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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

55% do carbono em terras indígenas e áreas protegidas da Amazônia estão em risco, diz estudo

ihu
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/538168-55-do-carbono-em-terras-indigenas-e-areas-protegidas-da-amazonia-estao-em-risco-diz-estudo


55% do carbono em terras indígenas e áreas protegidas da Amazônia estão em risco, diz estudo

Mineração, corte ilegal, barragens e projetos agrícolas, somados ao descumprimento dos direitos territoriais indígenas colocam em perigo as florestas dos países tropicais que participam da Conferência do Clima, iniciada dia 01-12, em Lima.
A reportagem foi publicada por Instituto Socioambiental - ISA, 03-12-2014.
O novo estudo revela a existência de enormes quantidades de carbono na rede de territórios indígenas e áreas protegidas de nove países da Amazônia. Intitulado “Carbono nas florestas da Amazônia: o pouco reconhecido papel dos territórios indígenas e áreas naturais protegidas”, o estudo, que será publicado na próxima edição da revista Carbon Manegement, sugere que a proteção da grande quantidade de carbono existente nas florestas dos territórios indígenas e áreas protegidas – equivalentes a 55% de todo o carbono da região amazônica – é crucial para a estabilidade do clima global e para a identidade cultural dos que habitam as florestas e para a saúde desses ecossistemas (leia aqui o artigo publicado na revista).
Acesse aqui o mapa-pôster nas versões em espanhol e em inglês.
“Vemos, por exemplo, que armazenam cerca de um terço do carbono de superfície da região, em uma extensão um pouco menor que a terceira parte da área”, afirma o cientista Wayne Walker, do Centro de Pesquisa Woods Hole (WHRC). “Isto é mais que o carbono contido nas florestas ricas em carbono de outros países tropicais incluindo a Indonésia e a República Democrática do Congo”.
Colaboração inovadora Norte-Sul
Resultado de uma inovadora colaboração Norte-Sul, o estudo envolveu cientistas, redes panamazônicas de indígenas, várias ONGs e especialistas en políticas públicas, combinando medições de satélite de conteúdo de biomassa com registros obtidos em campo e uma base de dados sobre os limites dos territórios indígenas e áreas protegidas. Foi desenvolvido com a participação do Centro de Pesquisa Woods Hole (WHRC), da Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (Raisg), da Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (Coica) e do EDF (Environmental Fund Defense).
“Até recentemente, uma análise desta magnitude não teria sido possível; agora, a disponibilidade de dados espaciais consistentes e precisos sobre a Amazônia fez uma enorme diferença “, diz Alessandro Baccini também de WHRC.
O estudo revela ainda que cerca de 20% das florestas da Amazônia se encontram ameaçadas pelo corte legal e ilegal de madeira, pela construção de novas estradas e barragens, pela expansão da agricultura comercial e das indústrias de minérios e de petróleo, pressões que têm se exacerbado em vários países onde os governos não reconhecem ou respeitam os direitos territoriais indígenas.
“Nunca estivemos sob tanta pressão como evidencia o estudo”, diz Edwin Vásquez, coautor e presidente da Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (Coica) “Mas agora fica evidente que ali onde os direitos são fortes aqs florestas estão em pé. E sabendo que temos mais da metade do carbono da região nos territórios indígenas e áreas protegidas, podemos dizer a nossos gobernantes que fortaleçam o papel e os direitos dos povos indígenas das florestas”.
Terras indígenas e áreas protegidas são essenciais para a estabilidade global do clima
A Amazônia compreende 2.344 territórios indígenas e 610 áreas naturais protegidas, distribuídas em nove países. Estas áreas são riquíssimas do ponto de vista da diversidade biológica, cultural e lingüística. Também são consideradas a pedra angular para a conservação amazônica porque atuam como barreiras sociais e naturais diante do avanço da fronteira agrícola e dos incêndios florestais. Em países como o Brasil, com histórico de altos indíces de desmatamento, estas áreas são consideradas elementos centrais das estratégias orientadas a evitar as emissões de dióxido de carbono por desmatamento e degradação florestal.
“Isto significa que o reconhecimento internacional e os territórios indígenas e áreas protegidas são essenciais para assegurar que estas áreas continuem contribuindo para manter a estabilidade global do clima”, diz Richard Chase Smith, doInstituto do Bem Comum, do Perú. Smith destacou também que os conflitos sociais no Perú e em outros países amazônicos continuarão ocorrendo se os governos não assegurarem a posse da terra a seus povos indígenas.
“Se todos os projetos de desenvolvimento econômico atualmente previstos para a Amazônia fossem implementados, a região se convertería em uma gigantesca savana, com ilhas de floresta”, afirma Beto Ricardo, do Instituto Socioambiental(ISA), do Brasil. “Uma importante proporção dos territorios indígenas e áreas protegidas se encontra em situação de risco, com consequências potencialmente desastrosas incluindo 40% dos territórios indígenas, 30% das áreas naturais protegidas e os 24% que correspondem a ambas as categorias, por se tratar de áreas de sobreposição”.
Ao sintetizar o estudo, seus autores concluem que manter a estabilidade da atmosfera e a ampla gama de serviços ambientais e sociais de significado global providos pelas florestas amazônicas dependerá a curto prazo da decisão dos governos em adotar políticas que assegurem a integridade ecológica dos territórios indígenas e áreas naturais protegidas. O estudo adverte que a destruição destes ecossistemas ricos em carbono diminuirá gradualmente sua capacidade de funcionar de forma adequada, e que isso resultará em efeitos nocivos e potencialmente irreversíveis sobre a atmosfera e o planeta.
“A solução é reconhecer os direitos dos povos indígenas sobre os territórios que ainda não tenham sido reconhecidos oficialmente e esclarecer os conflictos territoriais que afetam as áreas naturais protegidas diante de intereses privados,” avalia o especialista em políticas públicas sobre florestas tropicais Steve Schwartzman, do EDF.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Economia verde: o capitalismo em sua fase surreal

