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domingo, 8 de setembro de 2019

Arnaldo Antunes lança poema-manifesto contra Bolsonaro


http://www.esquerdadiario.com.br/Arnaldo-Antunes-lanca-poema-manifesto-contra-Bolsonaro?fbclid=IwAR09MXr91rB4TjSlhVl2PJibgZHmIUfmhGGF3Jv-rcQUX7eSy3kPfPWQ4d8

A ARTE CONTRA BOLSONARO

Arnaldo Antunes lança poema-manifesto contra Bolsonaro

Nessa semana o cantor e poeta Arnaldo Antunes lançou em sua página do Facebook o que chamou de “desabafo e não um poema”.


São Paulo | @gabriela_eagle
segunda-feira 15 de outubro de 2018| Edição do dia

No vídeo a letra do texto em que o autor fala do assassinato de Môa do Katendê “por conta de uma divergência política num bar”, sobre a extrema-direita agindo contra a arte, cultura, educação, liberdade de expressão, e democracia, sobre como o mercado vem apoiando Bolsonaro sem ligar para aonde caminha o Brasil. O ódio e o horror que pregam Bolsonaro reproduzindo frases do mesmo como: “eu apoio a tortura”, “eu defendo a ditadura”, “eu vou fechar o congresso”, “não servem nem pra procriar”, “não te estupro por que você não merece”, “a gente vai varrer esses vagabundos daqui”, “o erro foi torturar e não matar”, “viadinho tem que apanhar”.
Continua colocando os argumentos de quem defende o candidato: “sim mas veja a Venezuela”, “é para acabar com a corrupção”, “nós queremos segurança”, “não é bem assim”. Arnaldo questiona como explicar o que é Bolsonaro para esses que só querem matar, atirar, vingar, em nome da pátria, família, propriedade, segurança. Arnaldo cita Marielle e “sua placa rompida rasgada, desonrada, pelas mãos truculentas de brutamontes prepotentes com suas camisetas estampadas com a face do coiso”. Relembra o apoio de Bolsonaro a Ustra “aquele que além de torturar levava crianças para verem suas mães torturadas. A vitória da direita excita “em outros o desejo de exercer seu obscuro poder de milícia, polícia, esquadrão da morte”.
Arnaldo faz referência Intervenção Federal do Rio de Janeiro, cita outras frases mais recentes de Bolsonaro: “ não vai ter ONG, não vai ter ativismo, não vai ter mimimi”, e to da a campanha de Bolsonaro que se pauta em fake newse em seguidores que cravam “suásticas nazistas na pele da menina que usava Ele Não”. Arnaldo continua colocando quais serão os resultados de uma extrema-direita no poder, cita o Museu Nacional, o projeto “Escola sem Partido”, a reforma curricular, o “golpe que precisa parir outro golpe, ou autogolpe”. Tudo em nome Deus Bolsonaro é contra “os dferentes os misiráveis os favelados, os do outro lado, os que se manifestam, ou contestam, ou pensam de outra forma, ou se vestem de outro cor, ou tem outra cor. Arnaldo denuncia os que agora se declaram neutros “lavando as mãos como Pilatos”, ou aqueles que declaram os dois lados extremistas. Bolsonaro e a extrema-direita são defensores da Ditadura e conseguem respaldo no STF quando o seu presidente afirma que não foi golpe militar, foi um movimento, porém para que não tenhamos o sentimento de derrota o autor nos chama dizendo que “ainda dá para evitar, ainda é tarde de menos para conter o ódio” e termina declarando o seu voto em Haddad.
Abaixo colocamos na íntegra o vídeo e poema:

