in Oxford has become the first British volunteer to be injected with an experimental Ebola vaccine, which, if it works, will be fast-tracked for use in west Africa.
In an unprecedented move, the untested vaccine has already gone into mass production. Some 10,000 doses are being manufactured by the British drug company GlaxoSmithKline, funded by the Wellcome Trust and the UK government, which are also supporting the Oxford trial.
If the vaccine is effective, there will be supplies available to protect thousands of health workers in west Africa, who will be the first to receive it. Nobody wants a repeat of the ZMapp experience – only a dozen doses were available worldwide of the experimental drug and, controversially, they went mostly to foreign medical and aid workers.
The first British volunteer is Ruth Atkins, 48, a communications and engagement manager in the NHS from Marcham in Oxfordshire and a former nurse. She heard on the radio as she was driving home from work that volunteers were needed for a vaccine trial run by Oxford University researchers.
"I volunteered because the situation in west Africa is so tragic and I thought being part of this vaccination process was something small I could do to hopefully make a huge impact," she said.
One hour after the vaccination, she said: "I feel absolutely fine, it felt no different to being vaccinated before going on holiday."
Atkins is the first of 60 healthy people who will be vaccinated to find out whether the potential vaccine has any troublesome side effects. Studies involving animals have shown no ill effects so far.
The vaccine was under development by GSK – it was in the portfolio of Okairos, a smaller company bought by GSK last year – before the Ebola outbreak occurred, but it could have taken a decade to get it through the trials and into production.
There is a growing sense of urgency, with the World Bank warning on Wednesday that billions of dollars could be drained from economies in west Africa by the end of next year if the epidemic is not contained. The bank has pledged about $200m in emergency assistance to Guinea, Liberia and Sierra Leone, the three countries worst affected. The US announced on Tuesday it would send 3,000 troops to help tackle the outbreak.
Four trials of the vaccine will take simultaneously to gather enough safety data and early information on the immune response, which is an indication of whether it will protect against the disease.
Ten volunteers have already been injected in the US, where the National Institutes of Health has been funding the development of the vaccine against the Ebola Zaire strain and another against Ebola Sudan. If all goes well, there will also be trials in the Gambia and Mali in healthy volunteers.
It is hoped results from the trials will be available before the end of this year. If the vaccine is effective, it will be given to health workers in Ebola-stricken regions. This will be the only way to find out whether the it really can protect against the disease.
Prof Adrian Hill, director of the Jenner Institute at the University of Oxford, which is running the trial, said: "Witnessing the events in Africa makes it clear that developing new drugs and vaccines against Ebola should now be an urgent priority. It is tremendous that so many people have worked hard to make this trial happen in a short time, and I am enormously grateful to those volunteers who have come forward to take part and to the funders including the Wellcome Trust, DfID, MRC and MHRA for supporting this trial so quickly.
"These are initial safety trials of the vaccine and it will be some time before we know whether the vaccine could protect people against Ebola. But we are optimistic that the candidate vaccine may prove useful against the disease in the future."
Dr Ian Hudson, the Medicines and Healthcare Products Regulatory Agency's chief executive, said the trial proposal was approved with extraordinary speed: "Our priority is to protect public health. Given the importance of Ebola as a risk to public health in some countries in Africa, we fast-tracked the review of the clinical trial application for this vaccine so that it was assessed and authorised by the MHRA's experts in just four working days."

Brasil tem primeiros casos de chikungunya transmitidos dentro do país

amazônia
http://amazonia.org.br/2014/09/brasil-tem-primeiros-casos-de-chikungunya-transmitidos-dentro-do-pa%C3%ADs/



Brasil tem primeiros casos de chikungunya transmitidos dentro do país

Foram confirmados na última sexta-feira os dois primeiros casos de transmissão de chikungunya dentro do Brasil. Um homem de 53 anos e a filha, de 31 anos, que moram em Oiapoque, no Amapá, perceberam os sintomas da doença nos dias 27 e 28 de agosto e passam bem.
A confirmação dos dois casos, primeiros contraídos no Brasil, foi divulgada ontem (16) pelo Ministério da Saúde. Antes disso, 37 pessoas tiveram a confirmação da febre chikungunya no Brasil, mas todos tinham contraídos a doença em outros países.
Assim como a dengue, a febre chikungunya é transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictos, mas só tem um sorotipo, ou seja, cada pessoa só pega a doença uma vez. Os sintomas também são os mesmos da dengue: dor de cabeça, febre, dores musculares e nas articulações e podem durar de três a dez dias.
Segundo o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, a doença é menos grave que a dengue e o paciente costuma ser tratado em casa. O tratamento consiste no alívio dos sintomas com Paracetamol, hidratação e repouso.
Desde dezembro de 2013 surgiram mais de 650 mil casos suspeitos de chikungunya nas três Américas, dos quais pouco mais de 9 mil foram confirmados. Antes disso, a doença era comum apenas na África e na Ásia.
Segundo o Ministério da Saúde, o município do Oiapoque intensificou as medidas de controle da doença buscando novos casos suspeitos com alerta nas unidades de saúde e na comunidade, com a aplicação de inseticida.
Este ano o Levantamento Rápido de Infestação do Aedes Aegypti (Liraa), feito anualmente para identificar as áreas de risco para a dengue, além de identificar áreas com o Aedes aegypti vai buscar também áreas com Aedes albopictus, maior transmissor da chikungunya.
Barbosa disse que a nova doença também será citada na próxima campanha contra a dengue, já que o modo de prevenir as duas e o mesmo. “O período de transmissão maior no Brasil vai sempre de janeiro a maio, mas é importante que desde já as pessoas verifiquem suas caixas d’água, [onde é comum] depósitos do mosquito, para evitar as duas doenças”, aconselhou Barbosa.
Por: Aline Leal
Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Fábio Massalli
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