Fonte da notícia: Assessoria de Comunicação - Cimi

Algum dia da sua vida você chegou a imaginar que a espiritualidade dos povos indígenas poderia ser comprada? Nos seus piores sonhos, pensou em pagar pelo trabalho de polinização que as abelhas realizam desde que o mundo como conhecemos hoje é mundo? Concebeu que uma paisagem teria um valor definido em uma bolsa de valores? Ou, ainda, acreditou que seria possível pagar pelos conhecimentos milenares de comunidades tradicionais, como os pescadores artesanais e as quebradeiras de coco?
Mesmo considerando que os povos do Sul global foram, desde o início dos processos de colonização, literalmente roubados pelos países do Norte – através da intensa exploração mineral, da extração de madeira e biodiversidade, da usurpação de conhecimentos tradicionais e da escravidão -, as perguntas acima soam como surreais e inimagináveis. Isso se deve ao fato de que essas situações colocadas remetem a uma fronteira extremamente radical do capitalismo: a financeirização da natureza – que, aliás, só seria possível através da privatização da natureza.
O pior é que essa “financeirização e privatização da natureza” tornou-se realidade. Isso mesmo, há vários anos os capitalistas trabalham no sentido de privatizar e financeirizar os elementos da natureza – água, terra, ar, fauna, flora, conhecimentos dos povos tradicionais – e as as funções essenciais - fotossíntese, retenção de carbono, polinização, transporte de sementes pelos pássaros - que a natureza realiza para garantir a própria vida na Terra, não somente de humanos, mas de todos os seres vivos.
Claro está que para os mercados mundiais, para quem o que importa é a maximização dos lucros, o comércio de serviços ambientais representa uma nova e promissora fonte de lucratividade.
No entanto, a imensa maioria da população brasileira e mundial não sabe o que significa esta proposta macabra e assustadora que evolui rapidamente nos escritórios do Banco Mundial, de algumas das ONGs conservacionistas mais ricas do mundo, que ainda se aliam a corporações historicamente reconhecidas como destruidoras do meio ambiente, como a Shell, a Dow Chemical, a BHP Billiton, a British American Tobacco, a Petrobras e a Vale.
Como é comum em ocasiões que interessam aos poderes hegemônicos do capital, a proposta é baseada em conceitos bastante abstratos, de difícil compreensão e com um vocabulário repleto de termos em inglês e de um sem fim de siglas que parecem uma sopa de letras: CO2, IPCC, Redd, MDL, Waves, GEE, UNFCCC, PSA, Teeb, Nama, CCRA, COP, MEA...
Ou seja, é explícito o vasto desconhecimento sobre o tema das mudanças climáticas, sempre retratado pela mídia de modo alarmista, superficial e descontextualizado e, ainda, sujeito das distorções feitas em nome dos interesses corporativistas. Esta nova fronteira do capitalismo, a “verde”, se coloca como heroína, no sentido de apresentar os mecanismos e instrumentos necessários para ou “mitigar” ou atenuar os problemas climáticos e econômicos. E, assim, ela chega mascarada de “verde”, “sustentável”, “ecológica”, “florestal” e, agora, até mesmo “holística”.
No entanto, considerando seus principais “mentores” e a insistente recusa dos países industrializados – historicamente responsáveis pela poluição do planeta e de sua atmosfera – em se comprometerem com a diminuição de suas emissões de gases de efeito estufa (considerados os responsáveis pelas mudanças climáticas), fica evidente que o capitalismo verde é uma falsa solução.
Além de desconsiderar a dívida climática que estes países têm com os povos do Sul global – afinal, foi através do consumo desenfreado de combustíveis fósseis e da apropriação de bens comuns que eles cresceram economicamente -, esta proposta ainda pretende, através de mecanismos de “compensação”, colocar nas costas destes povos – que sempre preservaram os seus territórios - um ônus consideravelmente maior.
Através da perda da autonomia e do controle dos territórios pelas populações tradicionais, pretende-se impedir que a caça, a pesca, o roçado e outras atividades necessárias para garantir a sobrevivência destes povos continuem a ser feitas de modo a “compensar” as ações de destruição e poluição feitas pelas corporações, porque elas não pretendem mudar o seu modo de produzir.
Grave é a constatação de que muitos projetos do capitalismo “verde” já estão implementados no Brasil e em outros países. E as comunidades tradicionais e os povos indígenas estão diretamente ameaçados por eles.
Ofensiva à vista
A próxima Conferência das Partes (COP) das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 20) será realizada em Lima, noPeru, em novembro de 2014, e deverá avançar no sentido da normatização de uma legislação internacional para os mecanismos da economia verde. Processo que, provavelmente, será finalizado na COP 21 a ser realizada em 2015, em Paris, na França (país industrializado, localizado no Norte global). A partir daí, o caminho estará traçado para as legislações nacionais e as corporações poderão contar com uma segurança jurídica para suas empreitadas. Assim, rasga-se a Constituição Federal, a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e outras normas e legislações que garantem o direito dos povos indígenas e tradicionais aos seus territórios.
Diante desta nova estratégia do sistema capitalista e de suas instituições, corporações e ONGs aliadas, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), mais uma vez, coloca-se ao lado dos povos indígenas e na defesa de seus direitos. Articulados com outros parceiros, nos próximos dias, estaremos resgatando algumas análises e publicações que contribuem para a reflexão e para uma perspectiva crítica sobre o capitalismo “verde”.
Nesse sentido, estaremos empreendendo esforços para compreender as propostas e os mecanismos, suas consequências e impactos na vida dos povos; para compartilhar essa compreensão e as análises feitas a partir dela; e para resistir, seja contribuindo para a organização dos povos seja ressaltando a perspectiva milenar do Bem Viver. Através dela, os povos indígenas estabelecem uma relação de harmonia com os outros seres e com a natureza - não baseada no produtivismo e na competição, algumas das causas da atual crise civilizatória que vivemos.
Na convivência com os povos indígenas, percebemos que são eles, com seus conhecimentos e sabedoria, as fontes inspiradoras para um outro tipo de modelo de sociedade onde o “ser” prevaleça sobre o “ter”, enfim, para uma real sociedade do futuro.

domingo, 28 de outubro de 2012

Povos Indígenas se manifestam contra esquema de compensação de carbono da Califórnia

alerta socioambiental
http://www.acrealerta.com/colunistas/3/?p=353

Povos Indígenas se manifestam contra esquema de compensação de carbono da Califórnia: “Você não pode trocar a poluição pela natureza”