IstoNãoÉUmPoema
isto não é um poema

desabafo
que não pude não
fazer e não pude fazer
de outra forma
que não fosse
assim
fatiando as frases
no espaço
aqui
hoje
eu vi
aterrorizado
um artista assassinado
Moa do Catendê,
mestre de capoeira,
autor do Badauê —
por conta de uma divergência política num bar
da Bahia
depois corri o dedo
sobre a tela e
vi e ouvi
arrepiado
Luiz Melodia
(também negro e compositor,
também com o cabelo rastafari,
como a vítima do post anterior)
cantando
“no coração do Brasil”
e repetindo muitas vezes
esse refrão
“no coração
do Brasil”
“no coração do Brasil”
que tento sentir
pulsar ainda
entre a luz de Luiz
e a treva
desse buraco vazio
que não pulsa mais no peito
de Moa do Catendê
e “não existe amor em SP”
ou “no coração do Brasil”
fraturado
nesses dias
brutos
de coturnos
chucros
a chutar a cara
de quem
ama
arte
cultura educacão
liberdade de expressão
diversidade
cidadania
solidariedade
democracia
mas não se dá
a mínima
o que importa é se subiu
a bolsa
caiu
o dólar
se todos vão prosseguir
seguindo
docilmente para o abismo
nessa insanidade coletiva
em que o Brasil nega
qualquer Brasil
possível
cega
qualquer futuro possível
e o ódio
o horror e o
ódio
e nada que se diga faz sentido
mais
para quê
expor na cara desses caras
a palavra explícita
(gravada em vídeo e repetida, repetida, repetida)
do seu “mito”
dizendo
“eu apoio a tortura”
“eu defendo a ditadura”
“eu vou fechar o congresso”
“não servem nem para procriar”
“não te estrupro porque você não merece”
“a gente vai varrer esses vagabundos daqui”
“o erro foi torturar e não matar”
“viadinho tem que apanhar”
etc etc etc etc etc
e tudo mais
que repete incansavelmente
há anos
ante câmeras e microfones
para quê mostrar de novo
e de novo
o mesmo nojo
se é justamente
por isso
que o idolatram?
e sempre haverá
os que vêm disfarçar
dizendo:
“estamos entre dois extremos”
“sim, mas veja a Venezuela”
“é para acabar com a corrupção”
“nós queremos segurança”
ou
“não é bem assim…”
enquanto constatamos cada vez mais
que sim,
é assim
mesmo, é assim
que é
mas
como li por aí:
“como explicar a lei Rouanet para quem
ainda não assimilou a lei Áurea?”
ou: como explicar a lei da gravidade
para quem ainda crê
que a terra é plana?
e querem defender sua ignorância com dentes
e garras
querem
matar atirar vingar
a quem?
em nome de quem?
(pátria, família, propriedade, segurança?)
se nessa seara não há direitos
nem respeito
ensino ou dignidade
só horror e
ódio, ódio
e horror
as palavras perdem a clareza
os valores perdem o valor
a vida perde o valor
Marielle
remorta remorrida rematada
por sua placa
rompida rasgada desonrada
pelas mãos truculentas de
brutamontes prepotentes
com suas camisetas estampadas
com a face do coiso
que redemonstra sua monstruosidade
quando vende
em seus próprios comícios
camisetas de outro
ultra-monstro
ustra