Berenice Sanches do povo Nahua (Mexico), Ninawá do povo Huni Kui (Brasil) e Tom Goldtooth do povo Dine' / Dakota (EUA) : "REDD + povos indígenas = genocídio"
Uma delegação internacional de líderes indígenas do Brasil, México e Equador está atualmente na Califórnia, para contestar o esquema de compensação de carbono proposto por este estado. O esquema permitiria que as empresas na Califórnia, em vez de reduzirem a poluição em casa, possam satisfazer os limites de emissões de gases de efeito estufa através da compra de créditos de carbono.
Em Chiapas, a recente reunião da “Governor’s Climate and Forest Task Force “ (Força Tarefa para Clima e Floresta do Governador) foi recebido por protestos, um Fórum Popular contra o REDD, declarações contra REDD, e um relatório do Greenpeace opondo compensações REDD .
Agora os povos indígenas estão levando o protesto para a Califórnia.
Esquema de Comércio de Califórnia aquecimento global poderia pôr em risco Povos da Floresta Indígenas:
Delegação internacional alerta contra compensações de carbono rejeitadas por outros governos globais
SAN FRANCISCO, 17 de outubro - Líderes de povos indígenas da floresta advertiram hoje que o regime de comércio de créditos de carbono proposto pela Califórnia – projetado para a ajudar na redução do aquecimento global – poderia, de fato, ameaçar a sobrevivência de quem vive lá.
Em questão são os chamados créditos de REDD que podem tornar-se parte do mercado de carbono “cap-and-trade” (limitar-e-trocar) do estado. Esses créditos permitiriam que poluidores da Califórnia satisfazem os limites de emissões de gases de efeito estufa através da compra de créditos de compensação de carbono a partir de iniciativas internacionais destinadas a evitar a destruição de florestas tropicais.
 ”No Acre, a demarcação de territórios indígenas está paralisada porque eles querem tomar nossas terras para fazer lucros com serviços ambientais, por meio de programas como o REDD”, disse José Alberto Nunes Carmelio, conhecido como Ninawá, o presidente da Federação do Povo Huni Kui do Acre, Brasil. “Nós não vamos e não podemos trocar nossa caça, nossa pesca, e nossas vidas pela a poluição. Você não pode trocar a poluição pela natureza. Somos a favor da vida – por isso somos contra REDD “.
 Ninawa faz parte de uma delegação de líderes indígenas do México, Brasil e Equador que estão viajando para Sacramento – Califórnia esta semana para depor perante o Conselho Estadual de Recursos Atmosféricos e reunir-se com funcionários do escritório o governador Jerry Brown e a Cal-EPA (Agência de proteção ambiental do Estado da Califórnia).
“Apoiamos os esforços da Califórnia para reduzir as emissões de gases de efeito estufa”,disse Tom Goldtooth, diretor Executivo da Rede Ambiental Indígena com base em Minnesota. “Mas REDD é apenas um plano para pegar as terras das quais nossos povos indígenas sempre cuidaram, em troca de licenças que permitem que as indústrias continuam a poluir.”
“REDD mais povos indígenas iguala genocídio“, disse Goldtooth.
Embora o Conselho de Recursos Atmosféricos da Califórnia ainda tem que emitir um pré-projeto de regulamentação para aceitar créditos de REDD em seu sistema de comércio de carbono, o Estado foi explorando esta opção ativamente  através de iniciativas como a Força Tarefa para Clima e Floresta do Governador. A força-tarefa é uma iniciativa lançada pela Califórnia em 2008, para assegurar o fornecimento de créditos de REDD para o mercado de carbono da Califórnia.
Um acordo de 2010 estabelece, que Chiapas (México) e Acre (Brasil) são os dois estados, que serão os primeiros a potencialmente fornecer créditos de REDD para Califórnia.
A Força-Tarefa realizou sua reunião anual no mês passado em Chiapas, no México, onde a reunião foi recebido com protestos públicos.
Rosario Aguilar, uma promotora de saúde da região e membro da delegação para a Califórnia, disse: “Mesmo antes que a Califórnia estabeleceu seu mercado, o REDD + projeto a ser implementado em nossas comunidades está causando conflito e deslocamento. Como parte de seu plano para mover os povos indígenas da terra, o governo cortou os serviços médicos para a aldeia de Amador Hernández na Selva Lacandona. É por isso que dizemos que o REDD promove a morte, não a vida. “
A oposição contra créditos de REDD está crescendo também dentro da Califórnia. Em julho, mais de 30 grupos da Califórnia, incluindo a Amigos da Terra, Comunidades para um Meio Ambiente Melhor, o Centro de Pobreza, Raça e Meio Ambiente e Greenpeace escreveram ao Governador Brown, instando-o a rejeitar créditos de REDD no sistema cap-and-trade da Califórnia. Os grupos apontaram que, por causa da falta de integridade ambiental e riscos sociais inaceitavelmente elevados dos créditos de REDD, “até o momento nenhum mercado regulado de carbono do mundo tem permitido o uso de compensações sub-nacionais florestais para seu cumprimento.”
“Enquanto Chevron explode em Richmond (Obs.: Uma refinaria da Chevon explodiu no município californiano de Richmond em agosto 2012) e causa mais de 15.000 pessoas a serem hospitalizadas, é claro que precisamos de soluções climáticas reais para tratar gases de efeito estufa e poluição tóxica na Califórnia“, disse Nilo Malloy, Diretor do Programa do Norte da Califórnia da organização Comunidades para um Meio Ambiente Melhor. “REDD não é a solução. Precisamos, soluções eqüitativas renováveis ​​e para resolver a crise climática em casa, e não impactar negativamente o Sul Global e outras comunidades no processo.”
CONTATO: Michelle Chan, Amigos da Terra, +1 202 427 3000
Os seguintes membros da delegação estão disponíveis para entrevistas:
  • Rosario Aguilar, promotora de saúde e antropóloga social da cidade de Las Margaritas em Chiapas, no México.
  • José Carmelio Alberto Nunes (Ninawa), presidente da Federação do Povo Huni Kui do Acre, Brasil.
  • Berenice Sánchez Lozada, um Nahua do México, um dos membros fundadores da Aliança Global dos Povos Indígenas e Comunidades Locais contra REDD e pela Vida.
  • Marlon Santi, um Kichwa do Equador e líder do movimento indígena do Equador.
  • Tom Goldtooth,um Dakota / Dine, e diretor Executivo da Rede Ambiental Indígena baseada em Minnesota.
  • Gloria Ushigua, é membro da Associação de Zápara mulheres, Equador, e um crítico de ambos os convencionais indústrias extractivas e programas REDD do tipo como estão sendo implementadas no Equador.
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Fonte: http://www.redd-monitor.org/
Postado por Chris Lang, 19 de Outubro de 2012.
Tradução Michael F. Schmidlehner