aquele que além de torturar
levava crianças para verem
suas mães torturadas

e esses mesmos
abomináveis
que, diante de uma claque vergonhosa,
se orgulham
de terem
rasgado as placas
com o o nome Marielle Franco
estão sim
agora
eleitos
satisfeitos
mas não saciados
de todo o sangue
de inocentes
que há de correr
só por serem
diferentes
excitando em outros
o desejo de exercer
seu obscuro
poder
de milícia polícia esquadrão da morte
e o anúncio da Rocinha metralhada
como solução
a barbaridade finalmente
institucionalizada
como diversão
o Brasil finalmente
sem coração
fora da ONU
e dos acordos internacionais pelo
meio-ambiente
sem controle
de sensatez ou mentalidade
sem limite humanitário
“não vai ter ong!”
“não vai ter ativismo!”
“não vai ter mimimi!”
bradam
cheios de si e de ódio
criminosos contra o crime
opressores pela família
amorais pela moral
apesar de todos
os alertas
da imprensa internacional
de esquerda, de centro, de direita
só não vê quem não quer
a tragédia anunciada
divulgada
não como boato
mas escancarada
- mente
enquanto
empoderados pelo discurso
de ódio
de horror e ódio
seus eleitores
já saem pelas ruas
dando tiros
e gritos
enxurradas de fakes
suásticas nazistas gravadas com canivete
na pele da menina
que usava “ele não” estampado na blusa
e a promessa de violência desmedida
se concretizando
antes mesmo de começar o segundo turno
e nem um centímetro de terra para os índios
e nem um pingo de direitos civis ou humanos
e a volta da censura e o ódio,
o ódio, o horror
e o ódio
pra encerrar de vez
o sonho de uma nação
que tem a chance
de dar ao mundo
sua contribuição
original
agora fadada a repetir o que de pior já houve
na história
sem história agora
sem Museu Nacional
nem cultura nem educação
abolir filosofia e arte
em seu lugar:
moral e cívica
escola militar
religião
geografia dos lucros e dividendos
massacre das minorias
horror e ódio
e ódio
e horror
crescente permanente enquanto dure
pois ninguém larga o osso assim tão fácil
depois de um golpe
que precisa parir outro golpe
ou autogolpe
alimentado por todas as fakes e facas
contra as costas de artistas
como Moa
mas na cabeça de quem apóia
tudo se justifica:
o fascismo
a tortura dos presos
o sumário julgamento sem juri
autorização dada à polícia
para matar
e o ódio aos pobres
as blitzes ostensivas
a guerra declarada
dos que aceitam assassinos para combater bandidos
se está tudo invertido mesmo
pobre elegendo milionário,
pelo avesso e ao contrário
então se autoriza a sórdida
barbárie
dos fortes contra os fracos
algo está muito doente
no Brasil
no descoração do Brasil
que mente, se omite, agride, regride
para avançar sem freios
em direção ao fascismo
seguindo a música hipnótica do
ódio,
horror e ódio
pregados em igrejas
em nome de Deus
e de Cristo
só desamor em nome de Cristo
violência e brutalidade em nome de Cristo
armas e tortura
e preconceito em nome de Cristo
de Deus e de Cristo
armar a população
para metralhar os adversários
os diferentes
os miseráveis
os favelados
os do outro lado
os que se manifestam
ou contestam
ou pensam de outra forma
ou se vestem
de outra cor ou tem
outra cor ou
qualquer pretexto
que se crie
para espalhar o ódio, o horror
e o ódio
do machismo ao estupro
da mentira ao linchamento
do homicídio ao genocídio
(“tinha que ter matado pelo menos trinta mil!”)
já sem democracia
palavra vazia
em boca
de quem compactua
(e não são poucos)
pensando ser
possível
alguma forma de
neutralidade
nesse momento
como Pilatos
lavando as mãos
a chamada mídia
tenta fazer média
ao dizer que os dois lados são igualmente
extremistas e perigosos
mas então
onde estavam nos últimos três mandatos
e meio
antes do pesadelo Temer?
estavam numa ditadura comunista
e não sabiam?
na verdade
todos sabem muito bem
que o extremismo
vem de um só
lado, que
quer se eleger para acabar
com eleições
e que o grande perigo é mesmo
esse jogo
de equivalências que,
na verdade
serve ao monstro
pois a omissão é missão impossível
neste agora
impossível
mascarar o sol
da ameaça
hostil e explícita
do nazismo
crescente
com a peneira furada
de um bom senso
mediano hipócrita indiferente
que sempre
vai dizer:
sim, mas a Venezuela…
como se não tivéssemos ouvido exatamente isso
em 64,
quando diziam:
— Sim, mas Cuba…
para justificar a ditadura militar
que tanto elogiam
hoje em dia
e que o atual
presidente
do nosso Supremo Tribunal Federal
decidiu
que agora vai chamar
de “movimento”
em vez de
“golpe militar”
para adoçar um pouco a boca
amarga
do sangue
impregnado
que não vai sumir assim
mudando a nomenclatura
desnomeando a já tão dita
“ditadura”
mas esse des-
- equilíbrio
ético
que diz
preferir uma autocracia
perfeita
a uma
defeituosa
democracia
esse
erro
que nenhum arrependimento será
capaz de reparar
quando for tarde
demais
ainda dá
para evitar
ainda
é tarde
de menos
para
conter
o ódio,
o horror e o ódio
ainda

dd
a
d


*

quarta-feira, 15 de junho de 2016

poema


SOMBRAS SOBRE NÓS!

Iremar Antonio Ferreira


Tem cheiro de fumaça no ar...
É mês de junho! 
Será fogueira de São João? 
Não...!?
É cheiro de carne humana queimada...
pode ser de uma criança indígena Kaiowá...
pode ser cheiro da queima de mais um tekohá...
pode ser cheiro de gente, de fogueira, de tekohá...
mas o que tem a ver comigo isso tudo?
É mais um golpe no Brasil, ou mais uma rajada!
rajada de espingarda ou revólveres de grosso calibre...
o alvo, áh, o alvo são indígenas Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul.
Quem atirou!

Quem atirou foi o latifundio, os pistoleiros, os fazendeiros, os políticos...
Atiraram de Brasília, do MS, de Caarapó...
atiraram sem dó...nem piedade...
Atiraram contra uma multidão de pessoas Guarani Kaiowá...
O que eles queriam ajuntados assim?
Esqueceram que se juntar mais de dois é sinal de trama contra os ditadores...
Repressão é o nome usado para dispersar agitadores...
Eram mais de mil indígenas...
Discutiam o futuro deste povo numa terra onde a lei é a dos POLÍTICOS do MS;
mas também de artistas globais, cantores, empresários...

Cloudione Rodrigues Souza foi morto neste dia 14 de junho de 2016...
coincidência à parte, ele morreu no dia do aniversário do revolucionário Ernesto Guevara de la Sierna ou simplesmente Che Guevara...
Cloudione estava lutando por direito à terra! 
Cloudione também cuidava da saúde de seu povo, à exemplo do médico Che!

Cloudione foi assassinado por fazendeiros...
Che Guevara pelas forças policiais bolivianas com medo de sua articulação com campesinos na Bolívia...
A Luta pela Terra em comum...

Cloudione e o Povo Guarani-Kaiowá, Terena entre outros...
O Tekohá TeyiJutsu atacado por mais de 70 fazendeiros não será apagada pelo fogo...
As crianças queimadas e os desaparecidos feridos contabilizam ao Brasil como o País que, a mais de 512 anos tenta exterminar seus povos originários...
Mas não conseguirão!

A resistência secular dos Povos Indígenas do Brasil, da América Latina e do Mundo inteiro é mais forte que o Império da Morte...!

Onde cada indígena tomba nasce uma árvore... 

Iremar Antonio Ferreira
Instituto Madeira Vivo - IMV

Graduado em História - UNIR
Mestre em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente - PGDRA/UNIR
Educador Popular
 
Telefone: 69 9981 4505

sexta-feira, 13 de junho de 2014

mia couto - Memória de um amor que nunca foi

E são de aves
as folhas que tombam
e não há chão nem vento onde se deitem.

Melhor dormir se o tempo se faz sem ti
e guardar-te em sonho
até tu mesmo seres noite. 

MIA COUTO
"Memória de um amor que nunca foi"


terça-feira, 18 de março de 2014

MANIFESTO UNIVERSAL DOS POETAS DO MUNDO

poetas del mundo
http://www.poetasdelmundo.com/detalle_manifiesto.php?id=2828


MANIFESTO UNIVERSAL DOS POETAS DO MUNDO

Poeta, se voce conhece o objetivo do nosso movimento “Poetas do Mundo”, o mesmo que o nosso “Manifesto Universal” e queira ser fiel a seu compromisso, te receberemos como a um irmão com a mesma paixão de mudar o mundo com palabras, como uma manifestação suprema de sua arte e que seja esta a cheve para mudarmos o mundo e a historia. 
MANIFESTO UNIVERSAL DOS POETAS DO MUNDO
Poetas do Mundo é chegada a hora exata para unir nossas forças na defesa da continuação da vida: Somos Guerreiros da paz e mensageiros dessa nova etapa da humanidade. Somos os poetas da luz e essa luz é o veículo que nos conduz nessa chamada de alerta e por motivo nenhum devemos deixar de estarmos presentes. Vivemos atualmente o processo de morte de uma etapa degenerada e asistiremos o nascimento de uma NOVA ERA na qual nós poetas temos um rol determinante de estarmos presentes.