Califórnia, REDD, o comércio de carbono e os Povos Indígenas

enviado por gilberto wataramy

Califórnia, REDD, o comércio de carbono e os Povos Indígenas
Por Chris Lang, 25 de outubro de 2012
Na semana passada, o REDD-Monitor publicou um comunicado de imprensasobre uma delegação de indígenas que viajaram para a Califórnia para protestar contra a inclusão do comércio de carbono no estado do Aquecimento Global Solutions Act (AB32). Este post mostra algumas das respostas a este " Tour Nenhuma REDD ".
O objetivo deste post é para ajudar a facilitar a discussão sobre as questões. Vou postar as respostas, seguidos por algumas das questões que eu acho que essa discussão levanta até agora. Sinta-se livre para levantar outras questões nos comentários abaixo.
17 de outubro de 2012: Steve Schwartzman , diretor do FED de Política Florestal Tropical, escreveu que "é extremamente importante para estes decisores políticos para ouvir a grande diversidade de vozes indígenas sobre a questão de REDD +".
Schwartzman se refere a uma carta de 11 líderes indígenas escritos para o CIMI (Conselho Indigenista Missionário, uma ONG brasileira) em fevereiro de 2012. A carta protesta um depoimento enviado pelo CIMI ao Ministério Público Federal no Acre. Depoimento do Cimi afirma que os povos indígenas tinham sido enganado e projetos de carbono e REDD aceitar.
A carta dos líderes indígenas afirma:
Nós em nenhum momento decidiu se somos a favor ou contra projetos de REDD. Primeiro temos que nos informar e nossas comunidades das oportunidades e desafios. Tanto aqueles a favor e os contra REDD deve ser sério e ético em transmitir informações corretas e estabelecer um diálogo contínuo. Aqueles a favor de REDD não pode promovê-lo como algo que pode resolver todos os problemas de nossas comunidades, aqueles contra ele não pode aterrorizar nossos povos usando capitalismo ocidental como pano de fundo e criar um clima de desconfiança e de medo baseado em suposições e inverdades.
Schwartzman refere-se a uma declaração feita em Durban pelo Conclave dos Povos Indígenas , que inclui a Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica ( COICA ). Notas Schwartzman que a declaração abrange "uma grande variedade de questões, incluindo o REDD +". Aqui está o que o Caucus IP realmente diz sobre REDD:
Em relação à mitigação e REDD +, direitos dos povos indígenas à terra, territórios e recursos, bem como o seu direito à participação plena e efetiva e FPIC para todas as políticas de mitigação, programas e ações que os afetam deve ser assegurada. Iniciativas de capacitação dos povos indígenas para a mitigação devem ser apoiados com um financiamento adequado e através de tecnologias apropriadas, sem condições.
Schwartzman artigo conclui com a observação de que,
As ONGs e os povos indígenas visitando Califórnia esta oferta semana um conjunto de perspectivas sobre REDD +, mas os seus pontos de vista devem ser considerados no contexto do espectro de organizações indígenas envolvidas atualmente sobre estas questões, muitos dos quais vêem REDD + bastante diferente.
18 de outubro, 2012: Escrita na Ecosystem Marketplace , Kelli Barrett e Selene Castillo também se referem a carta, os líderes indígenas a CIMI.