A humanidade vive momentos decisivos onde lutam por sobreviver: Seguimos para a beira de um precipicio que nos conduz a extinção ou mudamos o leme numa trajetória para a superação coletiva que nos assegure uma grande subsistencia.
Desde os mais remotos tempos em que o homem possa recordar, a existencia humana tem se confrontado en coexistir com o meio ambiente, que lhes foram asegurados e seguem asegurando a possibilidade de viver. Mas ao mesmo tempo e paradóximente o homem em seu afã de ser mais, de crecer e crecer, vindo   deteriorando o planeta até levar-lo ä limites colocando em perigo a possibilidade de seguirmos existindo como especie. Se o Homem nao muda o rumo, ¡E AGORA!, as próximas geraçães terão solidas razões para odiar-nos.
Por outro lado, neste mesmo contexto de querer sempre MAIS, não só usam dos meios materiais do planeta para crecer e subsistir, sendo também  que os meios humanos, arrastando-nos para a desesperada e criminosa competencia entre os homens a tal ponto que hoje estamos  matando-nos uns aos outros para sobreviver, para crecer ou simplesmente para dizer: SOU, quer dizer mais, mas ¡SOU! Ou sou mais que voce...
Assim como deterioramos o planeta constantemente com o uso abusivo dos recursos naturais e humanos, assim que se constroem armas de destruição em grande escala, capazes de destruir toda a humanidade em poucas horas e a supremacía do poder concentra-se sempre nas mesmas mãos, ao qual conhecemos como imperio(s)
Mas, nem tudo é negativo, porque o caos moral, o caos político (guerras infames), o caos economico ( coisas absurdas) nao passam de manifestações do “PARTO DA HISTORIA” assim como uma mulher dá a luz a um bebe; morre esta etapa e surge outra de seu seio.

1- Diante deste afan de dominio absoluto que nos poderia levar inevitablemente a auto destruição e diante de tamaña barbaridade. E a luz de novos tempos que se anunciam, Os Poetas do Mundo emprenderemos ao caminho do protesto, por um lado e ao da contrução de um novo amanhecer, que conducirá a libertação definitiva do homem.
2 – Os Poetas do Mundo, não todos, somente os Poetas do Mundo, porque não todos os poetas do mundo estamos dispostos a dizer: não sou, SOMOS. Os que estamos dispostos a abandonar o EGO que nos esta matando e somos capazes de olharmos com IGUALDADE, iniciamos a cavalgada coletiva através do mundo e colocarmos a arte da poesia a serviço da humanidade
3 – Ser poeta não significa somente escrever bonitas poesias, temos que VIVER-LA e viver-la não significa somente sentir-la, temos que praticar-la e praticar-la é uma coisa de todos os dias, de sempre enquanto tivermos cabeça para pensar e coração para sentir.
4 – Ser Poeta do Mundo é ainda algum mais difícil, ser Poeta do Mundo é asumir este manifesto em sua parte mais esencial; é asumir a defesa da vida, do amor, da diversidade, da liberdade e ser capaz de dizer: dou minha vida pela VIDA, ainda que amo minha vida. por isso é que dizemos BASTA de estupidez, BASTA de EGOS que não contribuem ao crescimento coletivo, nem pessoal e botemos a arte da poesia a servico da existencia da humanidade..
5 – Ser Poeta do Mundo é ser um guerreiro, uma guerreira, que galopa pelas lanurias da existencia humana, como fiz na noite do tempo, em busca da perfeição e o crescimento lícito da vida, enquanto se vive com as vestimentas  e as condições que temos para fazer-lo. E é por iso que não seremos pasivos diante dos crimes que se cometen diariamente em nome da liberdade, levantemos nossas vozes como um raio de luz e faremos tremer aos covardes, porque a palabra é a melhor arma que amedronta aos assassinos que conhecemos ao largo de nosa historia.
6 – Reconhecemos o valioso aporte dos poetas do mundo ao crescimento da humanidade através de séculos. Á aqueles que deixaram seus nomes marcados e nos centenarios livros da historia universal e na memoria coletiva dos homens, assim como também  reconhecemos o aporte dos poetas anónimos, poetas que passaram pela terra cumprindo suas missões legendarias através dos tempos. Cremos no valor que significaram estas majestosas contribuições em seus tempos, inclusive hoje, mas estamos a beira de uma nova etapa para a humanidade, assim, os Poetas do Mundo do século XXI não queremos enraizar com o passado para melhor olharmos o presente e o futuro. Os Poetas do Mundo deste século estamos sendo chamados a sermos criativos para com maior imaginação encontrar as respostas e explicações que HOJE a humanidade brada ante o evidente descalabro que estamos vivendo.
7 – Os Poetas do Mundo nos declaramos todos iguais, os consagrados e os menos conhecidos, os famosos e os anónimos, os ricos e os pobres, os brancos e os negros, os mesticos e os amarelos, sempre e quando se situem neste lado da vida, empunhando as mesmas espadas para combater o que mata a vida, lutando corpo a corpo na mesma barricada para defender a JUSTICA (unica para todos), a IGUALDADE (efetiva entre todos os habitantes da terra), a LIBERDADE (a verdadeira, não a artificial) e o DIREITO dos povos existirem e viverem em paz.
8 – Os Poetas do Mundo declaram qualquer espaço onde possam estar ou ser, como se fosse suas proprias arenas, para combater o mal, seja em palacios de poder ou numa miseravel caverna do mundo, nos campos onde trabalham os campesinos ou no fundo de uma mina onde se suga o sanque do mineiro, porque o poeta nao deixará de ir en qualquer lugar , levando nossa palabra, como se fosse uma chuva sobre a terra, fazendo seu espetaculo de graça, como se fossem flores para os olhos da humanidade. O Poeta será a luz que guiará o guerreiro como dunas na escuridade da noite.
9 – Os Poetas do Mundo nos declamos pacifistas, mas não covardes e pasivos, ante-militaristas, mas de nenhuma maneira ingênuos. Sentimentalistas por natureza porque a expressão artística, a tinta da escrita é o sangue de nossas almas. Vivemos atrapados pela embriaguês do encanto artístico, até uma vertigem dolorosa da criação. Mas esta criação terá sempre um objetivo determinado: APERFEIÇOAR A VIDA”, a nossa (individual), a de todos (coletivamente). Somos pacifistas em busca da paz universal, mas A PAZ não chega do nada, temos que ganhar-la, lutar por ela. Para isso somos Guerreiros. E a PAZ não existe se não há JUSTIÇA. A PAZ somente haverá quando reine primeiro a justiça, porque ela apenas reinará com justiça, porque a PAZ é uma consequencia da justiça. Ou será o que está sendo agora no reinado dos Imperios: PAZ DE CEMITERIO.
10 – Para ser Poeta do Mundo tem que estar disposto a aperfeicionarse sempre, a crecer diversivicadamente e aceitar a pluridade como aceitamos a complexidade da existencia. E no Batalhão dos Poetas do Mundo haverá espaço sempre para lutar, para os que creem ou não, ateos ou religiosos, justos  ou equivocados, mas deste lado da VIDA. Heterosexuais, bisexuais ou homosexuais, mas todos amantes do AMOR nobre, guerreiros de outrora ou combatentes modernos, mas sempre militantes do BEM e fidelidade. A grande cadeia humana que possa unir ao mundo, correntes por correntes, estará conformada por poetas repartidores de esperança e sorrizos nesta luta que dura  desde a aurora dos tempos.
11 – O homem buscará um terceiro por suas culpas, nossa reta é que cada qual asuma sua esencia, em seu proprio espírito, sem ter que acudir ao terceiro para acalar seus erros e derrotas. Nossa esperança é alcansarmos  através da palabra, acender o verbo nos corações de cada um, o verso das montanhas, a noite sigilosa da alma, o envólucro cuidadoso do ventre da natureza,  ver o amanhecer, para que cada um alce sua alma com amor, com palabras. A Poesia e do mundo e nós somos dela.



Poeta do Mundo,
¡Una-se a esta batalha pela existencia humana!
¡Converta-se no leme necesario para que continue a VIDA!


Luis Arias Manzo
(Secretario General)

Santiago de Chile, diciembre 2005