O artigo usa citações de várias pessoas (alguns dos quais são indígenas) para neutralizar argumentos de que o REDD poderia levar a uma apropriação de terras. Laura Soriana, da comunidade indígena Yawanawa, por exemplo, diz:
"Eu acho que se o REDD é feito com respeito aos direitos indígenas, primeiro e acima de tudo, respeitando os direitos territoriais, que este projeto está no controle, no poder, da comunidade indígena, pode realmente ajudar a sua comunidade projectsI acho que isso seria um boa oportunidade. "
19 de outubro de 2012: Ecosystem Marketplace publicou um comunicado de Tashka Yawanawa , chefe do povo Yananawa do Acre. Ele escreveu:
Com todo o respeito a todos, por favor, pare de tentar causar mais divisão entre os povos indígenas que apoiar ou não apoiar o REDD ou quaisquer outros projetos. O tempo agora não é discutir quem é a favor e quem não é. O tempo agora exige sabedoria para enfrentar esse dilema que estamos vivendo neste milênio que afeta a todos nós.
Estamos cansados de antropólogos, ambientalistas, organizações ligadas à igreja, e outros especialistas que falam por nós e nos usar para seu próprio interesse. Por favor, respeitem a nossa auto-determinação para tomar nossas próprias decisões.
24 de outubro de 2012: Amigos da Terra lançou um comunicado à imprensa pedindo funcionários para não incluir um créditos de carbono REDD em AB32.
José Carmelio Alberto Nunes (Ninawa), presidente da Federação das pessoas Huni Kui do Acre, Brasil, diz que ele e sua mulher receberam telefonema anônimo alertando-os chama, "cuidado com o que você diz eo que você fala, ou você pode ter um acidente. "
Ninawa diz,
"Eu acho que a minha vinda para a Califórnia ameaça os interesses que a esperança de fazer dinheiro a partir de REDD. Qualquer um que fala contra REDD no Acre é perseguida.
"Se eu for assassinado por resistir REDD e defender minha terra, Ninawás outros continuará a luta."
Aqui está a apresentação Ninawa como parte do Tour Nenhuma Redd, falando sobre as ameaças a pessoas no Acre que falam contra REDD:

Os comentários do FED e Ecosystem Marketplace não mencionar o fato de que o esquema de Califórnia poderia permitir que empresas poluidoras para comprar créditos de carbono de REDD para cumprir parte de suas metas de redução de emissões em casa.
Steve Schwartzman refere-se à declaração Caucus IP lançado em Durban durante a COP 17. Ele inclui o seguinte comentário:
[A] ny nova iniciativa não deve servir como desculpa para que os Estados evitem tomar medidas imediatas para reduzir drasticamente as emissões de carbono na fonte.
Que é semelhante ao que os povos indígenas que viajaram para a Califórnia estão dizendo.
Não são sérios riscos de povos indígenas e comunidades locais "direitos não estão sendo respeitados em esquemas de REDD. Em Chiapas, por exemplo, Global Justice Ecology Project tem relatado em detalhes sobre como REDD está afetando comunidades locais.
Amigos da Terra fez campanha durante vários anos contra a REDD como mecanismo de mercado de carbono. Eles não são, no entanto, dizendo povos indígenas o que eles devem ou não fazer. Ao contrário, eles estão apontando as falhas nos mecanismos de comércio de carbono . Por outro lado, nem o FED nem Ecosystem Marketplace são neutros sobre REDD como mecanismo de mercado de carbono. Ambos têm investido uma grande quantidade de tempo e dinheiro na promoção dos mercados de carbono.